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CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1

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Av. de 6 de Junho de 1865, nota ao art: 18 do 
Reg. de 31 de'Janeiro de 18A2. 
(32) Diz o Av. AA7 de 28 de Setembro de 1865 que este 
paragrapho autorisando os escrivães de paz para—sem 
32 
B.° Assistir ás audiências, e fazer nellas, 
ou.fora delias, citações por palavras ou por 
carta (33). 
4.* Acompanhar os juizes de paz nas 
diligencias de seus offícios. 
'dependência de despacho—passar certidões do que não coo -
tiver segredo, comtanto que sejão verbo ad verbum, 6, 
conforme a doutrina do Av. de 2 de Setembro de 1833» uma 
providencia genérica, commum á justiça criminai e á ciril, e 
appiicavel por consequência a lodos os juizes, tanto mais 
porque essa disposição se funda no principio da publicidade, 
que é nm elemento essencial de toda a organização judiciaria 
noa paizes livres. 
E pela mesma razão os juizes de direito não dependem dos 
juizes muoicipaes para obterem certidões dos actos 
respectivos, sendo que ontrosim, como autoridade competente 
para processar e punir os crimes de responsabilidade, não 
devem ser embaraçados por qualquer modo nos meios 
indispensável* para exercer essa júris-dicção. 
(33) O uso de permittlr-se aos escrivães t>, officlaes de 
justiça do juízo de paz fazerem citações e mais diligencias 
sobre negócios pertencentes ao municipal, tem sido abusivo, 
lllegal e em prejuízo das partes, pela nullidade de taes actos 
praticados por officlaes incompetentes; não só porque cl) es são 
notavelmente differeriles dos do juiz o municipal, quer peto 
que respeita ás suas nomeações, quer pelo que pertence as 
sua* privativas attrfbuições, segundo se dedos do Código do 
Processo, aris. ia, 16, 20, 21, 39, ð, Al, 42 e WS, como 
também se conclae do disposto no art. 82,11* do mesmo 
Código, que quaei-quer deliefl* devem somente executar as 
ordens doa juizes a que estio sujeitos; o que iodaria n9o ae 
entende a respeito da espécie de que trata o art. 7* da 
Disposição Provisória, —ir. de 2 de Janeiro de 18a0. 
 
 SECÇÃO m. 
 Doê inspectores de Quarteirão (34). 
 Art. 16.Em cada quarteirão haverá um I 
inspector, nomeado também pela camará 
 municipal sob proposta do juiz de paz, I 
d'entre as pessoas bem conceituadas do 
ê quarteirão, e que sejão maiores de 21 
ítnnos (35). 
(3a) Compete ao governo reparar, por meio da rein-
tegração, a Injustiça que qualquer juiz de paz possa Ir-
rogar a seus agentes c oOBciaes, no caso de deinitii-los por 
motivo torpe ou illegal.—Av. de 18 de Janeiro de 1836. 
(35) Convém que não sejão tirados do numero dos 
guardas nacionaes activos. — Aviso de 21 de Junho de 
1833. Salvo quando nos distrietns .não houverem outras 
pessoas Idóneas para este encargo.— Av. de 2 de Janeiro 
J « 28 de Fevereiro de 183.1. 
A nomeação dos indivíduos para inspector de quar-
teirão deve recahir em pessoas não empregadas, para que 
não soDra detrimento o serviço publico.— Av. de 12 de 
Agosto de 1835. 
Não se devem nomear para Inspector de quarteirão 
pessoas qualificadas no serviço activo da guarda nacional. 
—.\v. de 7 de Dezembro de 1835. 
Nem os JHÍZPS de paz devem propor, nem as camarás 
municipaes approvar para o cargo de inspector de quar 
teirão, pessoas pertencentes ao serviço activo da guarda 
nacional.—rPort, de 9 de Março de 1836. H 
►•* As faltas que commetiérem os empregados em seus em-
pregos por estarem em exercício do cargo de inspector de 
c, p. 8 
34 
Art. 17. Eli es serão dispensados de todo 
o serviço militar de Ia linha e das guardas 
nacionaes, e só serviráõ um annor podendo 
escusar-se no caso de serem im-
mediatamente reeleitos (36). 
quarteirão não Ibes são abonadas. —Prov. do Thcsouro de 
9 de Setembro de 18/12. 
O cargo de inspector de quarteirão é incompatível com 
o emprego de offidal da secretaria das thesourarias.— 
Idem. 
Os inspectores de quarteirão serviráõ perante os sub-
delegados, sob cuja proposta serão nomeados pelos dele-
gados. —Lei da reforma, ari. 9*. 
Os inspectores de quarteirão não pagão emolumento» 
alguns pelos títulos que Ibes passão os delegados de po-
licia ; porquanto, estando taes títulos comprebendidos na 
generalidade do art. 51 do Cod. do Proc. Crim. , que 
manda que por elles se não cobre direito algum, não foi 
ewa legislação revogada, pois que a Lei de 3 de Dezembro 
de 1841 não fez mais que transferir para os delegados do 
policia a nomeação dos ditos inspectores, que até então 
pertencia ás camarás municipaes.—Av. de 23 de Agosto 
de 1843. 
Vid. nota ao art. 44 do Reg. de 31 de Janeiro de 1842. 
(36) Dos arts. 17 do Cod. do Proc. Crim. e 493 do 
Reg. n. 120 de 31 de Janeiro de 1842 deve concluir-se 
evidentemente que os inspectores de quarteirão são obri-
gados a servir um anno, não se dando o mesmo quanto 
aos officiaes de justiça, cargo sem duvida especial e de 
occupação porventura continua, e sobre o qual não existe 
disposição obrigatória. — Av. de 26 de Agosto de 1862. 
Vi& nota ao art. 43 do Reg. de 31 de Janeiro de 1842- 
 
35 
Art. 18. Competem aos inspectores as 
seguintes attribuições (37): 
I 1.° Vigiar sobre a prevenção dos crimes, 
admoestando aos comprehendidos no árt. 
112, § 2o, para que se corrijão ; e, quando 
lo não facão, dar disso parte circumstan-
Icíada aos juizes de paz respectivos. 
2.° Fazer prender os criminosos em 
flagrante delicto, os pronunciados não 
afiançados, ou os conde a nados á prisão 
(38). 
3.° Observar e guardar as ordens e 
instrucções que lhes forem dadas pelos 
juizes de paz para o bom. desempenho 
•destas suas obrigações. 
(37) Devem apresentar com a mai r exactidão possível [ías 
listas dos moradores do seu distr.clo, para serem qual-
ificados os guardas nacionaes, sem terem direito de es-
pcluir alguém, sendo no caso contrario pre cessados por 
desobedientes e omissos.—Av. de 5 de Março de 1835. 
*(38) Quando houverem de dar cumprimenlo a este para-
grapho devem empregar para esse fim officiaes de jus-
tiça, que usaráõ então da prerogativa que lhes dá o art. 22 
deste Código , não podendo ser responsáveis os que aos 
inspectores não obedecerem.— Av. de- 6 de Março de 
11834. 
 
30 
Ali. 19. Ficão Bupprimidos os dele-
gados. 
SECÇÃO nr. 
Dos ojjiciaca de justiça dos juizes de paz (39). 
Art. 20. Estes officiaes serão nomeados 
pelos juízes de paz, e tantos quantos lhes 
parecerem bastantes para o desempenha das 
suas e das obrigações dos inspectores (40). 
Art. 21. Aos officiaes de justiça compete 
: 
(39) Vide em a nota 63 o art, 3° do Dcc. n. A858 de 30 de 
Dezembro de 1871. 
Compete ao governo reparar, por meio da reintegração, 
a Injustiça que qualquer juiz de paz possa irrogar a seus 
agentes, no caso de demltti-los por motivo torne ou 11-
legal.— AT. de 18 de Janeiro de 1836. 
(AO) Por Aviso de IA de Dezembro de 1836, orde-nou-se 
aos juizes de paz da corte que se limitassem a nomear para 
os respectivos juizos os officiaes de justiça indispensáveis ao 
expediente , recabindo tacs nomeações I em indivíduos 
isentos do recrutamento. 
Ninguém pôde ser obrigado a aceitar esta nomeação. —
Av. do 1* de Setembro de 183A. 
Quando não sejão suffirientes os officiaes que nomear 
para o desempenho de suas obrigações, pôde requisjtar os 
dos outros juizos. — Av. de 5 de Março de 183o, dirigido 
ao juiz de paz da cabeça do termo do Rio de Janeiro, 
37 
§ 1.° Fazer pessoalmente citações, pri-
sões, e mais diligencias (41). 
.§ 2.° Executar todas as ordens do seu 
juiz. 
Art. 22. Para a prisão dos delinquentes e 
para testemunhar qualquer facto de sua 
competência poderáõ os officiaes de jus-
tiça chamar as pessoas que para isso forem 
próprias, e estas obedecerão, sob pena de 
serem punidas como desobedientes. 
CAPITULO m. 
ttma peitos* encariegadai ã» adminútracto dajoatica ■o* 
terinoi■ 
BEOÇÍO I. 
Dos jurado». 
Art. 23. São aptos para serem jurados