CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1
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CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1


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\u2014Orei. de 18 de Agosto de 1635. 
Sendo a primeira aitríbuiçiio dos juizes municipaes o 
substituírem aos juizes de direito em seus impedimentos 
ou falias, a lei nenhum ordenado lhes estabeleceu, e por 
isso nada devem peneber. \u2014Port. de 13 de Setembro 
de 1836. 
Sendo suspeito o juiz municipal em todas as causas 
de um individuo, e arhando-sc jj nomeado pela camará 
49 
§2.* Executar dentro do termo as sen 
tenças e mandados dos juizes de direito 
ou tribunaes (54). I 
§ 3.° Exercitar cumulativamente a ju-
risdicção policial (55). 
juiz municipal para ellas, substituindo neste ínterim o juiz 
suspeito ao de direito, quem é o competente paraojul' 
gameuto de taes causas ? I'ur Aviso de 28 d'* Março de 
1838 decidio o governo qre deve julgar as causai, como 
juiz de direito, o ju z municipal in.erino, a quem com-
petem as attribu ções declaradas no art. 35, não podendo 
ser o juiz municipal proprietário, por ser suspeito, e não -
devendo ser o juiz municipal especial, por ser limitada -a 
sua incumbência e jurisdição para o preparo do feito. | 
Vide notas á parte deste CJCI. em q.ie se trata de sus-
peições. 
(5a) Este paragrapho reformou os arts. At) e Al do 
Cod. Crim.\u2014Av. de '21 de Outubro de 1833. 
Não é o juiz municipal competente para executar uma 
\u25a0sentença admiuiMrativa do tribunal do commercin que 
impòz multas.\u2014Av. o. 492 de 23 de Outubro de I8t,5. 
(55) Não é, porém, cumulativa acerca das contraven-
ções de posturas.\u2014Av. de 24 de Março de 1834. 
Pela disposição dote paragrapho podem os juizes mu-
nicipais julgar e impor penas nos crimes polieiaes, ex\u2014 
\u2022cepto nas infracções de posturas das cantaras munici paes, 
.que é privativo dos juizes de puz.\u2014Av. de 23 de Se-
tembro de 1836. 
Das suas sentenças em causas policiaes ha recurso pira 
as juntas de paz com effeito suspensivo. \u2014 Dec. de 16 de 
Dezembro de 1834, referindo-se aos Avisos de 18 e 26 
de .Setembro do mesmo anno. 
Vide a Lei de 3 de Dezembro de 1841 e o seu Reg. 
na parte em que ira tão das atlribuições dos juizes inu-
Jiicipaes, e bem assim as notas abi lançadas. 
cr. 4 
 
50 
SBOÇÍO m. Dos 
promotores públicos (56). 
Art. 36. Podem ser promotores os que? 
podem ser jurados; entre estes serão pre-
feridos os que forem instruídos nas leis, e 
serão nomeados pelo governo na corte, e 
pelos presidentes nas províncias por tempo* 
de três annos, sob proposta tríplice das 
camarás municipaes. 
(56) Não são incompatíveis as suas funeções com o exer-
cício da guarda nacional.\u2014Av. de 3 de Setembro de 1833, 
e Portaria de 31 de Junho de 1834. 
Mão podendo os secretários dos governos provincial» 
ser jurados na forma do art. 23, ao mesmo passo que só 
podem ser promotores os que se acbão habilitados para 
serem jurados, segundo o art. 36 ; é evidente que ne-
nhuma outra intelligencia se pôde admittir acerca da dis-
posição dos citados artigos, que não seja a litteral.\u2014Av. 
de ,26 de Maio de 1838. 
Vide art. '2'2 e 23 da Lei de 3 de Dezembro de 18/[1 
e suas notas. B 
É manifesta a incompatibilidade que se dá por sua pró-
pria natureza entre os empregos de promotor publico c 
subdelegado de policia.\u2014Av. de 31 de Outubro de 1861. 
É incompatível o lugar de promotor publico com o de 
solicitador dos feitos da fazenda, visto como, tendo sido 
considerado incompatível o lugar de promotor com o de 
procurador fiscal (Av, de IA de Fevereiro de 1855), que 
não tem obrigação de comparecer diariamente na thesou-
raria, e só raras vezes precisará assistir pessoalmente \u25a0a 
actos e diligencias judiciaes, 6 com maioria de razão 
51 
incompatível com o exercício de solicitador, que tem de 
promover o andamento das causas e processos da fazenda, 
e residir nas audiências, e ajudar ao procurador fiscal 
em trabalhos diários e imprescindíveis.\u2014Ord. de 16 de 
Julho de 1862. 
Não ba incompatibilidade entre os cargos de promotor 
publico e de vereador.\u2014Av. de 5 de Novembro de 1862. 
Á vista da terminante disposição do Av. de 15 de Ja-
neiro de 1858, é fora de contestação que o juiz de or-
pliãos, tendo de nomear curador nos lugares em que não 
existem esses officios creados por lei ou providos vitalícia\u2014 
mente, deve fazer recahir a nomeação no promotor, o 
qual só pode ser dispensado quando adegar e provar im-
pedimento legitimo. \u2014 Av. de 5 de Novembro de 1862. 
Em 23 de Outubro de 1868 publicou o Diário O/ficiaL 
um Aviso de 22, concebido nos seguintes termos : 
Foi presente á S. M. Imperial o requerimento do ba-
charel F.j pedindo restauração do Av. n. 115 de 27 de 
Abril de 1855, segundo o qual aos promotores públicos 
cabe o direito de excluir do cargo de curador geral, a 
quem já estiver servindo; e a revogação do de n. 547 de 
21 de Dezembro de 1863, que a favor daquelles func-
cionarios apenas creou preferencia no acto de ser 
preenchido o lugar. 
Ouvida a respeito a secção de justiça do conselho de 
Estado o mesmo Augusto Senhor houve por bem decidir 
que o direito do promotor publico limita-se á preferencia 
na occasião do provimento, e não vai até prejudicar o 
curador já nomeado, privando-o do emprego que exerce; 
e que os Avs. ns. 136 e 547 de 31 de Maio de 1859 e de 
21 de Dezembro de 1863, longe de contrariarem a 
disposição do de n. li5 de 27 de Abril de 1855, expe-
dido sobre resolução de consulta 4a secção de justiça do 
conselho de Estado, determinarão muito claramente a in-
telligencia daquella resolução e confirmarão a doutrina 
nella estabelecida. 
Por Av. de 19 de Dezembro de 1868 decidio o governo | 
imperial que, & vista do Av. n. 115 de 27 de Abril de 1855 
e deste de 22 de Outubro de 1868, não podia o promotor 
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publico, uma vez nomeado, ser excluído do cargo de cu-
rador geral dos orphãos. 
Não é incompatível com o emprego de professor de 
historia e grammatica.\u2014Av. de 19 de Maio "de 1865. 
Não são magistrados.\u2014Av. de 18 de janeiro de 1869. 
Os promotores públicos não se podem dar de suspeitos 
nem serem recusados; a elles não se estende a disposi-
ção do art. 61 do Cod. do l'roc, que só se refere aos 
julgadores. Como órgão da justiça publica somente são 
Impedidos de dar denuncias e promover acrusaçòes, 
quando a respeiío delies se verificar alguma das bypothescs 
do art. 75, cumpi indo-llies em todns os mais casos des-
empenhar as funeções do carg >, e Incorrendo, quando o 
não facão, no crime previsto no art. 129, § 5° do Cod. Ciim. 
e em todos os de que trata a secção 6* Cap. 1", lii. 5* do 
mesmo Código.\u2014A», n. 387 de 9 de Setembro de 1861. 
Entretanto o Av. de 15 de Maio de 1868, publicado 
00 Diário Oflícial de 20, diz bem positivamente que ao 
promotor se referem lambem as suspeições do art. 61 
deste Código. 
O Av. de 15 de Setembro de 1865 declarou que ocn-nhadio 
não é impedimento para figurarem em uma causa crime 
promotor e advogado, que sejão cunhados. I Em 20 de Junho 
de 1870 e«pedio-se o seguinte Aviso: Foi presente a S. M. 
o Imperador o officii n. 16 de 19 de Março ultimo, no qual o 
antecessor de V, Ex. commu-nicou que suspendera do 
exercício do seu cargo é mandara rèsponsabilisar o promotor 
publico interino da capital, o qual, na qualidade de promotor 
effcciivo, tinha sido d'atli removido para a comarca de 
Parentins. 
£ o mesmo Augusto Senhor manda declarar á V. Ex. que 
não pode ser approvada semelhante deliberação, porque pela 
aceitação da nomeação do juiz de direito da comarca, onde 
anteriormente era promotor effectivo, esse funecionario 
renunciou o novo lugar que lhe fora desti-* nado, mas não 
incorreu em falta, pela qual deva ser punido. Ao presidente 
do Amazonas. \u2014 Vide Jornal do Commercio de 22 de Junho 
de 1870, 1* folha. 
 
63 
Art. 37. Ao promotor pertencem as 
attribuições seguintes (57): 
(57) Devem-se-lhes dar grátis os documentos que exi-
girem como promotores, e em desempenho desse lugar. 
\u2014Av. de '21 de Julho de 1834.