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Resumo completo 3- Batista

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ao juiz, não pode realizar três atos protegidos pela reserva jurisdicional: não pode prender cautelarmente uma pessoa nem determinar interceptação telefônica ou violar domicílio. Ela só pode praticar tais atos com ordem judicial.
Há CPI nas Assembleias Legislativas, na Câmara Legislativa do DF e até nas Câmaras Municipais.
Não é so por meio de CPIs que o Legislativo admnistra. Há ainda os Tribunais de Contas.
No âmbito da atividade de legislar a entidade tem que prever no seu orçamento as receitas que poderá arrecadar e as despesas em que devera gastar no ano seguinte. A Lei das Diretrizes Orçamentárias da União é votada pelo Congresso. O Congresso primeiro a aprova e depois fiscaliza a sua execução. Como no seu quadro não há pessoas com o conhecimento necessário para essa avaliação, há esse órgão auxiliar do Poder Legislativo, o Tribunal de Contas.
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete:
I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;
II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;
III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório;
IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no inciso II;
V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;
VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município;
VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;
VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário;
IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;
X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;
XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.
§ 1º - No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
§ 2º - Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.
§ 3º - As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo.
§ 4º - O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente, relatório de suas atividades.
Por mais que o TCU seja um órgão auxiliar do Poder Legislativo, ele tem poder decisório próprio e é capaz inclusive de condenar ou multar a autoridade por decisão lesiva ao interesse publico e pode sustar ato do poder público. A Lei 8443/92 é a que estrutura o TCU.
O problema são os municípios. Art 31
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.
§ 1º - O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver.
§ 2º - O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal.
§ 3º - As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei.
§ 4º - É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais.
Quem auxilia a câmara municipal? aparente confronto entre §1º e o § 4º . 
Três opções:
Câmara auxiliada pelo TCE (regra)
Câmara Municipal auxiliada pelo Tribunal de Contas do Municpio
Câmara Municioal auxiliada por um Tribunal de Contas dos Municipios (criado pelo estado)
Mas no § 4º fica vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais.
Em 1988 havia 2 municípios que já tinham TCU: RJ e SP. Em outros locais, havia a o T dos municípios e em outros a Câmara municipal era auxiliada pelos TCEs. 
Foram mantidos os TCUs de RJ e SP mas nenhum outro município pode criar seu próprio Tribunal de Contas sem viloar o § 4º.
A regra é que as Câmaras municipais sao auxiliadas pelos TCEs, a não ser se algum estado criou um tribunal especifico para seus municípios ou se o municipio tem seu TC, caso de RJ e SP.
No art 71 por simetria (paralelismo) a CFRB esta falando genericamente dos TC dos municípios e dos estados.
Nas atividades do TC estão poderes de um tribunal propriamente dito: sao poderes de fiscalização e atos de conteúdo decisório que uma CPI não possui.
14/9
O TC tem atribuições decisórias: julgar contas dos administradores, pode sustar atos UNILATERAIS que abrem portas para prejuízos (71, X), comunicar ao Congresso sobre irregularidades contratuais (71, § 1º -> Congresso com atuacao como administrador).
CF 71 § 1º - No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
§ 2º - Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.
ESTATUTO DOS CONGRESSISTAS
Imunidade comporta duas espécies: 
imunidade formal: não impede que o congressista seja responsabilizado mas estabelece regras especificas para tanto: foro especial e a casa de origem pode impedir que seja processado durante mandato
imunidade material ou inviolabilidade: por certo comportamento congressista não pode ser responsabilizado (nem sanção penal nem responsabilidade civil) prova
CF Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)
As normas constitucionais são regras (quando marcadas pela objetividade) e princípios (são juizos de valor). Regras são aplicadas ou não sao; princípios são ponderados.
Se o art 53 for entendido como regra, o congressista não seria imputável nem se ele proferissee palavras racistas, por ex. Na doutrina, o entendimento do 53 é de que é um principio, com o congressista podendo cometer abuso das prerrogativas (55, §1º)
53 § 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal