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DIREITO (1108) 
Órgão Julgador S2 - SEGUNDA SEÇÃO Data do Julgamento 09/11/2005 Data da Publicação/Fonte DJ 19/12/2005 p. 207 
LEXSTJ vol. 198 p. 29 REVJMG vol. 174 p. 381 Ementa Conflito de competência. Inventário já encerrado. Ação de investigação de 
paternidade, cumulada com petição de herança e de alimentos. Domicílio do alimentando. 1. A regra especial prevalece sobre a regra 
geral de competência, daí que, segundo dispõe a Súmula nº 1/STJ, "o foro do domicílio ou da residência do alimentando é o 
competente para a ação de investigação de paternidade, quando cumulada com a de alimentos". 2. Encerrado o inventário, com 
trânsito em julgado da sentença homologatória respectiva, deixa de existir o espólio e as ações propostas contra as pessoas que detêm 
os bens inventariados não seguem a norma do art. 96 do Código de Processo Civil, prevalecendo, no caso concreto, a regra especial do 
art. 100, inciso II, do mesmo diploma, segundo a qual a demanda em que se postula alimentos deve correr no foro do domicílio ou da 
residência do alimentando. 3. Conflito conhecido para declarar a competência do Juízo de Direito de Brasília/DF. 
 
 
OAB 2ª FASE 2011.2 – ESPELHO DO 1° SIMULADO 
 Direito Civil Direito do Trabalho 
Fernanda Pimentel 
 
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C/C Alimentos: Art. 100, II- Ver Sum. 01 do STJ3 
 
Partes Autor: Incapaz representado por sua mãe 
Réu: Espólio, representado por seu inventariante 
Tratamento: REQUERENTE E REQUERIDO 
Pressupostos Vínculo de parentesco e o direito de saisine 
Pressupostos 
fáticos 
Exclusão do herdeiro instituído da sucessão 
Fundamentação 
jurídica 
Descrição do pressupostos fáticos levaram o autor a ser excluído da 
sucessão. Apresente a base legal, doutrina e jurisprudência. 
Pedido a) Citação do réu (art. 277 CPC); 
b) Intimação do MP (Art. 82 do CPC) 
c)Pedido de deferimento da gratuidade ; 
 
2
Súmula 383 do STJ :A competência para processar e julgar as ações conexas de interesse de menor é, em princípio, do foro do 
domicílio do detentor de sua guarda. 
3
 AÇÃO DE ALIMENTOS. COMPETÊNCIA. DOMICÍLIO DO ALIMENTANDO. ALTERAÇÃO POSTERIOR DO DOMICÍLIO. 
REMESSA DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. 1 - A competência, nos termos do art. 87 do Código de Processo Civil, define-se no 
momento da propositura da ação, somente podendo ser alterada se houver supressão do órgão jurisdicional ou alteração da 
competência em razão da matéria ou da hierarquia. Ausentes essas duas hipóteses, o caso é de perpetuatiojurisdictionis, sendo 
descabida a remessa dos autos para a cidade onde fixaram domicílio os autores depois de iniciado o processo. 2 - Incidência ainda da 
súmula 33/STJ. 3 - Conflito conhecido para declarar competente o Juízo de Direito de Águas Lindas - GO, suscitado. (CC 97457/DF, 
Rel. Ministro FERNANDO GONÇALVES, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 26/11/2008, DJe 09/12/2008) CONFLITO NEGATIVO 
DE COMPETÊNCIA. INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE. ALIMENTOS. MUDANÇA DE DOMICÍLIO NO DECORRER DA 
LIDE. 
1. A mudança de domicílio do menor e de seu representante legal depois de configurada a relação processual não modifica a 
competência firmada no momento em que a ação é proposta. Depois de fixada aquela, as modificações do estado de fato ou de direito 
ocorridas são irrelevantes, salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da 
hierarquia.2. Conheço do conflito para declarar competente o Juízo de Direito da Comarca de Jaciara/MT, o suscitado. (CC 
45794/RO, Rel. Ministro FERNANDO GONÇALVES, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 09/03/2005, DJ 21/03/2005 p. 211) 
 
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d) Procedência do pedido 
g) Sucumbência 
h) Produção de provas 
Valor da causa Art. 258-260 do CPC 
C/C ALIMENTOS: 12 vezes o valor da prestação – art. 259, VI do CPC 
 
 
6) Antônio teve dois filhos, Bernardo e Cláudio. Bernardo é pré-morto e deixou dois filhos, Davi e Érica. Em 2011, 
Antônio falece e deixa três imóveis e uma considerável quantia depositada em um Banco no Rio de Janeiro. Cláudio 
renuncia à herança de seu pai, mas seu filho, Paulo, já plenamente capaz, ficou indignado com o fato de seu pai ter 
aberto mão da herança que lhe era devida e deseja anular esta renúncia. Pergunta-se: Como se dará a sucessão e 
partilha de bens aos herdeiros? É possível a anulação da renúncia? Responda fundamentadamente 
R.: A renúncia, como negócio jurídico unilateral, é previsto na lei civil como irrevogável, mas está sujeita à anulação 
por todos vícios que poderão acarretar a invalidade do negócio jurídico, a exemplo do erro ou coação. 
Quanto à partilha, uma vez que não existe qualquer herdeiro de 1º grau, a classe dos descendentes se faz representar 
pelos netos Davi, Érica e Paulo, que receberão os bens por direito próprio, na proporção de 1/3 para cada um deles 
(artigo 1834 do CCB). 
Não há que se falar em representação (artigo 1851 c/c 1811 do CCB), uma vez que todos os herdeiros são da classe 
dos descendentes e estão em uma relação de 2º grau em relação ao de cujus. 
 
 
7) Marta, mãe de dois filhos, doou em 2002, para seu filho caçula 85% de seus bens, eximindo-o, no ato de 
liberalidade, de trazer os bens doados à colação. Teresa não adquiriu outros bens. Com a morte da doadora em abril, 
seu filho mais velho, se sentido prejudicado, moveu ação para reaver parcela do patrimônio da falecida, por ter ficado 
a massa patrimonial hereditária reduzida. Pergunta-se: a)É cabível o exercício desta pretensão? Responda 
fundamentadamente. 
R.:A doação de Marta é eivada de nulidade parcial. A uma, porque é considerada como doação inoficiosa, por exceder 
à cota que a doadora poderia dispor em testamento (art. 549). A duas, porque nada obsta que um dos filhos tenha 
direitos exclusivos sobre a cota disponível mas isto deve ser apontado no termo de doação ou no testamento, 
dispensando o donatário da colação (artigo 2005). 
 
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O herdeiro donatário(filho caçula) deverá levar os bens à colação (artigo 2002) para conferir a cota recebida e naquilo 
que extrapolar os limites da cota disponível deverá restituir ao monte hereditário. 
Caso o bem não seja levado à colação, o herdeiro incorrerá na pena de sonegados e poderá perder a coisa recebida, 
nos termos do artigo 1992. 
Neste caso, poderá o herdeiro interessado (filho mais velho) ingressar com ação de sonegados, cuja competência será 
a prevista no artigo 96 do CPC para exigir o perdimento do bem pelo donatário. 
 
8) João, viúvo, era pai de Bruno, Lúcio e Cláudio. Em um acidente de carro Cláudio veio falecer, deixando vivo seu 
filho José, neto de João. João faleceu um ano após a morte de Cláudio. Bruno, pai de dois filhos, falece um mês antes 
de seu pai, João. Pergunta-se: De que forma herdará Lúcio? Quem mais herdará e qual a natureza deste direito 
sucessório? 
R.: Inicialmente cabe destacar que de acordo com o artigo 1835, Lúcio herdará por direito próprio e por cabeça o 
correspondente a 1/3 dos bens de seu pai. José, filho de Cláudio, herdará por representação a cota que caberia a seu 
pai, pré-morto, na forma do artigo 1851 do CCB, cabendo-lhe também 1/3. Os dois filhos de Bruno também sucederão 
conforme a disposição do artigo 1851, recebendo por representação a cota que seria de seu pai. Caberá a cada um 
deles o montante de 1/6 da herança (Bruno