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Direito de Família - Resumo Completo (aula Katia Regina)

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mostra qual foi o valor dos alimentos fixados e o inadimplemento do devedor (está em débito nos dois últimos meses, por exemplo). Pede para que o devedor seja citado para, em 3 dias, fazer o pagamento do débito, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de fazer (não é qualquer besteira, tem que ser algo sério). 2ª parte do pedido: se não for efetuado o pagamento, pede que seja decretada a prisão. Se a pessoa citada na forma do 733 não apresentar uma excusa extremamente grave para não cumprir o pagamento, juiz vai decretar a prisão.
Se o cara é preso, cumpre o tempo determinado, e, ainda assim, não pagou os alimentos devidos. Não poderá ser preso novamente porque não pode ser preso mais de uma vez pelo mesmo débito. Mas ele vai continuar devendo o valor que devia – a ordem de prisão é um meio de coação, foi uma forma que o legislador encontrou de coagir o devedor a pagar. O cumprimento da pena de prisão não exime ele de cumprir o pagamento, mas ele não pode ser preso – vai executar na forma do 732, execução com penhora.
	Entendimento jurisprudencial: como a decisão com prisão é extremamente gravosa, já se vinha entendendo que só se podia executar com prisão a chamada dívida recente – se o devedor não paga, vai preso, e é muito difícil ele ter um valor muito grande disponível para pagar por todos os meses que ele não pagou. E o que é dívida recente? 3 últimos meses, dívida recente, que mostra necessidade, urgência. Os outros meses todos para trás que não foram pagos, você também pode executar, porque não prescreve – mas aí tem que ser pelo 732 – STJ, S. 309 (três prestações anteriores ao ajuizamento da ação – se eu entrar com a ação hoje, posso executar abril, maio e junho. E também posso executar as pensões que forem se vencendo ao longo do processo – tipo, processo demora 1 ano e meio, você pode executar tudo isso, mas anteriores ao ajuizamento, só 3 meses).
	Se o cara ficou sem pagar um tempo, mas voltou a pagar – pode executar o que ele não pagou? Pode. Se for menor, que não corre a prescrição, pode executar quantos anos forem, mas pelo 733 só as últimas 3 prestações, o resto vai ser pelo 732. Se for maior (ex: de um cônjuge pra outro), tem que olhar o prazo da prescrição – 2 anos (só vai poder cobrar os dois últimos anos).
	Uma vez pagando, imediatamente termina o cumprimento da ordem de prisão, porque o objetivo da ordem de prisão é apenas coagir a pessoa a fazer o pagamento.
Existe uma divergência nas 2 leis a respeito do prazo máximo para decretamento da prisão – alguns falam que a lei de alimentos, por tratar do procedimento específico, deve prevalecer. Outros falam que deve prevalecer o prazo previsto pelo CPC – CPC é posterior a essa lei e traz um capítulo próprio que trata da execução de alimentos. Assim, não dá pra sair pelo princípio da especialidade e como o CPC é posterior, Kátia entende que o 733 do CPC revogou o art. 19 da Lei de Alimentos (é lei posterior e também trata especificamente da execução alimentar). Máximo de tempo na prisão = 90 dias, mas para o juiz decretar tudo isso é muito raro.
Adoção
	A adoção é uma das formas de colocação da criança e do adolescente em família substituta, prevista no ECA. Esse Estatuto, que é da década de 90, já deixou bem claro quem está protegido por esse Estatuto – criança (até 12 anos incompletos) e adolescente (12 aos 18). Na época em que veio esse Estatuto, nossa maioridade ainda era 21 – pessoa de 18, 19 ou 20 anos ficava numa situação de limbo jurídico – não era plenamente capaz mas também não era estritamente adolescente. Hoje isso já acabou – CC/02 reduziu a maioridade para 18 anos. Ou seja, Estatuto se aplica até os 17 anos. O adolescente está sujeito a medidas sócio-educativas na hipótese de cometer algum ato infracional (crime, todas as condutas tipificadas no tipo penal, porém praticadas por adolescente) – vai desde advertência até a prisão do adolescente. Por isso que é importante diferenciar entre criança e adolescente.
	Na esfera cível também é importante essa distinção porque o ECA deixa bem claro que a vontade do adolescente deve ser considerada nas causas que versam sobre seus interesses (criança também pode ser ouvida em algumas hipóteses).
	Antes do ECA, os estatutos anteriores apenas continham normas que se dirigiam ao menor em situação irregular (menor infrator, menor órfão, menor abandonado, etc). O ECA trouxe a proteção do menor – reconhece que a criança e o adolescente são pessoas em peculiar condição de desenvolvimento e precisam de proteção especial.
	Direito à convivência familiar e comunitária – é aqui que vai ser tratada a adoção. Art. 19. O ECA diz que, em primeiro lugar, a criança deve ser mantida em sua família biológica. Se isso não for possível, a criança deverá ser colocada em família substituta – 3 formas de fazer isso: guarda, tutela e adoção. A guarda como forma de colocação em outra família não é medida que se pretenda definitiva, não é comum colocar em família substitutiva pela guarda – visa regularizar um estado de posse. A guarda do 733 em diante é uma forma de guarda substitutiva.
	A adoção foi um instituto que sofreu uma enorme modificação em sua disciplina. No CC/16, não encontramos resquício da adoção de hoje – filhos adotados eram discriminados; adotante tinha que ser maior de 50 anos – lei só permitia a adoção por aqueles que não tinham tido filhos biológicos (objetivo da adoção era esse: dar filhos a quem não tinha tido filhos biológicos). A adoção era feita por escritura pública, não importando a idade do adotando – não havia interferência do PJ, iam a Cartório fazer escritura pública. Com essa escritura constitua-se o vinculo de parentesco civil entre adotante e adotado, porém não se rompiam os laços com a família biológica. A adoção transferia o poder familiar (pátrio poder) para a família adotante. Pessoa adotada tinha 2 pais, porque não se rompia o vincula com a família biológica. Até fazia uma nova certidão com o nome dos pais adotados, mas na prática, se anos depois o pai biológico precisasse de alimentos, podia pleitear desse filho que “deu para adoção”. 
	Com medo disso, naquela época muitos pais que iam adotar criança recém-nascida não faziam escritura púbica, pois isso geraria essa situação de insegurança jurídica. Registravam o filho como se fosse seu – adoção à brasileira (hoje pode até não se justificar porque o vínculo é rompido, mas naquela época era justificável). A adoção também não era irrevogável – partes podiam revogar também por escritura pública aquela adoção. 
	Depois veio uma lei alterando o código civil tornando a idade mínima para adoção 30 anos e permitindo que o adotante tivesse filhos biológicos. Mas isso trouxe problemas pro direito sucessório. Se após a adoção sobreviesse um filho biológico, o filho adotivo teria direito à metade do que teria direito o filho biológico. E se já tivesse filho biológico e resolvesse adotar, o filho adotado não tinha direito a nada em direito sucessório.
	Ao longo da segunda metade do séc. passado, algumas leis foram precursoras do estatuto, e criaram a adoção do menor de idade com o rompimento com a família biológica (se aplicava só a menores de 7 anos, que estivessem em situação irregular.. Eram uns casos muito específicos). Até que veio o ECA.
SE ELE FICOU SEM PAGAR E VOLTOU A PAGAR – PODE EXECUTAR PELO 733 AS 3 ULTIMAS??
Art. 1.699. Se, fixados os alimentos, sobrevier mudança na situação financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o interessado reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, redução ou majoração do encargo.
Parágrafo único. Compete ao juiz, se as circunstâncias o exigirem, fixar a forma do cumprimento da prestação.
Art. 1.703. Para a manutenção dos filhos, os cônjuges separados judicialmente contribuirão na proporção de seus recursos.
Art. 1.705. Para obter alimentos, o filho havido fora do casamento pode acionar o genitor, sendo facultado ao juiz determinar, a pedido de qualquer das partes, que a ação se processe em segredo de justiça.
Art. 1.706. Os alimentos provisionais

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