Direito de Família - Resumo Completo (aula Katia Regina)
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Direito de Família - Resumo Completo (aula Katia Regina)


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o comparamos com sua origem, não conseguimos enxergar nenhum resquício da patria potestas com ele hoje \u2013 o objetivo da patria potestas era fortalecer a autoridade da pater \u2013 a idéia era muito mais de chefe do que de pai (o pater famílias era chefe político, religioso, etc). O poder familiar alterou completamente, porque hoje indiscutivelmente o foco é a proteção da pessoa e dos bens do menor. Então, hoje o conceito de poder família seria: conjunto de direitos e principalmente de deveres dos pais em relação à pessoa e aos bens dos filhos menores, sempre no intuito de garantir proteção e amparo aos mesmos.
	Poder familiar é um ônus que a lei impõe, e depende do reconhecimento jurídico. Enquanto o pai, por exemplo, não reconhecer, não está juridicamente no exercício do poder familiar. Sendo um ônus, os titulares do poder familiar não podem transferi-lo. O poder familiar, assim, é intransferível inter vivos e mortis causas. A única forma de se transferir poder familiar é por meio da adoção. Se, por exemplo, a criança fica com os avós (pai morreu, mãe mora em outro estado, por exemplo) \u2013 eles vão ter a guarda, mas não terão o poder familiar. O não exercício adequado do poder familiar pode gerar a destituição do poder familiar, mas isso se dá judicialmente. Quem tem poder familiar é pai e mãe, ainda que seja adotivo. Tutor exerce a tutela, guardião exerce a guarda; somente pai e mãe exercem o poder familiar sobre os filhos.
Art. 1.630. Os filhos estão sujeitos ao poder familiar, enquanto menores.- extingue-se o poder familiar com a maioridade. A prestação de alimentos continua porque se reconhece que os filhos estão entrando na faculdade nessa época, ainda precisam do dinheiro. Mas o poder familiar se extingue. 
Art. 1.631. Durante o casamento e a união estável, compete o poder familiar aos pais; na falta ou impedimento de um deles, o outro o exercerá com exclusividade.
Parágrafo único. Divergindo os pais quanto ao exercício do poder familiar, é assegurado a qualquer deles recorrer ao juiz para solução do desacordo. \u2013 se não chegarem a um denominador comum, não prevalece a vontade de ninguém, não importa se eles estão separados ou não. Ainda que seja uma guarda unilateral, se eles entrarem em um desacordo, o não guardião pode ingressar em juízo afirmando tal desacordo \u2013 juiz vai decidir. É lógico que quem tem a guarda unilateral detém um pouco mais de poder sobre o menor, vai tomar decisões imediatas, etc, mas o que não é o guardião pode entrar em juízo pra discutir isso. 
Art. 1.632. A separação judicial, o divórcio e a dissolução da união estável não alteram as relações entre pais e filhos senão quanto ao direito, que aos primeiros cabe, de terem em sua companhia os segundos. \u2013 se os pais não vivem juntos, um vai ter a guarda física da criança e o outro vai exercer visitação.
Art. 1.633. O filho, não reconhecido pelo pai, fica sob poder familiar exclusivo da mãe; se a mãe não for conhecida ou capaz de exercê-lo, dar-se-á tutor ao menor. \u2013 ex: mãe morre, se torna incapaz, etc.
Art. 1.634. Compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores:
I - dirigir-lhes a criação e educação; - está inserido nesse dever de forma moderada o dever de correção (deixar de castigo, dar uns tapinhas moderadamente, etc) \u2013 faz parte do dever de educação e criação dos pais. Tanto que castigar imoderadamente o filho resulta na perda do poder familiar.
II - tê-los em sua companhia e guarda; - a guarda é um atributo do poder familiar, mas ela não é da essência do poder familiar. Criar e educar os filhos é da essência do poder familiar, mas a guarda não. Guarda pode ser de uma terceira pessoa \u2013 pais resolvem, por exemplo, em um acordo de separação que a aguarda ficará com a avó. O guardião que é o titular do direito material que fundamenta aquela ação de busca e apreensão de criança \u2013 é quem detém a guarda que pode reclamar a criança de quem a detenha ilegalmente. Ex: avó materna tem a guarda da criança \u2013 pai vai lá pegar a criança pra passar o final de semana, deveria devolvê-la na segunda de manhã. Não devolve \u2013 passa segunda, terça, quarta... Avó pode entrar com uma ação de busca e apreensão, mesmo sendo o pai. 
III - conceder-lhes ou negar-lhes consentimento para casarem; 
IV - nomear-lhes tutor por testamento ou documento autêntico, se o outro dos pais não lhe sobreviver, ou o sobrevivo não puder exercer o poder familiar; - 
V - representá-los, até aos dezesseis anos, nos atos da vida civil, e assisti-los, após essa idade, nos atos em que forem partes, suprindo-lhes o consentimento;
VI - reclamá-los de quem ilegalmente os detenha; - ação de busca e apreensão
VII - exigir que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição. \u2013 esse inciso está atrelado ao primeiro \u2013 já que os pais têm que exercer dever de criação e educação, tem essas prerrogativas de volta.
Aula \u2013 26 de Maio de 2010-05-26
Continuação de poder familiar
Art. 1.689. O pai e a mãe, enquanto no exercício do poder familiar:
I - são usufrutuários dos bens dos filhos;
II - têm a administração dos bens dos filhos menores sob sua autoridade.
A idéia que o pai e a mãe tem é que quando administram os bens dos filhos podem administrar mas não podem tocar em nada \u2013 é mentira. Eles são usufrutuários dos bens dos filhos. Tem poderes de administração (não tem poder de alienar, de tirar o bem do patrimônio dos filhos), mas tem poder de usufruto \u2013 podem usar os rendimentos dos bens pra contribuir na despesa da família (tutor, curador, guarda não tem usufruto, tem apenas a administração e estão sujeitos à prestação de contas, os pais, em regra, não estão). Assim, se o menor tem um imóvel e o imóvel está alugado, esse valor dos aluguéis pode ser usado para contribuir para as despesas da família.
Art. 1.690. Compete aos pais, e na falta de um deles ao outro, com exclusividade, representar os filhos menores de dezesseis anos, bem como assisti-los até completarem a maioridade ou serem emancipados.
Parágrafo único. Os pais devem decidir em comum as questões relativas aos filhos e a seus bens; havendo divergência, poderá qualquer deles recorrer ao juiz para a solução necessária. \u2013 não prevalece a vontade de ninguém; na hipótese de divergência entre os genitores, recorre-se ao juiz.
Art. 1.691. Não podem os pais alienar, ou gravar de ônus real os imóveis dos filhos, nem contrair, em nome deles, obrigações que ultrapassem os limites da simples administração, salvo por necessidade ou evidente interesse da prole, mediante prévia autorização do juiz. \u2013 alguns casais se separando e só tem um bem \u2013 querem doar para os filhos e deixar com usufruto para eles. Contudo, nessa situação é melhor deixar o bem em condomínio ao invés de fazer isso, porque, além de perderem a titularidade do bem, depois se precisarem vender o bem ou gravarem de ônus real só poderão fazer isso se provarem necessidade ou evidente interesse da prole
Parágrafo único. Podem pleitear a declaração de nulidade dos atos previstos neste artigo: - há uma certa divergência porque o CC não faz referência à prazo. Não corre prescrição contra menor absolutamente incapaz e também não corre prescrição entre ascendentes e descendentes no exercício do poder familiar. Assim, ainda que seja um prazo de 10 anos, só vai se iniciar com a extinção do poder familiar do pai e da mãe \u2013 18 anos (se a venda foi feita quando ele tinha 8 anos, passarão 10 anos, ele completará 18 e, só aí, o prazo de 10 anos vai começar a contar). \u2013 ver 197 e 198.
I - os filhos;
II - os herdeiros;
III - o representante legal.
Art. 1.692. Sempre que no exercício do poder familiar colidir o interesse dos pais com o do filho, a requerimento deste ou do Ministério Público o juiz lhe dará curador especial. \u2013 curador especial se responsabilizará por cuidar dos interesses do menor na hipótese em que houver colisão de interesses \u2013 ex: requerer suprimento judicial pra casar. A colisão pode ser percebida pelo juiz, que determinará que seja nomeado um curador especial.
Art. 1.693. Excluem-se do usufruto e da administração dos pais:
I - os bens
Celyane
Celyane fez um comentário
me ajudou bastante , obrigada :D
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Marcus
Marcus fez um comentário
sinceramente eu não gostei. isso não é um resumo!
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maria
maria fez um comentário
adorei, muito bem esclarecido. obrigada
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maria
maria fez um comentário
está excelente, tenho certeza que faremos uma prova sensacional, iremos bater um récord!!!!!
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