CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1
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CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1


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anigo, não se deve considerar somente que resfdSo 
«s 'nomeados no lugar da reunião do jury, mas deve 
 
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Art. 316. As reuniões serão feitas em 
sessões periódicas; em cada anno far-se- 
lambem attender-se ãs occupações dos empregos que tive-
rem, e a falia que fazem em seus lugares.\u2014Av. de 16 de 
Dezembro de 1836. 
Para que não só se estabeleça a igualdade do serviço 
«ntre os jurados, mas também se consiga ter sempre ol 
conselho numero snmcfenie para nã > imerronper os seus 
trabalhos, deve o presidente dp jurv remelter á camará 
municipal as cédulas dos jurados dispensados, afim de 
serem recolhidas á urna para solherem novo sorteio, ti-
rando-se para fora delia as cédulas daquelles que os subs-
tituírem em virtude deste artigo.\u2014Av. de 8 de Novembro 
de 1838. 
Vide nota ao art. 333 do Regul. de 31 de Janeiro de 
1842. 
| « Igual nullidade se dá no processo do jury, porquanto, 
tendo sido pelo réo recusados 6 dos 46 juizes de facto 
presentes, pelo promotor 12, achando-se demais por di-
versas razões inhibidos de entrar no conselho 9, perfa-
zendo-se o numero de 27, apenas restavão 19, cumprindo 
em tal caso lançar mão do meio prescripto no art. 315| 
do Cod. do Proc. e 33a e 335 do Reg, n. á20 de 31 de Ja-
neiro de 1842, e não do que se observa adoptado peto 
juiz a fl., fazendo notificar a indivíduos, que se achavão 
na sala, para comparecerem no dia seguinte; prevenção 
esta que repugna inteiramente á Índole e natureza de tao 
salutar instituição, qual a do juízo por jurados, que não 
devem ser conhecidos previamente fora do acto, por isso 
que nelle mesmo estão subordinados á reserva, vigilância 
« incommunicabilidade à mais restricta : sendo certo que 
1 desses a, F., interveio no Julgamento, o que muito con-
corre á fazer acreditar que a urna estava quasi exhausta. 
\u2014Acc. doSup. Trib., entre partes, recorrente Bento Fran-
cisco de Macedo e recorrida a Justiça.» 
 
hão fieis vezes riá corte (277), e nas ca-
pitães das províncias da Bahia, Pernam-
buco e Maranhão; três vezes nas capitães 
das outras províncias marítimas, e duas 
(277) Decreto n. 4861 de 2 de Janeiro de 1872. 
Fixa O wimoro das aessões do jury. 
A Princeza Imperial Regente, em nome de Sua Mages-
tade o Imperador o Senhor D. Pedro II, usando da a i-
buição que lhe confere o art. 102, § 12 da Constituição 
do Império, ha por bem decretar o seguinte: 
Art. 1." No município da côrtefas sessões do jury con-
tinuaráõ a ser reguladas pelo Decreto D. Z|72Z| de 9 de 
Maio do anno passado. 
Art. i." Pios outros termos haverão quatro sessões em 
cada anno, excepto nos das capitães da l:ahia, Pernam-
buco, Maranhão, Pará e S. Paulo, em que o jtíry reunir-
se-ha seis vezes. 
Art. 8.* Estas sessões guardarás entre si o mesmo In\u2014 
fervallo, de modo que se por qualquer motivo Insuperável», 
que será logo participado ao governo, o tribunal não puder 
reunir-se na época determinada, o faça no mez seguinte, 
observando-se o preceito do art. 318 do Código do Pro-
cesso Criminal. 
Art. h' Além das sessões ordinárias, fixadas nos artigos 
antecedentes, o jury reunir-se-ha extraordinariamente ou 
por meio de prorogação, na conformidade das disposições 
em vigor. 
O Decreto n. A72A de 9 de Maio de 1871 determinou 
que se facão na corte 12 sessões de jury almualmente, 
lia forma do art. 823 deste Código, e que, em quanto naó> 
fossem Julgados todos os réos presos então, se convocassem 
sessões extraordinárias que podlão ser celebradas simul-
taneamente. 
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nas outras capitães e em cada termo das 
differentes comarcas. 
Art. 317. Nestas sessões judiciarias de-
cídír-se-lião todos os processos que esti-
verem competentemente preparados; pre-
ferindo-se sempre nos julgamentos os réos 
que estiverem presos, e entre estes aquelles, 
cuja pronuncia ou decreto de accusação fór 
anterior (278). 
Art. 318. Não haverá segunda sessão em 
qualquer termo, sem que tenha havido a 
primeira em todos os que estão sujeitos á 
jurisdicção de um mesmo juiz de direito: 
outro tanto se observará acerca da terceira 
sessão, relativamente á segunda, e assim 
por diante (279). 
(278) Deve ser em geral e in distjn c t amente observado 
este artigo a respeito de todos e quaesquer processos que 
cslejão em termos de serem decididos pelo jury, e por 
Isso não devem ser exceptuados os recursos.\u2014 av. de 2l> 
de Novembro de 1834. 
(279) Não havendo juiz de direito na comarca, os juizes 
mnnfcipaesideveráó" convocar o jury nos prazos marcado» 
para as reuniões em seus respectivos termos, embora não- 
 
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Art. 319. Se sobrevier, porém, algum 
caso extraordinário, e ao promotor pareça, 
que, por se não tratar immediatamente, 
se tenha reunido nos outros municípios. \u2014-AT. de 23 de 
Outubro de 183/). 
Rio de Janiiro, 28 de Outubro de 1868. 
Mm. e Exm. Sr.\u2014Foi presente a Sua Magestade o Im-
perador o Officio n. 278, de 14 do corrente, no qual V. 
Ex. trouxe ao conhecimento do governo imperial uma 
solução, que dera á seguinte duvida do juiz de direito da 
comarca do Rio Formoso. 
A 15 e 16 do mes passado esse magistrado comma-
uicou que, apezar de haver convocado por quatro vezes 
a primeira sessão judiciaria do termo de Serinbaem, não 
conseguira reunir numero legal de jurados para funccio-
nar, deixando de recorrer á urna geral, na insnflicíencia 
da especial,, por não ter comparecido o claviculario re-
presentante da camará municipal; e consultou, se, não 
obstante, podia' em face do art. 318 do Código do Pro-
cesso Criminal celebrar-se segunda sessão em outro termo, 
do Rio Formoso. O que tudo considerado, respondeu 
V. Ex. que, não se tendo esgotado os recursos legaes, visto 
como, na falta do presidente da camará municipal, de-
verão" ler sido successivãmente convidados os vereadores 
im mediatos em votos, afim de, provada a impossibilidade, 
proceder ás diligencias para outra sessão, nos lermos do 
art. 8o do Decreto n. 693 de 31 de Agosto de 1850, cum-
pria, em observância do artigo citado do Código do. Processo 
Criminal, que aquelle juiz ainda outra vez convocasse a 
primeira sessão em Serinhaem, e empregasse todos os meios 
ao seu alcance, impondo multa aos jurados que faltassem. 
e tornando bem patente que eila de facto não pôde ter 
lugar. 
E o mesmo Augusto Senhor houve por bem mandar 
approyar, etc, etc 
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pôde ser compromettida a segurança pu-
blica, o juiz dé direito fará convocação 
extraordinária, achando attendivel o re-
querimento do promotor (280). 
Art. 320. Não se reunindo todos os 
jurados (ou a sessão seja extraordinária), e 
não sendo possivel inteirar-se o numero 
pela maneira indicada no art. 315, pro-
\u2022ceder-se-ha todavia á formação do jury, se 
dous terços da totalidade delles se acharem 
presentes (281). 
Art. 321. Não poderá exercer emprego 
algum publico acmelle que sem justa causa, 
reconhecida pelo jury, recusar o honroso 
(280) Acontecendo que tenhão escravos commettido nas 
pessoas de seus senhores, ascendentes ou descendentes, 
administradores, etc, algum dos crimes especificados no 
art. 1* da Carta de Lei de 10 de Junho de 1835, em que 
caiba a pena de morte, haverá reunião extraordinária do jury do termo (caso não esteja em exercício), convocada 
pelo juiz de direito, a quem taes acontecimentos serão 
immediatamente communicados.\u2014Carta de Lei de 10 de 
Junho de 1835. 
(281) O conselho de jurados consta de 48 membros, 
todavia pôde haver sessão comparecendo 36 membros.\u2014 
Art. 107 da Lei de 3 de Dezembro de 1841. 
c. P. 18 
 
274- 
cargo de jurado, ou fôr multado três vezes 
em uma legislatura (282). 
Art. 322. Será sempre permíttido ás 
partes chamar os advogados, ou os pro-
curadores que quizerem (283), 
(282). Havendo-se retirado do tribunal dojury, sem mo-
tivo justificado, três jurados, na sessão seguinte fôrão jul-
gados pelo conselho como tendo renunciado o emprego