CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1
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CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 1


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todos os cidadãos que podem ser eleitores, 
sendo de reconhecido bom senso -e probi-
dade. Exceptuão-se os senadores, depu-
tados, conselheiros e ministros de Estado, 
(Ai) Vid. nota 33. 
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bispos, magistrados (42), officíaes de jus-
tiça, juizes ecclesiasticos, vigários, pre-
sidentes, secretários dos governos das 
(M) São magistrados não só os juizes letrados, mas 
também os que o não são, quaes os juizes municípaes, de 
orphãos e de paz, porqu.- além de se entender em 
generalidade por magistrado lodo aquelle que tem e exercita 
alguma porção de jurisdicção e autoridade publica na ' 
administração da justiça, Mello Freire, Inst. Jur. Civ. Los., 
Liv. 1% Tit. 2o,S 11. Pereira e Souza, Pie. Jur., sempre nas 
leis antigas e modernas se designarão de magistrados os juizes territoriues e loenes das comarcas e termos.\u2014Ars. 
de 7 de Agosto de 1835 e de 7 de Janeiro de 1844. 
Podem ser jurados os que não sabem Ifir nem escrever, 
por não ser esta qualidade exigida, e poder haver bom 
senso e probidade sem ella; mas como hajão disposições 
no Código do Processo Criminal que indicão a precisão 
de saberem os jurados ler e escrever, para poder-se desem-
penhar o que nelljs se determina, se acontecer que todos 
os sorteados p ira a formação do Io e 2° conselho não 
saiba*) lér nem escrever, dev-r-se-hão excluir os doas 
últimos, e contrnuar o sorteamento até sahirem os que, 
sabendo lêr e escrever, estejão habilitados para serem 
presidente e secretario.\u2014Av. de 12 de Agosto de 1835. 
Este Aviso não pôde ser lido em consideração em face 
do § 2* do art. 22a do Iteg. n. 120 dé 31 de Janeiro de 
184-2. 
Os juizes de paz são magistrados, e estão por conse-
quência comprehendidos na disposição do art. 11, § i 
do Acto ad.liciooal. \u2014 Av. de 14 de Dezembro de 1835. 
Os juizes municípaes e de paz são magistrados e estão 
sem duvida comprelienlidos tanto no art. 93 como cm 
quaesquer outras disposições legislativas que a magistrados 
se retirai.\u2014Av. de 12 de Março de 1836. 
Os juizes de paz ao devem ser beatos do emprego de J 
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províncias, commandantes das armas e 
dos corpos de 1" linha (43). 
Art. 24. As listas dos cidadãos que es-
tiverem nas circumstancias de serem ju-
rados serão feitas em cada districto por 
uma junta composta dos juizes de paz, 
parocho ou capellão (44), e o presidente ou 
algum dos vereadores da camará municipal 
respectiva, ou, na falta destes últimos, 
jurados quando estiverem em exercido no seu respectivo 
anno.ou em razão de serem effectivos supplentes.\u2014 Ou*, 
de 7 de Janeiro de 1840. 
As excepções deste artigo não são extensivas aos mem-
bros das assembléas legislativas provinciaes, porque, não 
se tendo coinpreliendido neilas os dos ex tine tos conselhos 
geraes, também se não podem considerar incluídos os de-
putados provinciaes que os substituirão.\u2014Av. de 22 de 
Setembro de 1835. 
Vide em a nota 20 os Avs. de 15 de Dezembro de 
1835 e 7 de Janeiro de 1840 § 3*. 
Vide art 27 da Lei de 3 de Dezembro de 1841 e 224 
do respectivo regulamento. 
(43) Também são exceptuados os commandantes mili-
tares das praças: assim foi decidido pela imperial reso-
lução de consulta de 6 de Dezembro de 1865, que traz o 
relatório do ministério da justiça de 1866. 
(44) Que não deve ser estrangeiro, sob pena de nullí-
dade.\u2014Port. de 4 de Novembro de 1833. 
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um homem bom, nomeado pelos dous mem-
bros da junta que estiverem presentes (45). 
Art. 25. Feitas as listas dos referidos 
cidadãos, serão anisadas á porta da paro-
chia ou capella, e publicadas pela imprensa, 
em os lugares em que a haja, e" se 
remetteráô* ás camarás municipaes res-
pectivas, ficando uma cópia em poder do 
juiz de paz para a revisão, a qual deve ser 
verificada pela referida junta todos os 
annos, no dia Io de Janeiro (46). I 
(45) Á camará municipal Incumbe fazer Intimar ao» 
parochos e juizes de paz respectivos para comparecerem 
no dia determinado para a apuração dos jurados de sua 
freguezia, sob pena de lhes fazer effectiva a responsabili- [ 
dade por falta de desempenho de seus deveres. \u2014 Port. 
de 10 de Setembro de 1835. 
As juntas de que trata o art. 24 deste Código na es 
colha dos jurados devcm-se conformar com as regras esta 
belecidas no mesmo Código, e no caso de prevaricação ou 
abuso se lhes deve fazer effectiva a responsabilidade. \u2014 
OIT. de'7 de Janeiro de 1840. \u2022'\u2022*\u25a0< I 
Vide arls. 28, 29 e 3o da Lei de 3 de Dezembro de 
Í8Z|1 e os correspondentes do respectivo regulamento. 
(46) Sendo manifesto, pelo que se acha disposto nos 
arls. 25. 26, 27, '28 e 29 co Ccdigo, que os jurados, para 
ter»fiem nas .\u2022\u2022c-sões de cada anuo, devem ser annual- jnonio apurados, é ciai o que nenhuns outros podem ser 
os legítimos para as ditas sessões.\u2014Av. de 8 de Março 
«ie 1838. 
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Árt. 26. A revisão tem por fim: 
§ 1.° Inscrever nas listas as pessoas que 
fôrão omittidas, ou que dentro do anno 
tiverem adquirido as qualidades ne-
cessárias para jurado. 
§ 2.° Eliminar as que tiverem morrido, 
ou que se tiverem mudado do districto, ou 
que tiverem perdido as qualidades acima 
apontadas. Com estas listas reformadas se 
praticará o mesmo que se faz com a 
primeira indicada no artigo antecedente. 
Art. 27. As camarás municipaes, com os 
juizes de paz (47) e parochos, logo que 
receberem as listas parciaes dos dis-trictos, 
formarás uma lista geral, excluindo 
somente delia os que notoriamente não 
gozarem de conceito publico por falta de 
intelligencia, integridade e bons costumes. 
Se, porém, em algum termo ou termos, 
(47) Não é nulla a apuração por falta de Lm juiz dt 
paz.\u2014AT. de 7 de Março de 1834. 
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ainda mesmo depois de reunidos, como 
dispõe o art. 7.°, resultarem apenas 60 
juizes de facfò, ou pouco mais, de sorte que 
não bastem para supprirem as faltas que 
por ventura occorrão, se ampliará a 
apuração até numero tal que seja suf-
ficiente (48). 
Art. 28. Havendo queixas da parte de 
alguém ou por ter sido inscripto, ou por ter 
sido omittido nas listas, é do dever das 
camarás corrigi-las, eliminando ou ins-
crevendo os seus nomes (49). 
(48) As camarás municipaes. por occasião de formarem 
a lista geral dos jurados, só podem fazer delia a exclu 
são de que tratão os arts. 27 e 28, ou addita-ia no caso 
especial de resultarem das listas parciaes 60 jurados, ou 
pouco mais, em algum termo, ou termos, ainda mesmo 
depois de reunidos.\u2014Oft*. de 7 de Janeiro de 1840. 
Os termos em que se não apurarem pelo menos 50 ju 
rados, reunir-se-hão ao termo ou termos mais vizinhos, 
para formarem um só conselho de jurados; e os presi 
dentes das províncias designarão nesse caso o lagar da 
reunião do conselho e da junta revisora.\u2014Lei da reforma, 
art. 81. M 
(49) Da indevida inscripcão on omissão na lista dos Ju 
rados, segundo o art. 27 desta lei, haverá recurso para 
o governo na corte e para os presidentes nas províncias, 
os qaaea, procedendo ás necessárias informações, decidirás 
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Art. 29. Os nomes dos apurados serão 
lançados em um livro destinado particu-
larmente para este fim, e será affixada nas 
portas da camará municipal, e publicada pela 
imprensa, havendo-a, uma relação contendo 
por ordem alphabetica os nomes dos cidadãos 
apurados. 
Art. 30. Passados quinze dias da publicação 
das listas apuradas, as camarás municipaes 
farão transcrever os nomes dos alistados em 
pequenas cédulas, todas de igual tamanho. 
Art. 31. Preparadas as cédulas na fornia do 
artigo antecedente, as camarás municipaes, no 
dia seguinte, á portas abertas, com assistência 
do promotor publico, mandarão* lêr pelo seu 
secretario 
como fôr justo.\u2014Dita lei, art. 101. Vide este art. e suas 
notas. 
Este recurso será apresentado na secretaria da presi-
dência ou na de Estado dos negócios da justiça, dentro 
de um mez, contado do dia em que se