CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1
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CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1


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seja qual for o 
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I Art. 166. Os presidentes das províncias, m 
quem ex-oíficio se remeiterá cópia da 
pronuncia dos commandantes militares, ta 
farão executar. O mesmo fará o juiz \u25a0criminal 
do districto a respeito daquelles | culpados, em 
cuja pronuncia intender. 
Art. 167. Da sentença que não pro-punciar 
appellará o juiz ex-officio para a [Relação do 
districto, e os autos serão | immediatamente 
remettidos pelo escrivão respectivo ex-officio 
sem formalidade al-[guma. Da sentença que 
pronunciar po-Iderá a parte appellar dentro de 
dez dias [ improrogaveis, e os autos serão 
remet-I tidos do mesmo modo, mas não se sus-
I penderáõ os effeitos da pronuncia. Em I um e 
outro caso ficará no jtíizo inferior o 
l| delicio, fica suspenso do exercido do emprego.\u2014Av. 
I n. 79 de 8 dé Agosto de 1846. 
A face do art. 293 dó Regulamento de 31 de Ja 
neiro de 1842 fica o pronunciado sujeito á suspensão do 
exercício dos direitos políticos. E se é indisputável que 
aquelle que serre um emprego publico exerce direitos 
políticos, segue-se que o empregado fica suspenso do 
j exercício do emprego pelo facto da pronuncia. 
o.p. 12 
 
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traslado dos autos, contendo unicamente a 
petição da queixa ou denuncia, os nomes das 
testemunhas, havendo as, a cópia dos 
documentos, e a da sentença, que liver 
pronunciado, ou não (174). 
Art. 168. Das appellações que forem 
interpostas no caso do artigo antecedente, 
conhecerá o ministro a quem for distri 
buído o feito, com mais dous adjuntos 
nomeados pela sorte. r.| 
Art. 169. Das sentenças proferidas nas 
juntas do juizo de paz não se admitte 
appellação. 
Art. 170. Quando qualquer das camarás 
(Í7A) Si em um mesmo processo organizado contra 
dilferentes réos, uns forem pronunciados, e outros não. 
remetter-se-bão os próprios autos ao jury, e por cópia á 
Relação, devendo neste caso o escrivão no fim do tras-
lado certificar o motivo por que não remeite os originaes. 
\u2014Av. de 9 de Dezembro de 1836. 
Só nos crimes de responsabilidade tem lugar a appel-
lação de que falia este artigo. \u2014Av. de li de Janeiro de 
1838. 
A exepedição dos autos e traslados não poderá ser re» 
tardada pelo facto de pagamento. das costas, as quaes 
poderio ser cobradas executivamente.\u2014Art. 98 da há. 
ide 3 de Dezembro de 1841. 
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legislativas resolver que continue o pro-
cesso de algum de seus respectivos mem-
bros, pronunciado por crime de respon-
sabilidade, serão os autos e mais papeis 
remettidos ao senado, observando-se no 
processo accusatorio a mesma ordem que 
tem lugar na accusação dos ministros de 
estado, com a differença de que, em vez da 
commissão accusadora, accusará o pro-
curador da coroa, soberania e fazenda 
nacional (175). 
Art. 171. A accusação dos empregados 
públicos não' privilegiados será feita pe-
rante o jury competente (176). 
Exceptuão-se: 
§ 1.° Os militares, que por crimes do 
(175) O art. 170- do Código do Processo Criminal ê 
lapplicavel ao julgamento dos crimes individuaes dos mem 
bro* da Assembléa Geral Legislativa.\u2014Lei de 14 de Junho 
de 1843, art. 1°. 
(176) Compete aos juizes de direito das comarcas julgar 
definitivamente os crimes de responsabilidade dos empre 
gados não privilegiados.\u2014 Ari. 25, § 5o da Lei de 3 de 
Dezembro de 18Z|1. 
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emprego militar serão aecusados no juízo do 
seu foro. 
§ 2.° Os empregados que tiverem somente 
de ser advertidos, ou castigados com a pena de 
desobediência. 
Art. 172. Pronunciado o réo serão os 
próprios autos remettidos ex-officio ao juiz 
municipal respectivo, para os apresentar ao 
juiz competente, quando vier abrir a sessão, 
deixando somente o traslalo da queixa ou 
denuncia, e da pronuncia. 
Art. 173. O juiz de direito na primeira 
reunião dos jurados apresentará os autos, afim 
de ser sustentada, ou revogada a pronuncia, 
procedendo-se na accusação (quando esta 
tiver lugar). 
Art. 174. Revogada a pronuncia, ou 
absolvido o réo, será este immediatamente 
solto por mandado do juiz de direito, e 
restituído ao seu emprego, e metade do 
ordenado, que deixou de receber (177). 
(177) Os empregados públicos suspensos por indiciados 
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CAPITULO VI. Da 
ordena de príiflo. 
Art. 175. Poderáõ também ser presos 
sem culpa formada os que forem indicia-
dos em crimes em que não tem lugar a 
fiança; porém nestes, e em todos os mais 
casos, á excepção dos de flagrante delido, 
em crimes de responsabilidade, sendo processados e não 
pronunciados pelo juízo competente, têm direito aos seus 
vencimentos correspondentes ao tempo que estiverão sus-
pensos.\u2014Ord. de 9 de Março de 1840. 
O perdão imperial, alliviando o empregado publico da 
pena que por sentença lhe foi imposta por crime de 
responsabilidade, não o constitue no caso do art. 174 do 
Código do Processo, que ordena a restituição da metade 
do ordenado nos casos somente de revogação da pronun-
cia* ou absolvição do réo.\u2014 Ord. de 17 de Agosto de 
1849. 
Segundo o art. 174 do Código do Processo, combinado 
com os arts. 84 da Lei de 3 de Dezembro de 1841, e 
450, $ 3% e 459 do Regulamento de 31 de Janeiro de 
1842, o juiz absolvido não necessita vêr decorridos os oito 
dias que a parte accusadora tem para appellar, afim de 
que possa entrar em exercício, porque, quando se dér a 
appeUação, ella não traz o effeilo suspensivo, nenhuma 
applicaçáo tendo a esta espécie os Avisos de 11 de Julhol 
de 1842 e S de Março de 1849, que se referem ao caso 
de suspensão anterior ao processo, a qual só cessa por 
virtude da sentença passada em julgado.\u2014 Av. de 3 de 
Junho de 1862. 
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a prisão não pôde ser executada senão por 
ordem escripta da autoridade legitima 
(178). 
(178) As autoridades que têm jnrisdicção de mandar 
prender, devem remctter os seus presos, acompanhados 
da competente ordem, para as cadêas publicas, sem que 
seja necessária permissão ou licença de qualquer outra 
autoridade.\u2014AT. de 5 de Outubro de 1833. 
Na falia de prisões militares devem os soldados e of-
ficiaes da 1" e da extincta 2" Unha do exercito ser reco-
lhidos á prisão civil, ou a qualquer outro lugar que a 
autoridade administrativa sob sua responsabilidade indir 
car\u2014 Av. de 21 de Novembro de 1851. 
Os officiaes da 1" ou extincta 2* linha, cujas prisões, 
mesmo por ordem de autoridade civil, nos casos em que 
estas podem ordena-las, não devem ser senio em forta-
lezas ou quartéis, conforme a Provisão de 19 de Agosto 
de 1837, e Av. de 29 do dito mez e armo; ficSo nesses 
casos á disposição da autoridade que ordeoar a prisão; e 
o commandante da fortaleza ou quartel deverá cumprir as 
requisições que para a soltura ou apresentação do preso 
receber da mesma autoridade, cumprindo que as requi-
sições sejão feitas por meio de officios rogatórios. \u2014 AT. 
de 17 de Julho de 1853. 
Sendo já reconhecido pelo governo imperial, como foi 
por Aviso do 1° de Dezembro de 1854» o principio de 
direito internacional \u2014 que os crimes commettidos a bordo 
dos navios estrangeiros mercantes, dentro dos portos do 
Império, entre pessoas da tripolação, salvas as excepções 
que o mesmo direito estabelece, devem ser julgados pelas 
leis e autoridades do paic a que o navio pertence \u2014 ; e 
tendo sido outrosim até hoje também reconhecida a auto-
ridade dos cônsules requisitarem a prisão dos desertores 
dos respectivos navios de guerra ou mercantes, deve o 
chefe de policia prestar aos mesmos cônsules o auxilio 
necessário para a detenção ou segurança dos criminosos 
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Art. 176. Para ser legitima a ordem de 
prisão é necessário: 
§ 1.° Que seja dada por autoridade 
competente. 
§ 2.1 Que seja escripta por escrivão, 
e captara dos desertores, sendo que este auxilio, admil- 
tido pela pratica de todas as nações e por utilidade reci 
proca, é uma consequência dos referidos princípios de 
I soberania