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coletiva) – Defensoria x MP. Ex: cadeirante e concurso público.
Interesses sociais e indisponíveis: 
A indisponibilidade de um direito não tem a ver como a pessoa individualmente trata tal direito, mas sim sua importância para a sociedade, para a coletividade. EX: quando determinado indivíduo é surrado por policiais – pouco importa se tal pessoa deseja processar os policiais. Sua integridade física é um direito indisponível, e independentemente de sua vontade o MP ajuizará ação (ação penal pública).
§1º - Princípios do MP:
Unidade – Muitos, erradamente, dizem que por força desse princípio, o MP é uno. Entretanto tal entendimento não se coaduna com o art. 128. Hoje, de forma diversa, há um entendimento crescente que o MP é uno em cada um de seus ramos. Ou seja, a unidade é, na verdade, uma unidade por ramos. Cada ramo com seu próprio Procurador Geral.
Variando a corrente que se adote, variará o entendimento sobre a possibilidade de litisconsórcio sobre os ramos do MP em uma ação. Quem defender a primeira tese não aceitará o litisconsórcio. Situação contrária se verificará, caso se adote a segunda tese.
Existe também a FUNÇÃO de MP eleitoral. Dada sua periodicidade, não há razão para que o MP eleitoral tenha um quadro próprio de membros. Os membros são egressos da justiça estadual e federal.
Indivisibilidade – qualquer membro do MP pode falar pelo outro desde que tenha recebido atribuição para tanto (em caso de férias, licença).
Independência Funcional – Os membros do MP podem e devem atuar segundo seu convencimento, de modo que nem mesmo o Procurador Geral do MP respectivo possa obrigar determinado membro de se comportar de uma, ou outra maneira.
Princípio do Promotor Natural (análogo ao do juiz natural, mas não está no art. 127) – os órgãos do MP são criados por lei, com prévia previsão constitucional. A repartição do trabalho deve ser feita a partir de critério objetivos e prévios. Art. 5, LIII da CF. Alguns defendem que esse dispositivo trata do também do principio acima. O STF afirma, por outro lado , que tal princípio não está na CF, mas que a CF comporta a lógica do princípio. O que para o professor é um tanto quanto incoerente.
Ainda sobre este princípio art. 129, §2º - membros do MP não podem ser nomeados, o que chegou a acontecer antes da CF de 88, e em alguns casos excepcionais após esta.
Rio, 09/11/2011
Continuação sobre o MP:
Art. 129, I: função clássica do MP como promotor da ação penal
II – o MP deve zelar para que de fato a sociedade tenha acesso aos serviços públicos que lhe são de direito. O MP serve aqui como agente que busca controlar a atividade do estado. Uma crtítica que se faz é que esse papel deveria ser da própria sociedade. Embora procedente na teoria
III - tutela de interesses difusos, coletivos individual homogêneo – chamados “transindividuais ou metaindividuais”. Nessa situação o MP abre Inquérito civil (para apurar se lesão de fato). E se for o caso Ação Civil Pública (para buscar a tutela de tal direito)
Tais conceitos são propriamente jurídicos. Por isso para que sejam entendidos é necessário que os veja a partir da idéia de relação jurídica, portanto:
Interesse difuso o direito constitucional, o caracteriza como aquele interesse que pertence a um grupo. Grupo este que deve ser indeterminável. Isto é, quando não há relação jurídica que possa ser verificada entre os membros desse grupo. Isto é, quando não relação jurídica que os identifiquem.
Ex: art. 225 do CF – Direito ao Meio Ambiente. Pertence por exemplo as gerações futuras.
Ex: contratação sem concurso público. Os prejudicados são aqueles que nem mesmo fizeram concurso público.
Interesse ou direito Coletivo:
O direito será coletivo quando pertencer a um grupo determinado ou determinável de pessoas. Quando houver uma relação jurídica entre as pessoas desse grupo que possuem um interesse comum indivisível.
Ex: ação civil pública para melhorar a alimentação de presos.
Interesse individual homogêneo:
Além de um grupo determinado ou determinável, o interesse comum é divisível.
Ex: Carros de um modelo que apresentam determinado defeito recorrentemente. 
MP ajuíza ação fazendo vários pedidos, quais sejam:
A condenação da montadora, através de obrigação de fazer mude seu processo produtivo de modo que futuros consumidores não sejam prejudicados – pedido para tutelar interesse difuso.
O Recall dos carros que já estão no mercado – pedido para tutelar interesse coletivo
A indenização daqueles que já tiveram seu carro danificado, cada um com sua especificidade (ex: um carro estava com o computador dentro, outro consumidor sofreu queimaduras…) – pedido para tutelar interesse individual homogêneo.
IV
Ex: participação do PGRepública????? como amicus Curiae nas ADINs. Isto quando não forem os próprios autores.
Ex: art. 34 da CF - intervenção federal . Inciso VII – princípios constitucionais sensíveis. Se determinado estado violar tais princípios, quem denunciará será o PGRep. O pGRep representará tal fato ao STF, que no caso de procedência indicará ao presidente da República que decrete intervenção federal no estado, para que cesse tal situação.
V
VI
VII – Sabendo que o poder de polícia do estado pode representar a máxima força do estado. Tal inciso é importante para que verifique os limites desse poder.
IX Ex: termo de ajustamento de conduta a despeito do que já foi dito sobre o exemplo do carro com defeito. Tal termo seria anterior ao ajuizamento da ação civil pública contra a montadora. Fica clara aqui a falta de poder decisório do MP.
Cuidado – os procuradores dos municípios, do estado ou advogados da união são aqueles que defendem seus respectivos entes federativos, como também prestam consultoria jurídica, que é vedada aos membros do MP.
OBS: Temos como defensores da união: os advogados gerais da união, os procuradores federais (autarquias ou órgão da administração indireta), e os procuradores da fazenda nacional (matéria tributária) a depender da matéria da lide.
O MP defende a sociedade. Enquanto os acima citados defendem seus respectivos.
Rio, 16/11/2011
Mais uma função do MP
Atuação como custus legis
OBS: a priori poderíamos pensar a partir da função de parte ou de custus legis que o MP só teria função dentro da esfera do poder jurisdicional. Para evitar tal pressuposição devemos entender o MP ora como órgão AGENTE (e não simplesmente como PARTE, quando já há uma ação ajuizada ), atua não somente quando iniciado determinado processo mas também antes deste – ex: termo de compromisso de ajustamento de conduta do qual já falamos – a idéia de orghao agente comporta a idéia da função investigatória, como também da função de ajuizar ações ; ora como órgão INTERVENIENTE (e não simplesmente como CUSTUS LEGIS). Tal observação é importante porque dessa forma podemos enxergar que atuação do MP transcende os limites da esfera judicial.
Função eleitoral do MP
Art. 128 – percebemos que na redação deste artigo a função acima não foi mencionada.
Função do MP junto aos Tribunais de Contas – art. 130 da CF. Essa função extrapola àquelas mencionados no art. 128. CUIDADO - os membros desse MP não são membros do MPU. Tanto é que os membros do MPU tem tratamento com a LC 75 / 93. Enquanto os membros do MPTCU tem tratamento na Lei 8443 / 92.
Esse é o panorama, entretanto um problema surgiu. Lembrando que cada estado tem um MP estadual – art. 128, II - próprio 
Art. 11 das ADCT. Um dos órgãos da Assembleia Legislativa de cada estado é o Tribunal de Contas do Estado. Algumas constituições estaduais tentaram impor que não houvesse um MPTCE próprio de cada estado. Mas sim que os membros destes proviessem do próprio MPEstadual.
O STF foi chamado analisar a questão e com base no art. 75 da CF decidiu que cada estado deveria ter seu próprio MPTCE.
Panorama geral:
MPU e seus 4 ramos
MPestados
MPTC da União, do estado ou dos municípios
Lembrando que o nome “tribunal” tem sentido uma vez que embora exerça papel auxiliar, tem função decisória.
Defensoria Pública:
Art. 134
Significados de Cidadania:
Como sinônimo de nacionalidade
Com sentido