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em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho;
II - as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa domiciliada ou residente no País;
III - as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo internacional;
IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral;
V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente;
V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste artigo;(Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
VI - os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira;
VII - os "habeas-corpus", em matéria criminal de sua competência ou quando o constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição;
VIII - os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato de autoridade federal, excetuados os casos de competência dos tribunais federais;
IX - os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a competência da Justiça Militar;
X - os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a execução de carta rogatória, após o "exequatur", e de sentença estrangeira, após a homologação, as causas referentes à nacionalidade, inclusive a respectiva opção, e à naturalização;
XI - a disputa sobre direitos indígenas.
§ 1º - As causas em que a União for autora serão aforadas na seção judiciária onde tiver domicílio a outra parte.
§ 2º - As causas intentadas contra a União poderão ser aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o autor, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal.
§ 3º - Serão processadas e julgadas na justiça estadual, no foro do domicílio dos segurados ou beneficiários, as causas em que forem parte instituição de previdência social e segurado, sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo federal, e, se verificada essa condição, a lei poderá permitir que outras causas sejam também processadas e julgadas pela justiça estadual.
§ 4º - Na hipótese do parágrafo anterior, o recurso cabível será sempre para o Tribunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
§ 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da República, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
07/11
Justiça no seu significado orgânico não é exclusivamente o Poder Judiciário,: o MP, a defensoria e a advocacia publica e a privada são essenciais para o funcionamento do poder judiciário e para a realização do próprio valor da JUSTIÇA.
MINISTÉRIO PÚBLICO
Por ter autonomia financeira - realiza, por ex sua própria proposta orçamentária – e administrativa – realiza seus concursos, d[a posse etc - muitos estabelecem igualdade entre o MP e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, colocando o MP como um quarto poder. Mas essas atribuições, diz Berthier, são de mera estruturação (atividade-meio) e isso não basta para estabelecer a similaridade. É a funcionalidade, a atividade-fim que diferencia o MP dos poderes instituídos.
A funcao do Poder Legislativo é criar regras genéricas que disciplinam o convívio em sociedade; ao Executivo toca definir políticas publicas que o Estado deve prestar; o Judiciario define sobre conflitos a ele submetidos. Em suma, os Poderes se diferenciam pelo PODER DECISÓRIO que apresentam, e aí não há semelhança com o MP que não tem competências decisórias. O MP promove a proteção de interesses de menores, de consumidores etc; provoca certas instancias para proteger interesses, ele investiga: quem decide é o Judiciário.
O MP é um órgão externo aos poderes.
A vantagem de se ver o MP como um poder é ter sua existência como clausula pétrea.
Mas quem não o vir como 4º poder tb pode te-lo como clausula pétrea. O poder constituinte originário na redação do art 127 definiu o MP com “instituição permanente”, sendo essa a mensagem deixada pelo PCO para o poder constituinte derivado. Assim, pode haver clausula pétrea for do art 60, § 4º. (que diz em suma que a federacao é permanente, que o voto é permanente, que a separacao de poderes é permanente”
O MP é permanente na sua existência e também porque nunca para de funcionar, mesmo em estado de sitio e estado de defesa.
O MP defende a ordem jurídica, ao passo que à Defensoria toca a defesa de pessoas. 
A defensoria quando move ação civil publica, o faz para a defesa de pessoas carentes, o que faz valer a lei; o MP quando move a mesma ação o faz para proteger a ordem jurídica, e ao fazê-lo protege pessoas carentes, mas não só elas. 
Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.
O direito não é disponível ou não a depender da maneira como o titular dele dispõe; é a importância para a sociedade que define essa indisponibilidade. Ainda que a pessoa que teve seu direito violado não queira atuar, ainda assim o MP atuará. Se um cara está submetido a trabalho escravo, não quer processar o empregador e quer manter essa condição , ele terá que sair dessa condição porque o trabalho escravo é crime. O direito é indisponível para a sociedade e por isso deve ser defendido incondicionalmente.
Se é direito, e o titular dele não pode dispor, em vez de vira dever.
127 § 1º - São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional
UNIDADE: Não é dizer que todos esses órgãos do 128 são parte de uma só estrutura, como dizem alguns doutrinadores. Dizer que o MP é uma instituição UMA, é dizer que cada um desses ramos é uma só estrutura POR RAMO, cada uma com seu próprio Procurador Geral.
Art. 128. O Ministério Público abrange:
I - o Ministério Público da União, que compreende:
a) o Ministério Público Federal;
b) o Ministério Público do Trabalho;
c) o Ministério Público Militar;
d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios;
II - os Ministérios Públicos dos Estados.
Litisconsórcio dos Ministérios Publicos.
Quem acha que o MP é uma unidade no seu todo, julga obviamente impossível o litisconsórcio entre os MPs. 
Quem acha que a unidade é por ramo, aceita o litisconsórcio entre ramos diferentes do MP. Ex: fabrica com poluentes emanando sem controle. Primeiras vitimas são os empregados e o MPT tem legitimidade. Quando os polentes alcançam a comunidade vizinha, o MP Estadual tem interesse. Se atinge uma reserva ambiental, alcança o MP Federal. 
Para quem não aceita o litisconsórcio, seria o caso de ações diferntes, como o mesmo pedido e diferentes causas de pedir, surgindo o risco de decisões conflitantes.
A Justica Eleitoral tem membros egressos da Justica Federal e da Justiça estadual. O mesmo se aplica pra o MP Eleitoral que conta com membros do MP do Estado e do MP Federal. 
Indivisibilidade: qualquer membro pode atuar em nome do MP se recebeu atribuição para tanto; por mais que os promotores tenham seus processos e inquéritos, qq membro daquele ramo do MP pode atuar no seu lugar.
 Independência Funcional: