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CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 2

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Uruguay. —* Euzebio de Queiroz Coitinho Mutíoso Ga» 
mara,—José António Pimenta Bueno. 
Como parece. — Paço, 11 de Outubro de 1862.—Com 
a rubrica de Sua Magestade o Imperador. — João Lins 
Vieira Cansanção de Sinimbu, 
Conforme. — André Augusto de Pádua Fleury. 
(97) Diz o art. 6° da Lei n. 2033 de 30 de Setembro 
de 1871: 
Ao tribunal da Relação compete, etc, e aos desem-
bargadores, membros das respectivas Relações compele 
a presidência das sessões do jury nas mesmas comarcas 
(as do art. 1* da leij. 
Vid. notas ao cap. 11. 
158 
sahir para fora (98) os que Be nâo 
accommodarem, prender os desobedientes ou 
que injuriarem os jurados, e puni-los na 
forma das leis (99). . 
8.° Regular o debate das partes, dos 
advogados e testemunhas, até que o conselho 
de jurados se dê por satisfeito. 
9.° Lembrar ao conselho todos os meios 
que julgar ainda necessários para o desco-
brimento da verdade. 
10. Applicar a lei ao facto averiguado 
pelos jurados, e proceder ulteriormente na 
conformidade das leis. 
11. Appellar exofficio das decisões do 
jury, nos casos do art. 79 da Lei de 3 de 
Dezembro de 1841. 
12. Conhecer das escusas dos jurados, 
quer sejão produzidas antes, quer depois de 
multados ; e multar os que faltarem ás 
 
(98) Mo sendo juiz de fado. — AT. D. 34 de lt de 
Fevereiro de ib58. 
(99) Vide nota ao art. 46, § 4* do Cod. do Proc. 
159 
sessões, ou, tendo comparecido, se retirarem 
antes de ultimadas, na forma do [art. 103 da 
Lei de 3 de Dezembro de 1841. A execução 
destas condemnações correrá perante o juiz 
municipal respectivo (100). 
13. Decidir todas as questões incidentes 
que forem de direito, e de que dependerem as 
deliberações finaes do j .ry. 
14. Proceder na forma da secção seguinte 
nas correições que fizerem, em conformidade 
do art. 26 da Lei de 3 de Dezembro de 1841. 
15. Conhecer dos processos que lhes 
(100) Decretando este artigo que ao juiz de direito 
compete o conhecimento das escusa* dos jurados, quer 
fossem produzidas antes, quer depois de multados, sem 
restringir estas expressões por clausula, disiincção ou li-
mitação alguma, é claro que não existe prazo para o uso 
das reclamações dos que se julgarem injustamente mul-
tados, podendo por isso o* juizes de direito delias tomar 
conhecimento a todo o tempo, emquanto não forem as 
multas requeridas executivamente no foro competente.— 
AT. de 20 de Julho de 1849. 
Aos chefes das diversas repartições devem os presi-
dentes das provindas deixar a aliribuição de requisitar 
a dispensa dos respectivos empregados, quando forem 
sorteados para o jury, se o serviço publico o exigir. — 
Av.de 9 de Setembro de 1869. 
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161 
jurisdicção cumulativa, presidirás alter-
nadamente ao jury, e farão alternadamente as 
correições. 
Art. 204. O juiz de direito, quando tiver de 
fazer correição, mandará publicar por editaes, 
com a antecipação que julgar conveniente, o 
dia em que ha de achar-se na cidade ou villa 
cabeça do termo, e ordenará que no prazo de 
três dias, seguintes ao da sua chegada, os 
escrivães dos delegados, subdelegados e 
juizes mu-nicipaes apresentem na casa de sua 
aposentadoria e entreguem na sua presença ao 
escrivão da correição, que será o mesmo do 
jury, o rol dos culpados, os processos crimes, 
tanto pendentes como os definitivamente 
julgados pelos ditos delegados, subdelegados 
e juizes municipaes, que te-nhâo passado em 
julgado. 
Quando, porém, o juiz de direito passar 
pelas povoações ou lugares onde residirem os 
mesmos delegados,' subdelegados e 
O. P. II 11 
162 
juizes municipaes, e seus escrivães, ahi abrirá 
correição pelo que respeita aos negócios que 
lhes pertencem, demorando-se o tempo que 
para isso fôr indispensável, sem que seja 
necessário fazer ir os processos e livros á 
cabeça do termo. 
Art. 205. Nos processos pendentes cujo-
julgamento final não compete aos delegados, 
subdelegados e juizes municipaes, que ainda 
não estiverem submettidos á decisão do jmy, 
e naquelles, cujo definitivo julgamento 
compete ás referidas autoridades, em que 
ainda não houver sentença, emendará o juiz 
de direito todos os erros e irregularidades que 
encontrar, para sanar nullidades e conseguir o 
perfeito conhecimento da verdade, mandando 
fazer interrogatórios, acareações, exames e 
mais diligencias precisas, na forma do art. 
200, § 2o deste Regulamento, procedendo 
contra os juizes, escrivães e offi-ciaes de 
justiça, que achar em culpa, como fôr de 
direito. 
163 
Art. 206. Nos processos que estiverem 
findos sem ter- havido pronuncia, ou tendo 
sentença definitiva passada em julgado, 
sem que houvesse recurso das partes ou ex 
officio examinará, se os juizes se hou-verão 
na decisão e julgamento com pre-
varicação, peita ou suborno, e lhes fará 
effectiva responsabilidade. Da mesma sorte 
procederá contra os escrivães e officiaes 
de justiça que achar em culpa. 
Art. 207. Nas mesmas correições cha-
mará á sua presença todos os livros dos 
tabelliães de notas e dos escrivães do ter-
mo, e examinará se estão devidamente 
numerados e rubricados: se estão escrip-
tos pelos próprios tabelliães e escrivães ou 
seus ajudantes legítimos e autorisados para 
nelles escrever; se a sua escriptu-ração está 
seguida, sem interrupção ou espaço em 
branco, que se faça notável; se estão 
resalvados os erros, emendas,ou 
entrelinhas que houverem na mesma 
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escripturação; se os termos, autos e escrip-
turas estão lançados e lavrados com todas as 
formalidades exigidas pelas leis, e afl-
signados pelas partes, testemunhas e mais 
pessoas que o deverem assignar (103). 
(103) Os tabelliães de notas poderão* fazer lavrar as es-» 
cripturas por escreventes juramentados, subscrevendo-aa 
elles e carregando com a inteira responsabilidade. 
Exceptuão-se as seguintes: 
1", as que contiverem disposições testamentárias; I 
2*, as que forem de doações causa mortis. 
Em geral as que houverem de ser lavradas fora do car-
tório.— Art. 78 do Reg. n. 4824 de 22 de Novembro de 
1871. 
Os mesmos tabelliães poderáõ ter até 2 livros para as 
escripturas, se o juiz de direito o permittir, reconhecendo 
a affíuencia de trabalho no cartório. 
Nas capitães, sedes de Relações, essa licença será dada 
pelo presidente do respectivo tribunal. 
§ 1.* O livro destinado ao escrevente juramentado *erá 
aberto e encerrado com essa declaração e considerado 
appenso do livro de notas do tabellião. 
§ 2." No livro principal''de notas, em que escrever, o 
próprio tabellião fará por extracto declaração da escri-
ptura lavrada pelo escrevente juramentado, com explicita 
menção da folha do livro appenso do dito escrevente. Esse 
extracto ou resumo será assignado pelas partes e teste-
munhas sem augmento de despeza para aquellas. 
§ 3." Os tabelliães podarão registrar em livro especial 
as procurações e documentos, que as parles apresentarem 
c de accordo com ellas; comtanlo que na escrlplure 
publica facão declaração e remissão á folha desse livro 
com as especificações necessárias a aprazimento das partes» 
Nos lugares em que existir um só tabellião de notas, 
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Art. 208. De tudo quanto achar o