CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1
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CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1


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de paz, juízes mu-
nicipaes, promotores, escrivães e officiaes 
de justiça perceberás os emolumentos mar-
cados nas leis para os actos que praticarem, 
e os juizes de direito vencerás interina-
mente o ordenado que lhes fôr marcado, 
(72) Só se deve entender dos lagares que o juiz tem 
de percorrer, e não do de sua residência.\u2014Av. de 31 de 
Outubro de 1833, e Port. de 8 de Julho de 1834. Este 
mesmo Aviso declara que os juizes de direito não têm 
aposentadoria. H 
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na província onde estiver a corte, pelo 
.governo, nas outras pelos presidentes em 
conselho, que o poderáõ alterar, conforme 
as circumstancias, emquanto não fôr 
definitivamente fixado por lei. 
Art. 50.0 governo dará os diplomas da 
 nomeação a todos os juizes de direito (73), 
e aos juizes municipaes da província onde 
estiver a corte; uns e outros prestarás, por si 
ou seu procurador, o juramento nas mãos do 
ministro da justiça (74). 
(73) Os juizes de direito, posto que nomeado* pelos 
presidentes de província e approvados pelo governo geral, 
devem solicitar suas cartas na secretaria de Estado dos 
negócios da justiça. \u2014Av. de 4 de Outubro de 1836. 
(74) Os juizes do eivei, municipaes e de orphãos devem 
prestar juramento perante as respectivas camarás muni-
cipaes, por ser esta a maneira mais conveniente e regular 
de entender o art. 5o, § 10 da Lei de 3 de Outubro de 
1834, e art. 54 da de 1" de Outubro de 1828, até por estar 
de accôrdo com o disposto no art. 2° da Lei de 4 de De-
zembro de 1830.\u2014Av. de 13 de Agosto de 1835. 
Tendo um juiz municipal de exercitar jurisdicção em 
ioda uma comarca, em razão da reunião dos termos, de 
verá o juramento e posse ser-lhe dada pelo presidente 
da provinda, em virtude da genérica e iudistincta dispo 
sição do art. 5*, § 10 da Lei de 3 de Outubro de 1834, 
\u25a0que só teve em vista a extensão do exercício.\u2014Av. de 
29 de Setembro de 1842. {Segue.) 
c. P. 6 
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, A posse dada pelos presidentes de províncias é bastante para 
habilitar os empregados ao exercício de seus empregos em 
todos os lagares de sua jurisdicção, logo que cheguem ao 
districto delia, independente da publicação por editaes das 
camarás.\u2014Av. de tà de Junho de 18/13. 
Este Aviso accrescenta que, para bem do serviço, cum 
pre que os presidentes participem immediá ta mente a posse 
és camarás de todos os municípios sujeitos á io-i 
òn autoridade dos empregados assim empossados, e qne esta.« 
facão publicar por editaes a referida posse, logo que os ditos 
empregados apresentem seus títulos com a menção) delia, sem 
que se ingirão a discutir a validade dos mesmos títulos, uma 
vez que consie sufficien temente a posse, visto não lhes 
competir o reconhecimento delles, e sim somente dos 
empregados que, não tendo superior no lugar, só têm exercício 
em um município. 
Neste caso estão não só os juizes de direito das comarcas, 
mas também os juizes municipais, delegados e outros que 
tenhão jurisdicção em dous ou mais municípios. \u2014Av. de ih 
de Junho de 1843. 
Aos juizes de direito, e onde houver mais de um ao 
da 4* vara crime, compete deferir juramento e dar posse 
aos juizes municipaes de sua comarca. Naquellas provín 
cias em que existir Relação, esta atlribuição será exercida 
pelo seu presidente. Quando, porém, o juiz municipal 
tiver-por districto de jurisdicção uma comarca, receberá 
o juramento e posse do presidente da província.\u2014Av. de 
20 de Dezembro de 1848. a» I 
O juramento e posse aos escrivães dos- juizes municipaes, 
delegados e subdelegados, serão deferidos pelas autoridades 
perante quem servirem.\u2014Av. de 20 de Dezembro de 1848. 
Kos casos em que se demore a reunião das camarás 
municipaes para dar posse aos empregados de justiça e 
policia, e d'abi resultem inconvenientes, podem os presidentes 
de provincia ordenar aos juizes de direito qoe-defirão 
juramento e dém posse aos juizes municipaes que tem por 
districto de jurisdicção uma comarca: aos mesmos {juizes e 
aos municipaes que procedão de igual modo a. 
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Nas outras províncias do Império os pre-
sidentes em conselho passaráo os diplomas, 
e darão juramento aos juizes mu-nicipaes, 
ou seus procuradores, e as camarás 
passaráo os títulos, e darão juramento a 
todos os encarregados da administração da 
justiça nos districtos e ter mos (75). 
respeito dos delegados de polida, comtanto que o parti-
cipem jmmedialamente ás camarás municipaes; isto quando 
os presidentes não tenhão por mais conveniente admitti-
los por si ou por procuradores a receber o juramento e 
posse immediatamente da presidência, que fará em tal 
caso as communicações ás camarás municipaes.\u2014Av. de 
11 de Abril de 1849. 
Os promotores públicos prestão juramento nas camarás 
municipaes, e estas lhes dão o competente diploma.\u2014Port. 
de 13 de Agosto de 1833. 
(75J Ao juiz municipal compete deferir juramento e 
posse a todos os empregados que têm jurisdicção dentro 
do município e suas freguesias (*). (Lei do 1* de Outubro 
de 1828, art. 5fi.)\u2014Dec. n. 4302 de 23 de Dezembro de 
5868, art. T. 
Á camará municipal compete igual attribuição a res-
peito do juiz municipal, não estando presente no termo 
o juiz de direito. (Lei do 1* de Outubro de 1828, art. 54 
e Lei de A de Dezembro de 1880, art. 2.°)\u2014Idem, art. 3." 
Ao juiz de direito compete deferir juramento ao juiz 
* 
F (\u2022) Este artigofdeve ser entendido com a clausula de não terem 
outro superior immediato no lugar, pois tal é a disposição da Lei 4o 
Io de Outubro de 1828, art. 64, applicsda por aqueUe artigo aos 
empregado* do ministério da justiça.\u2014AT. de 18 de Fevereiro de 
1869. 
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municipal do (ermo em que residir, e com autorisaçSo do 
presidente a qualquer empregado que tenha jurísdicçáo 
em piais de um termo. \u2014Idem art. 4°. 
O presidente da província deferirá o juramento e posse 
aos chefes de policia, juizes de direito e juizes municipaes 
com jurisdicção em mais de um termo. (Lei de 3 de Outubro 
de 1834, art. 5o, $ 11.)\u2014Idem, art. 6*« 
Na corte os juizes municipaes e juizes de direito pres-
tarão juramento nas mãos do presidente do respectivo 
tribunal de 2" instancia. (Lei de 4 de Dezembro de 1830, 
Cod. do Proa, art. 50.)\u2014Idem, art. 6o. 
O juramento pôde ser prestado por procurador; mas o 
acto da posse somente se considera completo para os 
effeitos legaes depois do exercício. \u2014(dem, art. 9". 
Dentro de oito dias da data da sua entrada em exer- -
cicio, deve o empregado remetter a respectiva certidão 
na corte á secretaria da justiça, e nas províncias ao pre-
sidente, o qual a transmittirá ao governo immediaiamente, 
\u2014Idem, art. 10. 
O empregado nomeado não pode entrar em exercido 
sem tirar o titulo, salvo quando o serviço publico assim 
o exija, devendo esta clausula ser consignada no acto de 
sua nomeação.\u2014Idem, art. 11. 
No caso do artigo anterior se expedirá directamente 
ao empregado uma copia do acto da nomeação, ficando 
pile comtudo obrigado a tirar o titulo no prato legal\u2014 
Idem, art. IS. 
Incorrerá no art. 128 do Cod. Crim, o juiz ou camará 
municipal que, á vista do titulo ou da copia no caso do 
art. 13, deixar sem impedimento legitimo de deferir o juramento no prazo de três dias. \u2014Idem, art. 13. 
Em caso extraordinário, o governo e os presidentes, a 
respeito dos empregados de sua nomeação, poderão por 
acto especial dispensar a posse, e bavé-la como dada pela 
simples tradição do titnlo.\u2014Idem, art. 14. 
O prazo legal para o empregado entrar em exercido, 
e tirar o titulo é de um mez para a corte, dous para a 
província do Bio de Janeiro, quatro para a de S. Paulo e 
Espirito-Santo, cinco para todas as outras, com excepção 
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Art, 51. Do juramento se lavrará termo 
em um livro, e será assignado por quem o 
dér e quem o deferir, e pelo diploma se não 
cobrará direito algum. 
Art. 52. Os juizes [de paz, juizes mu-
nicipaes, promotores e os mesmos juizes 
ide