CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1
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CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1


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mesmo modo. \u2014\u25a0 § 5* do art. 2A do 
Reg. n. 4824 de 22 de Novembro de 1871. 
 
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se-ha o que está disposto nos arts. 220 
o 221, excepto nos crimes em que tem 
lugar a denuncia: nestes o juiz de direito 
ordenará ao promotor público que pro 
ceda na accusaçao, e condemnará o réo na 
pena do art. 229 (213). I 
SBCÇÍO IV. 
Da conferencia do T conselho de jurados, ou jury 
de accusaçao (214). 
Art. 242. O juiz de direito, deferindo 
aos membros do primeiro conselho de 
jurados o juramento (215), cuja fórmula 
(213) A declaração de ficar perempta a acção criminal, 
nos casos do art. 241, deverá ser feita pelo juiz de direito.\u2014 
Av. de 2 de Abril de 1836. 
A perempção da acção deve ser declarada pelo juiz de 
direito, na conformidade dos arts. 221, 2/jl c 281 doCod. 
do Proc \u2014 Av. de 7 de Junho de 1836. 
Vide notas aos arts. 220 e 221. 
(214) Os processos pendentes no 1* conselho devem 
ficar em guarda do presidente delle. \u2014 Av. de 26 de 
Outubro de 1833. ' 
(215) Em todos os casos em que seja preciso deferir 
juramento a qualquer jurado para os actos do 1* ou 2* 
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se transcreverá no fim deste capitulo, en-
tregará ao presidente todos os processos 
(216) que houverem de ser julgados na 
sessão (217). 
conselho, sempre deverá ser feito pelo juiz de direito.\u2014 
Av. de 2 de Abril de 1836. 
Do juramento em um e outro jury se deve lavrar termo, 
e convém que seja assignado por todos que o tiverem 
prestado, não se deduzindo, porém, argumento de nulli-
dade da falta da assignatura de alguns ou de todos os 
jurados, quando no termo estiverem bem designados pelos 
seus nomes, e nelles se certificar que prestarão juramento. 
\u2014 Av. de 2 de Abril de 1836. 
(916) Se o juiz de direito descobrir irregularidade nos 
processos, antes de serem subroettidos ao 1* conselho, 
deverá manda-los aos respectivos juizes para que os 
emendem e preencha o qualquer falta que tiver havido, 
tanto antes da formação da culpa, como depois delia e 
despacho de pronuncia. Se taes irregularidades, porém, 
se manifestarem depois de entregues os processos aos ju-
rados, na forma do ari. 242, para o fim designado no 
art. 26.3, deverá o juiz de direito dirigir os jurados, ou 
para as supprir, se puderem ser suppridas pela ratificação 
de que tratão os arts. 245 e 2Z|9, ou para lhes darem a 
consideração que merecerem conforme direito, assim para 
allivio do réo, como para se fazer cffectiva a responsa-
bilidade de quem as tiver causado, na forma do art. 165. 
Mas, se as irregularidades forem apparecendo e praticando 
nos actos do processo que tocão ao 1° conselho, prele-
rindo-se ou centrariando-se o que esta disposto nos arts. 242 
até 258, deve o juiz de direito obstar a cilas cumprindo 
com o que lhe incumbe o art. 46, $$ 3', 4o, 5* e 6°.\u2014 
Av. de 2 de Julho de 1834. 
(217) O Aviso de 26 de Outubro de 1833 declara que 
se deve entender na sessão periódica como no art. 323. 
 
220 
 Art. 243. Feito isto, o juiz de direito dirigirá 
os jurados á outra sala, onde sós, e a portas 
fechadas, principiarás por nomeai* d'entre 
os seus membros em escrutínio secreto por 
maioria absoluta de votos o seu presidente 
e um secretario depois, do que 
conferenciarão sobre cada processo que fôr 
submettido ao seu exame pela maneira 
seguinte. 
Art. 244. Finda a leitura de ..cada pro-
cesso, que será feita pelo secretario, e 
qualquer debate que sobre elle se suscitar, 
o presidente porá a votos a questão 
seguinte: 
\u2014 Ha neste procesSo suíficiente escla 
recimento sobre o crime e seu autor para 
proceder á accusação? 
Se a decisão fôr affirmativa, o secretario 
escreverá no processo as palavras: 
\u2014 O jury achou matéria para accusa- 
çâo (218). 
(218) No caso de empate, deve seguir-se a parte mais 
favorável ao réo. \u2014 Dec. de 22 de Agosto de 1833, 
221 
Art. 245. Se, porém, a decisão for ne gativa 
por não haver sufficiente esclarecimento sobre 
o crime ou seu autor, o presidente dará as 
ordens necessárias para que sejão admittidos 
na sala da sua conferencia o queixoso, o 
denunciante ou o promotor publico, e o réo, se 
estiver presente, e as testemunhas, uma por 
uma, para ratificar-se o processo, sujeitando-se 
todas essas provas a novo exame. 
Art. 246. Nas ratificações dos processos, o 
secretario apenas apontará por minuta as 
respostas discordantes das que se achão nos 
autos, dadas pelas mesmas pessoas. 
Art. 247. Nas ditas ratificações também não 
se admittiráõ testemunhas novas, salvo 
somente quando não vier designado o autor do 
crime no processo. 
Art. 248. Finda a ratificação do pro- 
referindo-se í Resolução de 9 de Novembro de 1830, 
art. 3*. 
 
 
222 
cesso, ou formada a culpa, o presidente 
fará sahir da sala as pessoas admittidas, e 
depois do debate, que se suscitar entre os 
jurados, porá a votos a questão seguinte: 
\u2014Procede a accusação contra alguém? 
O secretario escreverá as respostas pelas 
fórmulas seguintes: 
\u2014 O jury achou matéria para accusação 
contra F. ou F. 
\u2014O jury não achou matéria para accu-
sação (219). 
(219) Podem os juizes assignar-se com a declaração de 
vencidos, mas não com a de suspeitos. \u2014 Av. de 3 de 
Janeiro de 1834. Vide nota ao art. 270. 
O jury, no caso do art. 218, pôde comprehender na 
pronuncia indivíduos contra quem se não tivesse dirigido 
a denuncia ou queixa, e a pronuncia do juiz de paz, por 
isso que dar-se ao jury essa faculdade é uma consequên-
cia das disposições do art. 248, combinadas com as dos 
antecedentes 245 e seguintes, segando as quaes a ratifi-
cação do processo tem lugar quando falta sufficienle es-
clarecimento sobre o crime ou seu autor, ou quando não 
vem designado no processo o autor do crime, e depois 
da ratificação, ou formada a culpa, tem de responder á 
quesião vaga e indefinida: \u2014 Procede a accusação contra 
alguém ? \u2014 Av. de 16 de Outubro de 1838. 
t 
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I Art. 249. As buscas, prisões, notificações, 
que o jmy resolver, serão communi. cadas 
por oflicio do presidente ao juiz de direito, 
que as recommcndará aos juizes de paz 
respectivos; e quando estas diligencias 
sejão essenciaes ao seguimento da causa, o 
presidente a poderá suspender até que ellas 
sejão satisfeitas. 
m Art. 250. Decidido qualquer processo, 
voltaráõ os jurados á primeira sala, e ahi 
repetirá o seu presidente em voz alta a 
decisão escripta (220). 
Art. 251. Quando a decisão fôr negativa, 
o juiz de direito, por sua sentença 
(220) Deve este artigo ser observado restrictamente. \u2014 
AT. de 20 de Outubro de 1833. 
Quando, porventura, o presidente do jury fizer, por 
despacho, voltar algum conselho á sua sala secreta, para 
sanar alguma irregularidade, não pôde o mesmo conselho 
pôr de novo uma questSo, e resolver o que já estava 
resolvido, e decidir de um modo o que já estava decidido 
de ostro; mas sim deve-se limitar aos termos do despacho 
e nada alterar de tudo o mais. 
E o que se deduz do Accórdão do Supremo Tribunal de 
23 de Maio de 1863, recorrente Prudencio Rodrigues de 
Almeida e recorrida a justiça. 
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lançada nos autos, julgará de nenhum 
effeito a queixa ou denuncia. 
Art. 252. Se a decisão fôr affirmativa, a 
sentença declarará que ha lugar a for-mar-
se accusaçSo, o ordenará a custodia do réo, 
e sequestro nos impressos, escriptos, ou 
gravuras pronunciadas, havendo-as. 
Art. 253. Se algum queixoso recorrer 
para os jurados do juiz de paz não pro-
nunciar aquelle de quem se queixou, com-
pete ao primeiro conselho decidir, se achar 
matéria para aceusação; e neste caso se 
procederá na forma dos arts. 245, ,246, 
247, 248, 249 e 250. 
Fárimãa do juramento. 
Juro pronunciar bem e sinceramente 
nesta causa; haver-me com franqueza e 
verdade, só tendo diante dos meus olhos 
Deos e a Lei, e proferir o meu voto se-
gundo a minha consciência. 
 
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