Resumo completo 3- Batista
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Resumo completo 3- Batista


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9099 prevê juízes leigos, o faz com base na disposição do art 98.
Art. 98. A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados criarão:
I - juizados especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral e sumariíssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau;
II - justiça de paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e secreto, com mandato de quatro anos e competência para, na forma da lei, celebrar casamentos, verificar, de ofício ou em face de impugnação apresentada, o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias, sem caráter jurisdicional, além de outras previstas na legislação.
Todas as ramificações do Judiciário têm previsão legal, com ponto de partida desenhado pela CFRB.
Como se faz a distribuição de processos entre essas instancias? os critérios são prévios e objetivos porque o juiz não pode escolher o que vai julgar e nem a parte pode escolher o juiz. O principio do juiz natural busca a impessoalidade e a imparcialidade. 
PROVA: Principio do juiz natural não é apenas estruturador do Judiciario - órgãos jurisdicionais são instituídos por lei com expressa previsão legal (varas do trabalho, juizados cíveis etc); por ele também se faz a distribuição do trabalho por critérios objetivos e prévios, configurando um principio que promove cum comportamento ético.
ex: há 4 varas federais e só uma da a liminar que se quer. A empresa propõe 10 processos porque 1 vai cair na vara desejada e aé pleiteia ingressar na ação em curso em litisconsórcio passivo, violando o principio do juiz natural.
5º, XXXVII \u2013 vedação a Juízo de exceção: caso julgado por órgão criado para julgar aquela situacao, criando possibilidade de casuísmo.
As posições que vem sendo tomadas por um juiz acaba por lhe impor coerência; um tribunal de exceccao não tem passado nem futuro, não permitindo esses parâmetros de controle.
O principio do JN veda os tribunais de exceção. Quando o juiz muda de posição, ele fundamenta com maior profundidade consignando as razoes para tanto e devera manter a nova posição nas situações vindouras porque o juiz tem o dever de coerência.
O juiz é um agente político do estado \u2013 como o executivo e os legisladores \u2013 e por isso ele deve compreender o direito por uma compreensão própria. 
sistema da prova legal \u2013 caberia ao legislador estabelecer que peso prévio às que vincula o juiz; o juiz só tem que aplicar o que está na lei: o testemunho de um nobre vale mais que o testemunho de um plebeu. Montesquieu: \u201co juiz é a boca da lei\u201d - ele fala o que está na lei, mecanicamente. 
sistema da intima convicção \u2013 o julgador julga segundo o que o convenceu sem obrigação de fundamentar; há liberdade em excesso porque não se tem acesso sequer aos motivos
exceção: tribunal do júri \u2013 os jurados respondem a quesitos - sim ou não - sem ter que dar a motivacao	
livre convencimento ou persuasão racional: o juiz tem uma certa liberdade para apreciação dos fatos e normas e na interpretação legal, mas ele devera apresentar os motivos da sua decisão, os motivos da sua interpretação etc.
art 93, IX
art. 93 IX - todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
É por isso que a sentença traz o relatório \u2013 é a história relevante do processo segundo PONTES DE MIRANDA; depois vem a fundamentação exigida pelo 93, IX evidenciando a vinculação do juiz ao sistema do livre convencimento \u2013 aí vem a decisão. 
Para que haja essa independência é fundamental que o juiz tenha algumas garantias contra eventuais relatiacoes \u2013 o papel do juiz pode ser antipática e tem caráter muitas vezes contra majoritário. No art 95 vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade quanto aos subsidios:
VITALICEIDADE - Juizes só são desligados por decisao judicial;
Art. 95. Os juízes gozam das seguintes garantias:
I - vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após dois anos de exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos demais casos, de sentença judicial transitada em julgado;
II - inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, na forma do art. 93, VIII;
III - irredutibilidade de subsídio, ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Parágrafo único. Aos juízes é vedado:
I - exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de magistério;
II - receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo;
III - dedicar-se à atividade político-partidária.
IV - receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
V - exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
Os juizes que já alcancaram a vitaliciedade só podem ser desligados por decisao judical.
 Juizes ingressam por concurso publico; nos 2 primeiros anos estao em estagio probatório e não têm a vitaliciedade.
PROVA: Pelo texto do 95, I o juiz nos primeiros 2 anos pode perder o cargo pelo tribunal por comportamento inadequado, por decisao judicial, e também por decisao administrativa do seu tribunal. Mas não só o seu tribunal: importante lembrar que um dos papeis que o CNJ cumpre é o de fazer controle admnistrativo onde faltarem os controles locais. Ou seja, alem do seu tribunal, o juiz pode ser destituído também por decisao administrativa do CNJ. 
Para quem ingressa pelo quinto constitucional não há estagio probatório; quem ingressa nos tribunais superiores também tem vitaliciedade imediata, mas todos podem perder o cargo por decisao judicial.
O CNJ tem decisões de cunho administrativo apenas, e não pode destituir do cargo, só aposentar compulsoriamente. há uma propsota de emenda para mudar isso.
PROVA \u2013 vitaliciedade está ligada ao 95, I e ao 93, IV.
O 95, I da a impressão de que o sujeito é vitalício porque completou 2 anos. 
ver 93, IV. \u2013 previsão de cursos preparatórios
CONCLUSAO: não basta o comportamento adequado previsto no 95, I; o curso do 93, IV é etapa obrigatória para se alcançar a vitaliciedade.
O juiz ocupa um cargo onde a função típica é a jurisdicional mas ele tambem desempenha atos adminsitrativos quando esta na função de gestor do tribunal, por exemplo: compra carros, faz contratos etc.
Se ele cometer uma impropriedade nessa função administrativa ele também tem vitaliciedade, ou o juiz nesse caso pode ser dispensado por decisao administrativa? Na jurisprudência a posição é pacifica; a vitaliciedade é do cargo, quer na função administrativa quer na função jurisdicional. Nicolau perdeu o cargo apenas por decisão judicial. O juiz eleitoral é praticamente um administrador nas eleições.
Exceção: eleito para o STF, o Ministro que cometer crime de responsabilidade é julgado pelo Senado na forma do art 52, II; se condenado, será uma resolução que tirará o ministro do cargo ( 52 parágrafo único) e não uma sentença judicial. OU SEJA, PODE SER POR DECISAO JUDICIAL OU POR RESOLUCAO e isso é peculiar para os ministros do STF.
Antes da CF de 88, havia ações que não podiam ser julgados por juizes não vitalícios, mas hoje isso seria inconstitucional.
24/10
Inamovibilidade