A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
36 pág.
Resumo Completo - Aula Fabio Leite

Pré-visualização | Página 10 de 12

defesa.
Matéria da prova inicia nos writs constitucionais, mesmo que não tenha pergunta específica sobre a ação, apenas sobre a ação cabível, legitimados, quem julgará etc.
7/06
Art. 5º, §§1º, 2º e 3º
Direitos fundamentais é um gênero que pode ter diversas espécies, como direitos culturais, sociais, políticos etc.
O parágrafo primeiro nada mais é do que uma forma de garantir que não haja nenhum obstáculo para os direitos fundamentais. Simplesmente para garantir a auto-aplicabilidade deste dispositivo, contra a idéia de que o dispositivo de nada valeria se não viesse lei regulando-o.
No MI 107 (leading case do mandado de injunção), foi alegado pela procuradoria da república que não era dispositivo auto-aplicável – tese rejeitada pelo STF por conta do parágrafo primeiro do art. 5º.
O § 2º não faz referência apenas ao art. 5º, mas a todos os direitos e garantias dispersos na Constituição.
O parágrafo fala apenas em princípios expressos – onde estão previstos princípios como razoabilidade, proporcionalidade, duplo grau de jurisdição? (que não é absoluto, mas é previsto pelo pacto de s. José da Costa Rica – incorporado por esse e pelo § 2º aqui analisado).
Poderia ser, por tal argumentação, inconstitucional o dispositivo do rito sumário em processo trabalhista (em cobrança de dois salários mínimos ou menos) que impede o recurso, ainda que por MS (com a exceção de hipótese de RE, claro).
Alguns autores falam apenas em devido processo legal substantivo, como defende a doutrina norte-americana.
Art. 150 – garantias individuais do contribuinte – limites ao poder de tributar.
Emenda constitucional se autorizava a cobrar tributo no mesmo exercício financeiro que o instituiu (vedado pelo art. 150, III, b): emenda foi objeto de ADI, e foi considerada inconstitucional (a interpretação, sem redução de texto) – é garantia individual, protegida pelo art. 60, IV (tendente a abolir garantia individual etc.). Só pode ser cobrada no ano seguinte, e não poderia ser cobrada dos Estados e Municípios (princípio republicano, imunidade recíproca de tributação).
Tratados internacionais não são passíveis de exame de constitucionalidade, apenas as normas que os incorporam (como foi uma convenção da OIT).
Havia três correntes a respeito do exame de constitucionalidade dos tratados de direitos humanos: sua supraconstitucionalidade, o que não foi aceito pela doutrina e jurisprudência brasileiras (tratados a respeito de propriedade intelectual, previsto no art. 5º, tratariam de ‘direitos humanos’?); seu status de emenda constitucional; e a terceira tese, adotada pelo STF, que teriam valor de lei ordinária (o que torna o § 2º meio vazio) – surge por conta da vedação à prisão civil do depositário infiel (o pacto permite a prisão civil apenas no caso de dívida por alimentos), previsto no pacto de S.José da Costa Rica. Nesse caso, passou ainda o STF a dar uma interpretação extensiva a uma exceção a garantia fundamental: passou, naquela época, a aceitar a prisão do depositário infiel em outros contratos que não o depósito (alienação fiduciária).
Diante de tantas críticas, o STF mudou seu entendimento.
Assim, ainda foi aprovado (pela EC 45) o § 3º do art. 5º: os tratados de direitos humanos, terão status de emenda constitucional.
Os tratados aprovados antes da EC 45, como o pacto de S.José da Costa Rica, receberam uma solução do STF: têm status menor que a constituição, mas maior que lei ordinária.
Nacionalidade (art. 12, CF)
A constituição já, ao definir quem são os brasileiros, define duas categorias de brasileiros: natos e naturalizados.
Emenda constitucional não poderia (de acordo com o Fábio, assim parece para ele) criar novas distinções entre essas categorias, pois o art. define que não poderiam vir outras além das previstas (originariamente, de acordo com Fábio), até por ser garantia individual.
Brasil adota o ius soli, nascidos no solo brasileiro o são (a menos que esteja a serviço de seu país). Adota também o ius sanguii (corrigir o termo), filhos de mãe ou pai brasileiros. Também limita a lei, ao definir que dos provenientes de país de língua portuguesa, só pode ser requerido um ano de residência e idoneidade moral.
Remissão no art. 102, I ao 12: embora o art. 102 fale apenas em ‘cidadão brasileiro’ para ser membro do STF, mas é preciso que seja brasileiro nato, já que está na linha sucessória da presidência.
Remissão do art. 12, § 4º ao 109, X:
X - os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a execução de carta rogatória, após o exequatur, e de sentença estrangeira, após a homologação, as causas referentes à nacionalidade, inclusive a respectiva opção, e à naturalização;
(os juízes federais executam, mas o exequatur é determinado pelo STJ)
Direitos políticos
- sistemas eleitorais.
Sistema majoritário e distrital são sinônimos – é eleito aquele que tem o maior número de votos.
Esse se opõe ao outro sistema utilizado no Brasil: o sistema proporcional.
9/06
Sistemas eleitorais (cont.)
Não há diferenças consideráveis na eleição monocrática – não há polêmica em adotar o sistema distrital, por ser natural para esse, sendo os distritos municípios, estados e união.
Senado – casa conservadora, troca alternadamente, mandato maior, necessário ter 35 anos para candidatura.
Deve o representante ter autonomia, estabelecendo uma relação de confiança com os representados.
Em 1899-1900, a Bélgica cria o sistema proporcional, para garantir um sistema que não ignore votos, leve em conta todas as vontades políticas dentro de determinado território.
Foi adotado rapidamente por diversos sistemas – e é, atualmente, o mais adotado pelas democracias no mundo.
Como funciona o sistema distrital para os órgãos colegiados?
Divide-se o território em distritos para a disputa de cargos (ver exemplo da folha).
O primeiro ponto, da divisão já é arbitrário: porque essa divisão?
(Foi da França que adotamos a regra da maioria absoluta – lá se apóia mesmo na eleição distrital)
Regra da maioria absoluta – art. 77.
Atenção ao art. 29 – regras da eleição em município: II ( regra da maioria absoluta se município tiver mais de 200 mil eleitores.
Art. 45 e 46 – regras de eleição da câmara dos deputados e senado, respectivamente.
O problema do sistema proporcional é que lê primeiro o partido, e não o candidato.
Uma alternativa ao sistema proporcional de ‘lista aberta’, adotado atualmente no Brasil, é o sistema proporcional de ‘lista fechada’: há uma ordem pré-definida nos partidos (essa ordem não é definida pelos eleitores) – Fábio defende que seria melhor, pois sempre há voto em lista, já que muitos eleitores não sabem da ordem e do destino de seus votos, ainda que outros candidatos do partido sejam naturalmente eleitos primeiro.
Quem definiria a ordem? Essa seria a questão desse sistema.
14/07
Fábio defende o voto proporcional em lista fechada, no qual é possível votar em determinada lista – é possível que exista mais de uma possibilidade de lista para se votar.
Direitos políticos
O sufrágio é universal, não o voto – esse é individual
A idade para votar é uma discricionariedade conjugada com princípios como da razoabilidade. Historicamente determinamos a idade de 18 anos, a idade de 16 anos possibilitada pela CF/88 foi uma inovação proposta por Afonso Arinos – não esteve essa decisão vinculada a certa corrente ideológica, ainda que algumas correntes defenderam esse ponto e outras não, eram de diferentes posicionamentos.
As eleições americanas são indiretas, ainda que somente uma vez em sua história um delegado de um partido tenha votado noutro.
Aproveita-se lá a eleição para fazer consulta plebiscitária sobre determinados temas.
O voto no Brasil é direto, assim definido constitucionalmente, não há nenhuma intermediação entre o povo e os candidatos.
O que diferencia o sufrágio universal do restrito é a natureza das restrições (já que o universal tem também restrições, como a idade) – se forem tais restrições discriminatórias, é restrito.
Caráter razoável e legítimo das restrições.