CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1
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CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1


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as infracções das posturas municipaes, 
Dão só não ha repugnância entre as funeções dos cargos 
de juiz de paz e vereador, como também não se dá im-
possibilidade de serem ambos servidos ao mesmo tempo 
satisfaetoriamente, únicos fundamentos sobre que assenta 
a declaração de incompatibilidade na accumulação dos 
cargos públicos não decretada pela lei ; ao que aceres-
cendo a consideração de que a subsistência da incompati-
bilidade na reunião daquelles dous cargos tende a es-
treitar o circulo das pessoas habilitadas para os empregos 
públicos, o qual já não é extenso, sobretudo fora das 
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capitães, é razoável que, revogando-se o Aviso de 15 de De-
zembro de 1835, como revogado fica, com os que anterior-
mente fôrão expedidos no mesmo sen tido,se fique entenden-
do que pôde ser accumulalo o exercício simultâneo dos car-
gos de vereador e juiz de paz, tanto durante o anno da ser-
ventia deste, como nos três annosde substituição, devendo, 
porém, o cidadão que occupar os referidos cargos fazer-se 
substituir em um delles, quando se dê o caso de não ser pos-
sível , sem prejuízo do serviço publico, a sua accumulação. 
Devem as camarás municipaes eliminar da lista dos juizes de paz os cidadãos que aceitarem o cargo de sup-
plente de juiz municipal ou qualquer outro incompatível 
de se exercer conjnnctamente com o de juiz de paz, 
chamando em seu lugar os supplentes immediatos.\u2014Ar. 
de 6 de Outubro de 1847, $ d". 
Mo é incompatível com o cargo de procurador fiscal. 
\u2014AT. de 20 de Junho de 183a. 
É incompatível com o serviço da guarda nacional.\u2014Av. 
de 13 de Setembro de 1833. \u2014Serão todavia isentos deste 
serviço do dia da posse em diante.\u2014Av. de 8 de Novem-
bro de 1833.\u2014Ha, porém, o direito da opção.\u2014Av. de 
24 de Agosto de 1834. 
Os officiaes da guarda nacional podem ser eleitos juizes 
de paz, mas não accumular o exercício das funcções de 
um e outro emprego.\u2014Av. de 26 de Fevereiro de 1840. 
Os juizes de paz deixarão, durante o effectivo exercício 
de seus cargos, de servir na guarda nacional, quer como 
simples guardas, quer como officiaes, na forma do que 
dispõe o art. 16 da Lei de 19 de Setembro de 1850. \u2014 
Dec de 25 de Outubro de 1850. 
Os cidadãos eleitos juizes de paz não estão inhíbidos 
de ser jurados.\u2014Av. de 15 de Dezembro de 1835. 
O procurador da camará municipal pôde exercer o cargo 
de juiz de paz, visto não baver lei ou razão que o lnhiba 
disso, principalmente boje que os juizes de paz não co-
nhecem das infracções das posturas municipaes.\u2014 Av» 
de 24 de Abril de 1849. Se esta é a razão, já não 
procede depois do que dispõe a Lei 2033 de 20 de 
Setembro de 1871, e o § 1* do art. 19 do respectivo 
regulamento. 
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O cidadão qué se acha no exercício temporário do em-
prego de juiz municipal não está por isso privado do voto 
passivo para juiz de paz, e sendo eleito pôde .tomar posse |do lagar, ficando considerado como legitimamente im-
pedido para o fim de ser substituído pelos outros, em-
quanto durar o referido exercício, tendo lugar a demissão 
do cargo de juiz de paz unicamente no caso de aceitar o 
emprego de juiz municipal quando para elle seja reeleito. 
I\u2014Av. de 16 de Janeiro de 1841, g i\ 
O exercício de um dos dous cargos, juiz municipal ou 
de paz (não assim o simples juramento), importa a re-
nuncia tacita do outro para que anteriormente se foi no-
meado ou eleito, e para se julgar este renunciado basta a 
simples nomeação ou eleição, pois que é ella su(Dciente 
para dar o direito de opção. \u2014Av. de 29 de Janeiro de 
1849, § Io. 
Sendo incompatível o emprego de juiz de paz com o 
de juiz municipal, é evidente que o cidadão que aceita este 
deixa aquelle.\u2014Avs. de 9 de Novembro de 1846, § 1°, 
de 21 de Dezembro de 1846, § 9% de 8 de Março de 
1847. 8 Io, e de 6 de Outubro de 1847, § 1*. 
A escusa pedida do emprego de substituto de juiz mu-
nicipal pelo individuo colfocado nestas circumstancias não 
o rehabilita para continuar a exercer o de juiz de paz. \u2014
Av. de 6 de Outubro de i847, § 2*. 
É incompatível o cargo de juiz de paz com o emprego 
de promotor publico\u2014Avs. do 1* de Fevereiro de 1847, 
§ 8 , e de 10 de Agosto de 1847. 
O cidadão que, sendo juiz de paz, aceitou o cargo de 
promotor, se inhabilitou para continuar a exercer aquelle 
lugar na conformidade das decisões imperiaes.\u2014Av. de 
9 de Outubro de 1847. 
Os cidadãos eleitos juizes de paz não estão inhibidos de 
ser jurados, uma vez que não se achem em exercício, ou 
como proprietários ou como supplentes, pois que a lei 
somente julga incompatível a accumulação do exercício 
das funcções dos dous cargos.\u2014Avs. de 15 de Dezembro 
de 1835 ede 7 de Janeiro de 1840, § 3*. 
O Av. de 5 de Outubro de 1871, publicado no Diário 
Official de 6, diz que o Av. supra de 7 de Janeiro do 
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ISA O, combinado com o de n. 12 de iU de Janeiro de 
1858, ensina que os juizes de paz só devem ser isentos 
do exercício das funcções de jurados, quando estiverem 
em actual exercício no seu respectivo anno, ou em razão 
de serem eflectivos supplentes, visto que não se verificar 
a Incompatibilidade dos cargos, mas sim a do exercido 
simultâneo. 
Não sendo compatível o exercício do officio de curador 
de orphãos com o cargo de juiz de paz, não pôde o in-
dividuo que oceupa o mesmo officio ser mais contemplado 
como juiz de paz supplente, por não ter desistido da ser' 
ventia do indicado officio IOPO que soube da sua eleição, 
fazendo-o assim a camará muniripai declarar por edital. 
\u2014Port. de 13 de Outubro de 1831. 
Esta Portaria trata do eurador-geral dos orphãos, que 
sendo provido neste officio o exerce vitaliciamente, e não 
é applicavel áqurile que, sendo juiz de paz quando foi 
provido interinamente no officio, do qual pedio e obteve 
exoneração para o efleito de não perder o seu lugar de 
juiz de paz; e sepundo a doutrina do A v. de 19 de Ou-
tubro de 1857 (Vid. adiante), desapparecendo o impedi-
mento pela renuncia do officio interino, volta o individuo 
para o cargo que anteriormente oceupava.\u2014Av. de h de 
Novembro de l86i. 
Os paroc lios não podem accumular as funcções de juiz 
de paz. \u2014 Dec. de 18 de Setembro de 1829; Av. de 16 
de Fevereiro de 1837, § 3.* 
O clérigo que, depois de eleito juiz de paz, exercer func-
ções parochiaes como vigário encommendado, renunciou 
o cargo de juiz de paz por força'do Decreto de 18 de 
Setembro de 1829. 
Convém ao serviço publico que os empregados das the-
sourarias e mais repartições de fazenda, quando forem 
eleitos juizes de paz, requeírão a sua escusa, poi que não 
poderão exeicer bem as funcções de ambos os empregos; 
mas si se não escusarem, não se lhes poderá- impedir 
que entrem no exercício do juizado de paz, cumprindo is 
autoridades superiores da administração da fazenda dar 
as providencias que julgarem convenientes a bem do 
M. 
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«serviço em que fizerem falta.\u2014 AT. de 16 de Janeiro de 
1841, § 3.° 
Nenhuma.incompatibilidade ha em que o juiz de paz 
sirva conjunctamente o emprego de procurador fiscal in-
terino, e portanto não tem perdido por este facto o seu 
cargo. \u2014AT. de 20 de Junho de 1834. 
As funeções de thesoureiro da fazenda e de juiz de 
paz não são compatíveis, e portanto nã» se podem aceu-
mular.\u2014Av. de 28 de Novembro de 1837. 
O lugar de collector é sem duvida incompatível com o 
de juiz de paz, como já se tem decidido em diversas 
Ordens do thesouro e rins Avisos de 5 de Março de 1847 
e 11 de Janeiro de 1849.\u2014Av. de 24 de Ab.il de 1849. 
É incompatível o exercido do emprego de ajudante da 
administração do correio com o cargo de juiz de paz, e, 
tendo tal empregado aceitado este emprego depois de ter 
exercido o cargo, deve presumir-se que renunciou a este. 
\u2014Av. de 26 de Novembro de 1846, § 2°. 
Os militares de tropa de 1* linha do exercito, com ex-
cepção dos reformados, bem como os commandnni.es, ma-
jores e ajudantes de 2* linha,