A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
35 pág.
Resumo completo- Batista

Pré-visualização | Página 6 de 11

2º - A mesa da casa respectiva “decidirá”.
Podemos dizer que nos inicisos I, II e VI teremos um comportamento discricionário. E que nos incisos III,IV e V teremos um comportamento vinculado. Isto é quando a lei manda que se faça algo de determinada maneira.
PEGAR INÍCIO DA AULA –
O que ocorrerá caso se descubra durante a investigação de um crime comum, que um provável suspeito é o presidente? A atividade investigatória continuará. Se o crime for estranho a atividade do presidente, não se pode ir além da investigação. Terminado o inquérito, este deve seguir para o MP. Cabendo ressaltar que somente o PGU pode acusar o presidente. Que somente poderá ser julgado pelo STF.
Mas quando temos uma infração penal comum ligada a atividade do presidente?
Obs: cuidado com este termo. Pois tem diversos significados. No art. 86 devemos entender como infrações penais comuns como todas infrações excetuados os crimes de responsabildadde.
Art. 85 – Atenção pois este artigo não típica o crime de responsabilidade, mas sim uma exemplificação dos bens que os crimes de responsabilidade podem ofender.
Tipificação não há pois o art. nem mesmo é claro. Para que haja tipifcação é necessário que se descreva os crimes de forma clara e específica.
Os crimes de responsabilidade estão estipulado em Lei Específica (1079 / 50). 
Para que um crime comum tenha vinculo com o exercício da profissão do presidente duas situações são possíveis: quando determinado ofende o decoro ou quando se o crime é praticado em razão das funções (assassinato de um adversário político). Entretanto a doutrina é divergente quanto ao assunto.
Infração penal comum não ligada às funções - § 4º do art. 86
Pelo crime de responsabilidade qualquer cidadão pode acusar o presidente da República. A denúncia popular é um direito político e a acusação deve ser protocolada na Câmara Federal.
Infração penal comum ligada as funções do presidente. Denúncia ou queixa podem ser oferecidas (respectivamente por PGRep e qualquer cidadão que tenha sido ofendido) ao STF. Devendo este obter autorização da Câmara para dar andamento ao processo.
Deputados Federais quando autorizam o andamento do processo fazem um juízo de valor não somente jurídico mas também político. E conveniente que se permita o julgamento do presidente da República? O juízo de admissibilidade dos deputados levarão em consideração esses dois aspectos.
No caso de Collor de Mello permitiu-se que o então presidente se defendesse antes de ser julgado pelo STF, conforme art. 5º, LV. Haja visto que mesmo antes de ser julgado ele estava em posição passiva de acusação. Outro argumento defendido por ele é que deveria ter o direito de defesa, uma vez que se permitido o andamento do processo ele já ficaria suspenso de suas funções – art. 86, § 1º.
Atenção:
Quando a câmara impede o andamento do processo nos crimes de responsabilidade, a possilidade de responsabilizar o presidente por tal crime.
Quando a câmara impede o andamento do processo nos crimes comuns ligados a função. Esse impedimento é apenas temporário, de forma que o processo pode “caminhar” quando o acabar o mandato do presidente.
Rio, 26/09/2011
 Retomando a Responsabilização do presidente da república:
- Crime de Reso (Lei específica) – Denúncia Popular Cam. Federal
- Crime ligados às funções – Denuncia ou queixa oferecida ao STF que deve consultar a CF (quórum de 2/3) que fará um juizo de admissibilidade. Em caso de admissão (art. 51, I ) a CF o deliberará por meio de uma resolução
 - Crime não ligado as funções – suspensão da pretensão punitiva
OBS: lembrando que a consulta a câmara é muito importante pois permite a defesa do presidente. Haja visto que a simples admissão, leva a suspensão do presidente de suas funções.
Art. 86, § 1º - Muita atenção ao texto do inciso I - PROVA. Pois tal inciso fala que o CF autoriza (“se”) o STF ao recebimento da denuncia ou da queixa. Autoriza, mas não determina. Pode ser que o STF não receba a denuncia ou a queixa (indeferimento da petição inicial), caso em que não se aplicará o disposto no inciso I. 
Enquanto no inciso II, o Senado fica obrigado a analisar a denuncia ou a queixa.
Em suma, a CF fará juízo de admissibilidade nos dois casos, entretanto os efeitos serão distintos, a depender do crime em questão. Se for Crime de Resp inciso 2 – CF fica obrigada a analisar a questão. Se for crime comum ligado as funções inciso I – possibilidade de recebimento da denuncia ou queixa pelo STF
OBS: Limite para suspensão das funções – Parágrafo 2º - 180 dias. Que foi o que aconteceu no caso Collor.
Falamos da admissão, mas a não admissão também gera conseqüências distintas, a depender do tipo de crime. Nos crimes de Resp. – não admissão encerra-se o processo, fim de papo (O presidente só pode ser julgado pelos crimes de resp. enquanto estiver no cargo). Nos crimes comuns ligados as funções, suspende o prazo prescricional da pretensão punitiva. Haja visto que, findo seu mandato, o pres. Deve responder por tal crime.
Trabalhemos com a idéia de que a admissão aconteceu:
Crime de Responsabilidade - Art. 52, I com Art. 86, caput + parágrafo único – nesse julgamento no SF, o presidente será o Ministro Presidente do STF.
OBS: Não é possível aqui o HC, haja visto que nos crimes de resp. não existe pena privativa de liberdade. Tanto é que o presidente Collor, para se proteger se utilizou dos mandatos de segurança. À época o que o pres. Collor de Mello fez foi renunciar ao cargo, tentando em uma manobra política, evitar que além da perda de cargo ele ficasse privado do exercício de qualquer função pública (p.u do art. 52). A despeito do que o direito constitucional comparado mostra (perda do cargo como pena principal e 8 anos, como pena meramente acessória, somente podendo ser aplicada caso a pena principal também o fosse), o SF considerou que tal tese não prevaleceria, e também o STF quando analisou pedido de Collor para declarar inconstitucional da decisão do senado.
Um outro aspecto interessante do Caso Collor – tese alegada pelo advogado de Collor- que alegou que os senadores que antes da votação, já haviam manifestado seu voto não poderiam votar – tese que foi afastada, haja visto que o julgamento era político.
Nos crimes comuns ligados as funções Art. 86, § 3º - O presidente ao ser condenado, deixa de ser presidente, o que obtemos por interpretação sistemática do art. 15, III. O Art. 55 afasta o art. 15, III somente dos congressistas, mas não do presidente.
Atenção a parte final do art. 55, p.u – percebemos que aqui o bis in idem não é proibido. É possível que haja duas punições por um mesmo fato – como crime de resp. no Senado e como Infração Penal Comum no STF. Aliás, foi justamente o que aconteceu com Collor de Mello.
No caso o SF condenou e o STF o absolveu por falta de provas.
Responsabilização dos Governadores de Estado ou do Distrito Federal:
Podemos dizer que, nesse assunto, temos uma lacuna da lei.
Art. 105, I, a
Art. 86, § 4º - lembrando que o STF considera que este dispositivo se aplica ao presidente por ser chefe de estado. Não se aplicando aos outros chefes do executivo, porque estes não são chefes de estado. Portanto pouco importa se o crime a se analisado está ligado ou não as funções. 
Os governadores nos crimes de resp e nos crimes comuns (ligados ou não a função) devem ser julgados pelos STJ.
A grande questão que se coloca: é necessário que alguma casa legislativa faça um juízo de admissibilidade?
 O que se coloca é que o STJ condenasse governador de estado sem pedir autorização da unidade federada por meio do poder legislativo respectivo, isto seria por via transversa uma hipótese de intervenção federal. Hipótese esta que não está prevista na constituição (art.34), e que portanto seria inconstitucional. Para que não seja uma intervenção federal o STJ deve, para processar, prender cautelarmente ou ainda condenar, requerer admissibilidade da casa legislativa respectiva (quórum de 2 / 3).
Entretanto após o caso do Governador José Roberto Arruda, afastou-se essa interpretação, já que muitos deputados