Direito de Família - Resumo Completo (aula Katia Regina)
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Direito de Família - Resumo Completo (aula Katia Regina)


DisciplinaDireito de Família e Procedimentos Correlatos41 materiais566 seguidores
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investigatória ainda que tenha sido aforada uma anterior com sentença julgando improcedente o pedido.
II \u2013 Nos termos da orientação da Turma, sempre recomendável a realização de perícia para investigação genética (HLA e DNA), porque permite ao julgador um juízo de fortíssima probabilidade, senão de certeza na composição do conflito. Ademais, o progresso da ciência jurídica em matéria de prova, está na substituição da verdade ficta pela liberdade real.
III - ...
IV - ...
É mais fácil defender a mitigação da coisa julgada quando a primeira ação foi julgada improcedente por ausência de prova \u2013 isso parece absolutamente perfeito. Permite ajuizamento de nova ação de paternidade para realizar exame de DNA. O problema é quando ocorre o inverso \u2013 ação foi julgada procedente e pai entra com a negatória para desconstituir uma paternidade que tinha sido julgada e reconhecida através de uma ação de investigação.
Nessa parte de paternidade, não temos nenhuma certeza, mas estamos em busca dela.
Alimentos
	O CC/02 já começa falando que \u201cpodem os parentes, os cônjuges e os companheiros\u201d... \u2013 legitimados para pleitear alimentos um dos outros (não há direito a alimentos entre parentes afins). Antes da entrada em vigor, tínhamos a seguinte situação: alimentos entre parentes eram disciplinados no CC/16; alimentos entre cônjuges também se reconhecia que eram devidos, mas foi a chamada Lei do Divórcio que disciplinou alimentos entre cônjuges (arts. 19 a 23). Os alimentos entre companheiros só vieram a ser disciplinados em 1994, com a Lei que tratou da união estável \u2013 8.971. Logo após a CF/88, que elevou a união estável ao status de entidade familiar, muitas mulheres começaram a pleitear alimentos e essas ações eram extintas sem julgamento do mérito porque dizia-se que elas eram perecedoras de ação. Carlos Alberto Menezes Direito entendeu que com a Constituição de 88 as companheiras passariam a se beneficiar com todos os direitos que decorriam da família, inclusive alimentos, mas esse direito só foi efetivamente reconhecido em 94.
	A disciplina dos alimentos estava pulverizada, até que o CC/02 tratou dos alimentos para todos nesse capítulo. 
	O conceito jurídico de alimentos é mais amplo que o conceito vulgar (gêneros alimentícios), e compreende tudo aquilo que é indispensável à subsistência da pessoa por um determinado período (geralmente são fixados pelo período de 1 mês) \u2013 inclui alimentação, mas também todas as despesas com moradia, saúde, vestuário, transporte, lazer e educação, tratando-se de menor. O valor disso vai depender de um trinômio, e aí já entramos nos pressupostos da obrigação alimentar:
- existência de um vínculo jurídico que a lei prevê \u2013 parentesco, casamento ou união estável (os outros três pressupostos formam um trinômio).
Art. 1.696. O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em falta de outros.
Entre ascendentes e descendentes, não tem limitação de grau.
Art. 1.697. Na falta dos ascendentes cabe a obrigação aos descendentes, guardada a ordem de sucessão e, faltando estes, aos irmãos, assim germanos como unilaterais.
	Na linha colateral, abrange apenas os colaterais até segundo grau (irmãos são parentes de 2º grau). Ou seja, não existe obrigação alimentar entre tio e sobrinho, por exemplo. E esse parentesco é o natural ou consangüíneo e civil.
- necessidade
- possibilidade
- proporcionalidade
	Não há obrigação alimentar sem que esse trinômio esteja presente
Art. 1.694. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação.
Até a entrada em vigor desse código, se entendia que a educação era só para filhos menores. Hoje se entende que a obrigação alimentar quando existe deve incluir educação mesmo que se trate de maior de idade. Ou seja, hoje os elementos incluem educação, até quando não se trata de menor de idade, desde que haja necessidade.
§ 1o Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada.
§ 2o Os alimentos serão apenas os indispensáveis à subsistência, quando a situação de necessidade resultar de culpa de quem os pleiteia.
No que diz respeito à culpa em relação a alimentos, temos uma situação muito curiosa. Se a pessoa teve culpa na separação, perde o nome do outro e tem a questão dos alimentos. Se ele foi declarado culpado, alem da situação de necessidade, tem que demonstrar que não tem outros parentes na condição de prestar alimentos e o juiz só vai fixar o mínimo indispensável à subsistência, não o compatível com o padrão social (ver 1704).
Esse par. 2º fala de um caso em que a situação de necessidade da pessoa resulta de culpa dela (ex: trabalhava num banco, roubou, foi demitida \u2013 está em necessidade por culpa dela). O fundamento da obrigação alimentar é a solidariedade familiar. Em razão desse dever, que é o fundamento, você pode ser condenado a prestar alimentos ainda que o outro tenha culpa pela sua situação de necessidade. Mas você deverá prestar apenas o necessário à sua subsistência, e não o compatível com a situação social daquele que os pleiteia (alimentos naturais, não civis, que são aqueles fixados de modo a garantir a manutenção da condição social da pessoa).
Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento.
Você afere a necessidade, além de provar o vínculo jurídico, provando que a pessoa não tem bens suficientes nem pode prover pelo seu trabalho sua própria mantença.
O terceiro pressuposto é a possibilidade \u2013 parte final desse artigo. A questão da possibilidade, se estiverem presentes o vínculo e a necessidade de quem pleiteia, não precisaria demonstrar que a pessoa é abastada. Às vezes a pessoa tem que pagar alimentos em detrimento de um sacrifício pessoal seu. A única situação em que realmente não há como você alegar impossibilidade é a obrigação de sustento de filho menor (pai pode estar desempregado e se obrigado a pagar, por exemplo, 15% do SM). No caso de dever de sustento, a necessidade de menor se presume, filho menor não tem como se virar para garantir seu próprio sustento. O máximo que pode acontecer é o previsto no 1.698 \u2013 alimento dos avós.
Art. 1.698. Se o parente, que deve alimentos em primeiro lugar, não estiver em condições de suportar totalmente o encargo, serão chamados a concorrer os de grau imediato; / sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos, todas devem concorrer na proporção dos respectivos recursos / , e, intentada ação contra uma delas, poderão as demais ser chamadas a integrar a lide.
Esse artigo tem três partes \u2013 1) menor, pais separados, mãe representando o filho menor entra com uma ação de alimentos representado pela mãe em face do pai. Supondo que esse genitor está em uma situação de desemprego, ele mesmo está sendo ajudado pelos próprios pais, situação de total falta de condição financeira. Menor pode entrar com a ação de alimentos em face dos avós. Entretanto, o que se diz que foi a maior novidade desse artigo é que o entendimento amplamente majoritário é que você só podia pleitear alimentos em face dos avos provando a total incapacidade do pai. Mas esse art. 1.698 não exige a total impossibilidade do parente de grau mais próximo \u2013 \u201cserão chamados a concorrer os de grau imediato\u201d. Lei admitiu a possibilidade de se os alimentos prestados pelo genitor forem verdadeiramente insuficientes para cobrir suas necessidades é possível entrar com ação de alimentos em face dos avós para obter a complementação dessa quantia.
Ex: pai paga 15% sobre o que recebe, que não é tanto assim. Depois ele é demitido e consegue outro emprego, ganhando metade do que ganhava. Ou seja, o filho passou a receber metade do que recebia \u2013 mãe entra com
Celyane
Celyane fez um comentário
me ajudou bastante , obrigada :D
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Marcus
Marcus fez um comentário
sinceramente eu não gostei. isso não é um resumo!
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maria
maria fez um comentário
adorei, muito bem esclarecido. obrigada
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maria
maria fez um comentário
está excelente, tenho certeza que faremos uma prova sensacional, iremos bater um récord!!!!!
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