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CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1

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(art. 18, g 1* do Cod. Crim.), o juiz de direito não», 
impuzer a pena de conformidade com o § 2o do art. 45 
do mesmo Cod., deve a Relação, appellando-se para ella„ 
obrar do modo prescrlpto no art. 303 do Cod. do Proc 
— Acc. do Sop. Trib. de 27 de Julho de 1852, recor 
rente José Dias de Almeida, recorrida a Justiça. 
250 
dé que se áfrçtéltou, formár-se-ha no do 
lugar mais vizinho, ou em outro em que 
ambas as partes convenhâo (269). 
Art. 305. As Relações, quando julgarem 
definitivamente os crimes dos empregados 
públicos que nellas devem ser processados, 
ou as appeUações que forem interpostas 
(269) Não é nullidade tcr-se procedido ao julgamento 
da cansa no mesmo termo em qae foi anteriormente jul-
gada, quando por se verificar a bypotbese do art. 30a do 
Cod. do Proc, dever-se-hia formar o novo jury no termo 
mais, vizinho. —App. n. 3509, Acc. de 12 de Abril de 
1861. 
Não havendo sessão do jury em algum termo, o réo 
poderá ser julgado em outro termo mais vizinho da mesma 
comarca, se assim o requererão promotor publico ou a 
parte accusadora convier. 
Independentemente de convenção de partes, sempre 
<jue não for possível effectuar o julgamento do réo no dis-
iricto da culpa, terá lugar no jury do termo mais vizinho, 
com preferencia o da mesma comarca. 
Verificafa-se-ha a impossibilidade, se em três sessões 
successivas do jury não puder ter lugar o julgamento. 
Não ba impossibilidade quando a falta do julgamento 
provier do facto providenciado no art. 53 da Lei de 3 de 
Dezembro de 1841, ou quando o réo der causa aella, 
offerecendo escusa para provocar o adiamento. — Art. 2& 
do Reg. n. Ã82A de 22 de Novembro de 1871. 
.Com relação ao Dec n. 3373 de 1865, declarou o Av. 
o. 141 de 9 de Abril de 1867, que juiz de comarca mais 
próxima devia entcnder-se aquelle que ficar mais perto 
do lugar em que se tiver de abrir o jury. 
260 
das sentenças definitivas dos jurados, pro-
cederás collectívamente, e conforme ás leis 
que regulão o processo no. Supremo Tri-
bunal de Justiça. 
Art. 306. Das decisões da Relação po-
der- se-ha recorrer por meio de revista para 
o tribunal competente. 
Art. 307. Todos os que decahirem da 
acção, em qualquer instancia que fôr, serão 
condemnados nas custas, excepto o pro-
motor, e neste caso pagar-se-hão pelo cofre 
da municipalidade (270). 
R (270) As camarás municipaes não são obrigadas a pa-
gar aos juizes de direito e promotores a metade das castas 
dos presos pobres, porque nem esta espécie é coropre-
hendfda na disposição do art. 307, nem outra alguma 
legislação anterior ou posterior estabeleceu tal pagamento. |—Av. de 9 de Setembro de 1335. 
Nas causas crimes não tem lugar a prisão por falta de 
pagamento de custas, não só por se não acbar tal dis-
posição no Código do Processo Criminal, como porque 
a prisão em tal caso foi substituída á fiança que cTantes 
prestavão os autores, e que ora em nenhum caso se exige 
naquellas causas. — Av. de 23 de Novembro de 1835. 
Nos casos em que os juizes de paz tomão conheci-
mentos de crimes em. que tem lugar a denuncia, inde-
pendente da petição do promotor, não sendo procedente 
o processo, o pagamento das custas fica a cargo do cofre 
da municipalidade, porque da disposição do art. 307 do 
261 
Código do Processo se deduz uma conclusão tão geral, 
que não pôde deixar de comprehender este caso, quando 
impõe ao dito cofre a obrigação de pagar as custas de 
todas as instancias, não havendo parte dccahida. — Avs. 
de A de Janeiro e 17 de Junho de 1840. 
As camarás municlpaes derem pagar aos escrivães do 
jury, ncs processos em que decahem os promotores pú-
blicos, os emolumentos por um só termo de juramento 
que prés tão os jurados nos conselhos de acrusação ou 
senlonça, porque somente larrão um termo.—Ar. de 30 
de Julho de 1840. 
O fiador é obrigado ao pagamento das castas, perdendo 
a parte do ralor da fiança destinada a esse fim, quando 
o réo afiançado for condemnado, mas nSo tirer a esse 
tempo meios para tal pagamento, — Art. A5 da Lei de 3 
de Dercmbro de IP/H. 
A falta de pagamento das costas, as quaes podem ser 
cobradas executivamente, não demora a expedição dos 
autos e traslados. — Dita I ei, art. 98. 
Sendo o réo tão pobre que não possa pagar as custas, 
perceberá o cscrhão metade delias do cofre da camará 
municipal da cabeça do termo, guardado o seu direito 
contra o réo quanto á outra metade.—Dita Lei, art. 99. 
No caso de averiguações policiaes tx-officio de que não 
resulta acção ou processo criminal, não está a camará 
municipal obrigada a custas, á vista do art. 307 do Cod. 
do Troe. Crim., que somente prerine, e muito razoavel-
mente o raso de haver acção ou processo criminal do 
qual alguém decahir. — Av. de 5 de Abril de 1852. 
Iratetido-se de processos regulares em que os juizes 
proferirão sentenças de não pronuncia e de sustentação, 
e não simplesn ente de averiguações policiaes. de que não 
resultasse acrão ou processa criminal, não pôde a camará 
municipal eximir-se da obrigação de pagar as castas tx vi 
do que dispõe esle artigo, o art. ÚG7 do fteg. de 31 de 
Janeiro de 18/|2, e Av. de 5 de Abril de 1852. — Ar. de 
19 de Maio de 1865. 
O Av. n. 15ú de 14 de Abril de 1866 declara que, á 
vista deste ultimo, não procede a duvida de que a 
* 262 
E quando se decidir que houve abuso 
camará municipal deve pagar custas de um processo julgado 
improcedente por incompetência de juízo. 
O de 3 de Outubro de 1867 appcova. a decisão do Presi-
dente de Minas, declarando que a municipalidade é obri-
gada ao pagamento das custas dos processos de termos de 
hem-viver, porque taes processos não são as averiguações 
policiaes, de que tratão os Avs. na. 97 de 5 de Abra de 
1852 e 2Í1 de 19 de Maio de 1865. 
As camarás não devem pagar as custas, quando os 
promotores dccahirem, senão do ponto em que elles to-
marem a accusação, e por isso, quando em taes processos 
houver perdão ou desistência do offendido, só d'ahi em 
diante correria as custas por conta da municipalidade, se 
o offendido for absolvido.—Av. de 27 de Abril de 1853» 
O Relatório da Justiça de 1868 traz o seguinte Avise 
de 5 de Outubro de 1867: Sua Magestade o Imperador, a 
quem foi presente etc, houve por bem decidir: 1.1 As 
custas, pagas no correr do processo pelo réo, que é afinal 
absolvido, não podem ser exigidas integralmente da mu-
nicipalidade: esta paga somente a metade dos emolu-
mentos, perdendo a outra metade os juizes, escrivães e 
mais empregados (art. 51 do Reg. de custas). 2.° Os sellos 
dos autos são contados nas custas judiciarias; não assim 
as certidões e mais documentos juntos pelo réo para sua 
defesa. Estas certidões e documentos são considerada* 
como diligencias requeridas pela parte, e por ella devem 
ser pagas, conforme declara o Av. a. 133 de 8 de Março 
de 1837. 3.° As custas judiciarias em que é condemnada 
a municipalidade, são relativas ao processo regular, que 4 
afinal julgado, limpo de toda a interlocutocia. O recurso de 
pronuncia corre em auto apartado, e morre no juizo de 
direito, sendo as custas pagas pelo recorrente, a cujo 
recurso náo se deu provimento, h' As despezas com os 
■documentos, de que necessita o réo, que é afinal absolvido, 
para requerer á municipalidade p pagamento das custas, 
não podem ser contadas nas custas judiciarias do proA 
cesso, que termina com a sentença final. 
Vide art; 467 do Reg. n. 120 de 31 de Janeira de. 1842. 
s 
263 
no facto, que se denunciou, mas que o 
accusado não é criminoso, por não ser elle o 
autor do abuso ou por lhe assistir alguma das 
excepções que o livrão da imputação, o 
accusador pagará as custas. 
Art. 308. Se a pena imposta pelo juiy for de 
cinco ânuos de degredo, ou desterro, três de 
galés ou prisão, ou fôr de morte, o réo 
protestará pelo julgamento em novo Jury, que 
será o da capital