A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
429 pág.
CODIGO DE PROCESSO I IMPERIO - VOL 2

Pré-visualização | Página 50 de 50

pellou, é confirmada pelo tribunal superior.—Dcc. n. 1835 
de 5 de Novembro de 1856. 
O Av. n. 517 de 14 de Novembro de 1865 decide que, 
sendo o recurso de graça um meio excepcional da dimi-
nuição da pena, imposta definitivamente pelos tribunaes 
ordinários, não suspende a execução da mesma, devendo 
todo o tempo decorrido em sua execução ser levado em 
conta quando se (ralar de executar o Dec. de graça, o que 
não se dá com o tempo decorrido de detenção do réo, 
salvo se no Dec de Graça ou de commutacão se determina 
•que seja elle levado em conta. 
Vide nota 66 á Lei de 3 de Dezembro de 1841. 
316 
ou que seja recolhido á prisão, quando o 
dever ser em razão da pena, expedindo para 
esse fim mandado, e fazendo proceder ás 
mais diligencias necessárias. 
Art. 408. Estando o ré*o preso, se a-
sentença lhe tiver imposto a pena de morte, o 
juiz municipal a fará dar á execução, na 
conformidade dos arts. 39, 40, 41, 42 e 43 do 
Código Criminal, e junta a certidão aos autos, 
declarará por sua sen. tença, terminada e 
concluída a execução, dando parte ao juiz de 
direito, para a fazer averbar no processo 
principal (226). 
(226) A pena de morte será executada onde tiver sido 
o réo sentenciado, e então se levantará a forca, que será 
demolida logo depois da execução, sendo feitas as despezas 
pelo rendimento da provinda. 
Os juizes nomearão* um algoz d'entre os sentenciados á 
mesma pena, ou a qualquer outro preso sentenciado, para 
dar execução á sentença, visto que o Código não provi-
denciou a respeito.— Av. de 25 de Novembro de 1834. 
A sentença proferida em qualquer parte do Império, 
que impuzer pena de morte, não será executada, sem 
que primeiramente suba á presença do Imperador, para 
poder perdoar ou minorar a pena,-conforme o art. 101, 
8o da Constituição do Império. —Lei de 11 de Selem-
ro de 1826, art. 1*. 
As excepções sobre o artigo precedente, em clrcum- 8 
317 
stancias urgentes, são de privativa competência do poder 
moderador. —Lei de 11 de Setembro de 1826, art. 2°. 
Extinctos os recursos perante os juizes, e intimada a 
sentença ao réo, para que no prazo de oito dias, que-
rendo, apresente a sua petição de graça, o relator do pro-
cesso remelterá a secretaria de Estado competente as sen-
tenças, por cópia por elles escripta, e a petição de graça, 
•ou certidão de não ter sido apresentada pelo réo no prazo 
marcado, e pela mesma secretaria de listado será com-
municada a imperial resolução. —Lei de 11 de Setembro 
de 1826, art. 3°. 
Em conformidade da Lei de 11 de Setembro de 1826, 
art. 3o, depois de intimada a sentença de morte ao réo, 
deverá este, dentro de oito dias, dirigir a petição de 
graça ao poder moderador; e na falta delle o juiz de 
direito que tiver presidido ao jury remetterá a cópia da 
sentença, e só depois da decisão do poder moderador 
poderá ser executada, no caso de ter sido confirmada.— 
Av. de 2o de Novembro de 1834. 
Os juizes de direito, no caso de sentença de morte, 
quando houverem de cumprir com o art. 3° da Lei de 11 
de Setembro de 1826, deveráõ remetter, com a cópia da 
sentença proferida no jury «cópias autbenticas ou certidões 
dos libellos e contrariedades.—Av. de 2 de Junho de 1835. 
As cópias das sentenças de penas de morte devem ser 
escriptas pelo próprio punho do juiz de direito, como 
determina o art 3o da Lei de 11 de Setembro de 1826. 
—Avs. de 3 de Março e 7 de Novembro de 1136. 
Aos condemnados em virtude do art. U° da Lei de 10 
de Junho de 1835 não é vedado o direito de petição de 
graça ao poder moderador, nos termos do art. 101, § 8° 
da Constituição, e Decreto de 11 de Setembro de 1826. 
—Dec. de 9 de Março de 1837, art. 1°. 
A disposição deste artigo não comprehende os escravos 
que perpetrarem homicídios em seus próprios senhores, 
como é expresso no Decreto de 11 de Abril de 1829, o 
qual continua em seu vigor.—Dec de 9 de Marco de 1837, 
•art 2*. 
Quer o réo tenha apresentado petição de graça dentro 
318 
dos õiiõ dias prescriptos pela Lei, quer o não tenha feito, 
o juiz fará extrahir cópia da sentença, que deve ser re-
mettida ao poder moderador, a qual virá acompanhada 
do relatório rio mesmo juiz, em que declare todas as cir-
cumstancias do facto, e será encaminhada ao governo geral 
pelo presidente da respectiva provinda com as observa-
ções que este achar convenientes.—Dec. de 9 de Março 
de 1837, art. 3o. 
Ainda naquelles casos em que não ha lagar o exercido 
do poder moderador, não se dará execução á sentença de 
morte, sem prévia participação ao governo geral no mu-
nicípio da corte, e aos presidentes nas províncias, os quaes, 
examinando e achando que foi a Lei observada, ordenarão 
que se faça a mesma execução, podendo comtudo os pre-
sidentes das províncias, quando julguem conveniente, di-
rigir ao poder moderador as observações que entenderem 
ser de justiça, para que este resolva o que lhe parecer, 
suspenso até então todo o procedimento.—Dec. de 9 de 
Março de 1837, art. A". 
Além dos relatórios e cópias dos libellos, contrariedades 
e sentenças que, em virtude do art. 8° da Lei de 11 de 
Setembro de 1836, Av. do ministério da, justiça de 2 de 
Junho de 1835, e Decreto de 9 de Março de 1837, são 
obrigados os juizes de direito a fazer subir á presença do 
poder moderador, devem remetter cópias da inquirição das 
testemunhai e informantes, interrogatórios e respostas 
dadas pelo jury nos respectivos processos.—Reg. n. 804 
de 12 de Julho de 1851. 
As petições de graça dos réos condemnados á morte 
devem subir ao poder moderador com o traslado de todo 
o processo, c acompanhadas do relatório do juiz de di-
reito e da informação do presidente da província, por cujo 
intermédio devem ser remettidas.—Reg. n. 1293 de 16 
de Dezembro de 1853. i 
Os recursos de graça I requerimento da parte ou ex-
offlcio serão, por intermédio do presidente da Relação, re-
mettidos á secretaria de Estado dos negócios da justiça 
pelo relator do processo, quando este tenha sido sujeito- 
319 
por appellacão á decisão da Relação.—Reg. n. 1&58 de 
44 de Outubro de 1854, art. Io. 
Nos casos em que não ha appellacão para a Relação 
serão esses recursos dirigidos á mesma secretaria de Estado 
pelos juizes de direito, directamente na corte, e por in-
termédio dos presidentes nas províncias.—Idem, art. 2*. 
Os recursos, quer sejão remetlidos pelo relator do pro-
cesso, quer pelo juiz de. direito, devem ser sempre acom-
panhados de relatório de um ou,outro, do traslado de todo 
o processo, e da informação ou parecer do presidente da 
Relação ou da província. —Idem, art 3°. 
O relatório deve conter essencialmente: 
§ 1.° A relação do facto e suas circumstancias. 
§ 2." O exame das provas constantes dos autos. 
í 3." A declaração das formalidades substanciaes que 
íorâo guardadas ou preteridas. 
§ U.' A exposição da conducta e vida passada do réo 
e suas circumstancias pessoaes.—Idem, art. Zj.° 
Quando o relatório fôr feito pelo juiz de direito que 
presidio ao jury, deverá indicar as provas produzidas e 
não escriptas, assim como os pontos principaes do debate, 
se não constarem dos autos. —Idem, art. 5o. 
A amnistia, perdão, ou commutação de pena, para sor-
tirem efCeito, devem ser previamente julgados conformes 
á culpa. —Idem, art. 6*. 
Este julgamento compete: 
§ 1." Ao. tribunal ou juizo em o qual pender o pro-
cesso. 
§ 2." Ao juiz executor, quando a sentença estiver em 
execução.—Idem, art. 7o. 
A conformidade consiste na identidade de causa e 
pessoa. Todavia, no caso de perdão ou commutação da 
pena, verificando o tribunal ou juiz que houve ob e sub-
repção de alguma circumstancia essencial, que poderia 
Influir para denegação da clemência imperial, devolverá o 
Decreto expondo respeitosamente a mencionada circum-
stancia. A remessa desta exposição será feita pelo presi-
dente do tribunal.—Idem,