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RESUMO - Direito Processual Penal - Procedimentos  Nulidades e Recursos

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o desaforamento deve ser requerido ao tribunal competente para a apelação, por qualquer das partes, após a pronúncia; o juiz também pode representar ao tribunal nesse sentido, salvo no caso do artigo 424 § único (demora no julgamento).
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instalação da sessão com 15 jurados no mínimo
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anúncio do processo e pregão
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réu diz se tem advogado
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testemunhas são recolhidas
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advertência aos jurados sobre impedimentos
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sorteio e compromisso de 7 jurados
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interrogatório
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relatório e leitura de peças
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testemunhas de acusação
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testemunhas de defesa
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debates
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réplica (acusação) – tréplica (defesa)
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consulta aos jurados sobre dúvidas
formulação dos quesitos
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sala secreta
(
votação dos quesitos
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sentença
(
volta à sala pública 
proclamação da sentença
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SENTENÇA
CONCEITO: é o ato pelo qual o juiz põe termo ao processo, decidindo ou não o mérito da causa.
CLASSIFICAÇÃO DAS DECISÕES, OU SENTENÇAS EM SENTIDO AMPLO:
- interlocutórias simples – são as que dirimem questões emergentes relativas à regularidade ou marcha do processo, exigindo um pronunciamento decisório sem penetrar no mérito da causa - ex.: recebimento da denúncia ou queixa; decretação da prisão preventiva; concessão de fiança etc. - em regra essas decisões não comportam recursos, salvo disposição expressa em contrário (como a do art. 581), mas são normalmente atacáveis por outros remédios, como o HC, o mandado de segurança e a correição parcial; distinguem-se elas dos meros “despachos”, referem-se à movimentação material do processo (ex.: designação de audiência, juntada de documentos, vista dos autos às partes etc.), e que também podem ser atacados por via de correição parcial quando tumultuarem o andamento do feito, como pode ocorrer, por exemplo, quando se inverte a produção da prova testemunhal.
- interlocutórias mistas (ou decisões com força definitiva) – são as que encerram ou uma etapa do procedimento (são chamadas de não terminativas - ex.: pronúncia, que encerra a instrução perante o juiz, remetendo os autos ao Tribunal do Júri) ou a própria relação processual (são chamadas de terminativas - ex.: nos casos de rejeição de denúncia, de decisão pela ilegitimidade de parte), sem o julgamento do mérito da causa;
- definitivas (ou sentenças em sentido próprio) – são as que solucionam, a lide, julgando mérito da causa.
- condenatórias – quando acolhem, ao menos em parte, a pretensão punitiva.
- absolutórias – quando não dão acolhida ao pedido de condenação.
- próprias – não acolhem a pretensão punitiva, liberando o acusado de qualquer sanção.
- impróprias – não acolhem a pretensão punitiva, mas reconhecem a prática da infração penal e infligem ao réu medida de segurança.
- terminativas de mérito (ou definitivas em sentido estrito) – se julga o mérito, se define o juízo, mas não se condena nem absolve o acusado (ex.: declaração da extinção da punibilidade).
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- sentença suicida – há uma contradição entre a parte dispositiva e a fundamentação, e que são nulas ou podem ser corrigidas por embargos de declaração.
- sentença vazia – decisões definitivas passíveis de anulação por falta de fundamentação.
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REQUISITOS FORMAIS DA SENTENÇA:
- relatório (ou exposição, ou histórico) – é um resumo do processo - art. 381, I e II, CPP.
- fundamentação (ou motivação) – é uma análise dos fatos e do direito - art. 381, III, CPP.
 - dispositivo (ou decisão final, ou conclusão) – o juiz julga o acusado em decorrência do raciocínio lógico desenvolvido durante a motivação em que “dispõe” no processo - art. 381, IV e V.
- a sentença deve ser completa, ou seja, deve o juiz examinar toda a matéria articulada pela acusação e pela defesa.
- é nula a sentença que deixa de considerar todos os fatos articulados na denúncia contra o réu, pois, nesse caso não haverá, a rigor, sentença com relação ao fato ou fatos não apreciados no decisório, com a conseqüente supressão de um grau de jurisdição na hipótese de recurso (sentença citra-petita).
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DE SENTENÇA DE 1° GRAU: cabíveis quando na sentença houver obscuridade, ambigüidade, contradição ou omissão; o prazo é de 2 dias.
EFEITOS:
- esgotamento do poder jurisdicional do magistrado que a prolatou.; não pode mais praticar ato jurisdicional, a não ser a correção de erros materiais (art. 382), e, evidentemente, lhe está proibido de anular a própria sentença.
- saída do juiz da relação processual pois, se transita ela em julgado, a relação se extingue.
RECLASSIFICAÇÃO DO DELITO:
- “emendatio libelli” (erro da denúncia ou queixa na classificação do delito - art. 383) – o juiz faz a correção independentemente de qualquer diligência (mesmo aplicando pena mais grave).
- “mutatio libelli-I” (surgimento de circunstância elementar nova pena igual ou menor - art. 384, caput) – o juiz baixa o processo para a defesa falar.
- “mutatio libelli-II” (surgimento de circunstância elementar nova pena mais grave - art. 384, § único) – o juiz baixa o processo para aditamento da denúncia ou queixa subsidiária, e para conseqüente defesa.
NULIDADES
TEORIA GERAL
CONCEITO: é uma sanção existente com o objetivo de compelir o juiz e as partes a observarem a matriz legal.
ESPÉCIES:
- inexistência – ocorre quando tamanha é a desconformidade do ato com o modelo legal que ele é considerado um não-ato; ausente estará um elemento que o direito considera essencial para que o ato tenha validade no mundo jurídico; não se opera, em relação ao ato inexistente, a preclusão e, por nada ser, não pode ser convalidado - ex.: sentença proferida por quem não é juiz ou por juiz que já não tem jurisdição no momento da prática do ato, ou ainda, a aparente sentença em que não há dispositivo.
- nulidade absoluta – dá se quando constatada a atipicidade do ato em relação a norma ou princípio processual de índole constitucional ou norma infraconstitucional garantidora de interesse público; apesar de constituir vício grave, depende de ato judicial que a reconheça, uma vez que os atos processuais mostram-se eficazes até que outros os desfaçam; não exige a argüição em momento certo e determinado para que tenha lugar o reconhecimento de sua existência, podendo, inclusive, ser decretada de ofício pelo juiz - ex.: sentença proferida pelo juiz penal comum, quando a competência era da justiça militar.
- nulidade relativa – ocorre na hipótese de violação de exigência imposta no interesse das partes por norma infraconstitucional; depende de ato judicial que a reconheça, uma vez que os atos processuais mostram-se eficazes até que outros os desfaçam; para que seja reconhecida, o interessado deve comprovar a ocorrência de prejuízo e argüi-la no momento oportuno, sob pena de convalidação; em regra, não pode ser reconhecida de ofício pelo juiz - ex.; ausência de intimação da defesa acerca da expedição de carta precatória para colheita de testemunho.
- irregularidade – é o vício consistente na inobservância de regramento legal (infraconstitucional), que não acarreta qualquer prejuízo ao processo ou às partes - ex.: ausência de leitura do libelo no julgamento do júri ou a falta de compromisso da testemunha antes do depoimento.
PRINCÍPIOS INFORMADORES DO SISTEMA DAS NULIDADES
- princípio da instrumentalidade das formas – não haverá nulidade se o ato, ainda que praticado de forma diversa daquela prevista em lei, atingir sua finalidade.
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Art. 566 – Não será declarada a nulidade de ato processual que não houver influído na apuração da