CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1
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CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1


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ar!. 2*. 
(262) Este artigo é sem duvida applicavel ao caso das 
fianças, não só porque é claramente comprehendido nella, 
mas também porque, para ter lugar tomar-st; o termo da 
Trança, preciso é que preceda despacho ou sentença do 
juiz, que declare o caso delta. \u2014 Av. de 25 de Agosto 
de 1835. 
 
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nos crimes que não lhe compete julgar,, 
haverá recurso para os jurados; nos outro» 
para a junta de paz (263). 
(263) Podem ser interpostos perante qualquer, juiz quer 
tenha os autos, aos quaes dará o competente andamento. 
Este. recurso tem lagar mesmo quando o juiz de paz não 
pronunciar, como é expresso no art. 253. \u2014 AT. de 29 
de Novembro de 1834. De»e ser interposto dentro doj 
prazo marcado no art. 296, lendo lugar admittir-se o> 
juramento de noticia áquelles que não fòrão presentes á 
publicação das sentenças, nem delias lireráo intimação. 
\u2014 Idem. 
Ainda que a queixa seja levada ao conhecimento do-
poder executivo, e este determine que o promotor pro-
ceda contra o acensado, não é inhibido á parte usar do-
recurso, á vista deste art. e do 253 do Código do Pro-
cesso. \u2014 Av. de 31 de Outubro de 1835. 
Da decisão que pronuncia ou não pronuncia, e que 
sustenta ou revoga a pronuncia, dar-sc-ba recurso para 
a Relação do districto, quando a decisão for proferida; 
pelos juizes de direito ou chefes de policia, e para o juiz 
de direito, quando proferida por autoridades judiciarias-
inferiores. \u2014 Lei de 3 de Dezembro, art. 60, g 3", e art. 
70. 
Este recurso não terá efleito suspensivo, e será inter-
posto dentro de cinco dias contados da intimação ou pu-1 
blicação em presença das parles ou seus procuradores, 
rpor uma simples petição assignada, na qual devem espe-
cificar-se as peças dos autos de que se pretenda traslado-
para documentar o recurso. 
Terá, porém, efleito suspensivo o recurso no caso da 
pronuncia, afim de que o processo não seja reniettido 
para o jury até á apresentação do mesmo recurso ao juiz 
a quo, segundo o art. 74 desta Lei. \u2014 Dita Lei, art. 72. 
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Art. 298. Das decisões da janta de paz 
não ha outro recurso senão o da revista 
(264). 
Art. 299. Da decisão do juiz de paz que 
julga perdida a quantia afiançada pelo ré*or 
ha recurso para o juiz de direito (265). 
Art. 300. Da nomeação que o juiz de paz 
fizer para qualquer cargo publico-compete 
ao nomeado, ou a qualquer do-povo, 
recurso na província onde estiver a corte 
para o governo, nas outras para o* 
presidente em conselho. 
Art. 301. Das sentenças proferidas pela 
jury não haverá outro recurso senão o de 
appellação para a Relação do districto, 
(264) Vide noia ao art. 216. 
(265) Deve ser interposto dentro de cinco dias.\u2014Dec. 
de 6 de Maio de 1833. 
Vide nota ao art. 19k- 
Da decisão que julga perdida a quantia afiançada dar-sc-
ha recuiso para a Relação do districto, quando fôr 
proferida pelos juizes de direito ou chefes de policia, e 
para o juiz de direito, quando proferida por outras auto-
ridades judiciarias inferiores. \u2014 Lei de 'ò de Dezembro, 
de 48/il, art. 09, g 5*, e art. 70. 
Sobre o e/feito e processo vide nota ao art. 292, 
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 quando não tiverem sido guardadas as fór- 
 mulas substanciais do processo, ou quando 
o juiz de direito se não conformar com a 
decisão dos juizes de facto, ou não impuzer 
a pena declarada na lei (266). 
----------------------------------------------- \u2014 \u25a0. V i- _ tu,-t-i n' -il ' - K<<,' ---------------------------------------- 
(263) Sendo accusados alguns vereadores da camará de 
Fitangui, e tendo sido julgados sem criminalidade pelo 
1° conselho, o promotor publico appellou, e o governo 
mandou que elles continuassem no exercício de suas func-l 
ções. \u2014 Av. de A de Outubro de 1834. \u2014 Deste Aviso, 
diz o CONSELHEIRO JOZINO, parece que se pôde concluir qne 
a appellação, na hypothese de ser o appellado absolvido, 
não tem effeito suspensivo da absolvição do accusado, o 
quese acha confirmado pelo Av. de 6de Outubro de 1834. 
Deve ser feita a remessa e promovido o expediente de 
todas as appellações criminaes, de que tratSo os arts. 25 e 
seguinte» do Regulamento de 3 de Janeiro de 1833, ex-
officio do escrivão respectivo, sendo, porém, a cargo \u25a0das 
parles interessadas o pagamento do sello e porte do correio; 
mas no caso de serem os appellantes notória-.mente 
indigentes, se. deverá fazer o pagamento do sello dos 
autos c porte do correio por conta da rubrica das 
despezas eventuaes do ministério da justiça.\u2014Av. de 11 
de Setembro de 18A0. 
Quando as Relações conhecerem que houve falta de 
«fórmulas substanciaes na formação da culpa, que sérvio 
de base ao processo do jury, de cuja sentença se tem 
«tppellado. deverão mandar proceder a nova formação da 
culpa, no competente juizo, remettendo para este fim os 
autos ao juiz de direito. \u2014 Dec n. 525 de 21 de Julho 
de 1867. 
Vide Lei de 3 de Dezembro de 1641, arts, 78 a 90. 
A expedição dos autos e traslados não poderá ser 
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Art. 302. Julgando-se na Relação pro-
cedente o recurso por se não terem guar-
dado as fórmulas prescriptas, formar-se-ha 
novo processo na subsequente sessão com 
retardada pela falta de pagamento das castas, as quaes 
poderáõ ser cobradas executivamente.\u2014Dita Lei, art. 98. 
Os juizes de direito devem receber a appellaçáo inter-
posta nos casos do art. 301 do Cod. do Proc. Crim. sem 
que tcnbão de examinar e decidir, para admjui-la ou 
nega-la, se ella tem por fundamento alguma das con-
dições do referido artigo, porquanto decidir o juiz de di-
reito se é cabida a appellaçáo nòs termos do art. 301 do 
Cod. do Proc. é julgar a appellaçáo, é tornar-se o juiz 
supremo delia, e. muitas vezes juiz em causa própria, 
.porque \u2014 1°, bem pôde ser êlie a causa de se não guar-
darem as formulas gubsianciacs do processo; 2°, é eile 
\u2022quem se não conforma com a decisão do jury; 3&quot;, é eile 
quem impõe a pena não declarada na lei, \u2014 e taes são 
os três casos da appellaçáo conforme o citado artigo.\u2014 
Ai. de 11 de Janeiro de 185/j. 
Vide o Acc do Sup. Trib. em nota ao art. A01 do Reg. 
\u25a0de 31 de Janeiro de 1842. 
O Supremo Tribunal de Justiça no Acc. de 20 de No-
vembro de 18a9, recorrente a Justiça e recorridos Joaquim -
José Barboza e o padre Alexandre Francisco Cerneion 
Verdexa, diz: que se concede a revista por injustiça no-
tória do Acc a 11., que, julgando nullo o processo, mandou 
dar baixa na culpa aos recorridos, condemnados pela 
sentença dos jurados a II.; porquanto, competindo tão 
somente ás Relações em sentenças taes o julgar proce-
dente o recurso e mandar proceder a novo jury, como 
claramente se deprebeude dos arts. 301 e 302 do Cod. 
do Proc Crim., exceden sem duvida a Relação os limites 
de sua jurisdicção, annuliando o processo, e absolvendo os 
recorridos. 
c. p. 17 
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outros jurados, reinètiendò-se para essej 
&quot;fim os autos ex-officio ao juiz de direito, 
quando a accusação tiver sido por òfficio 
<lo promotor, e entregando-se á parte inte-
ressada, quando fôr particular (267). 
Art. 303. No caso de imposição de? 
pena, que não fôr a decretada, a Relação, 
reformando a sentença, imporá a que fôr* 
correspondente ao delicto (268). 
Art. 304. Havendo impossibilidade de 
prenovar-se o processo perante o jury do 
mesmo lugar em que se proferio a sentença 
(267) Nos homicídios perpetrados por escravos em seu*- 
senhores, sendo os mesmos escravos sentenciados á morte. 
deverão as sentenças dar-se á execução sem subirem á 
presença do poder' moderador»na forma do Dec. de li de 
Abril de 1829.\u2014Vide o Dec. de 2 de Janeiro de 1854. 
Vide o apêndice. 
Dever-se-ba neste caso (art 802) formar novo processo 
em que se guardem todas as formalidades prescriptas,. 
paia o segundo conselho de jurados, nos arts. 254 e se-
guintes. \u2014Av. de 21 de Novembro de 1835. 
(268) Quando reconhecida a circumstancia da minori\u2014 
dade