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Maus tratos, abusos e humanização hospitalar

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Aula 10: Maus tratos, abusos e sanções legais
Seja bem-vindo a nossa aula. 
Ela está dividida em dois segmentos distintos: 
No primeiro…
Humanização do ambiente hospitalar, veremos como o avanço nas tecnologias de saúde trouxe inicialmente o abandono de uma atitude mais humanista das relações com os pacientes.  Entenderemos como a humanização destes ambientes depende também da humanização das relações institucionais internas e analisaremos alguns aspectos da legislação brasileira que garante os direitos dos pacientes.
No segundo…
Maus-tratos, abusos e sanções legais -, analisaremos o conceito de violência e como os profissionais de saúde estão expostos diretamente às consequências das diversas formas de violências presentes na sociedade. Entenderemos porque idosos e crianças são as vítimas mais frequentes de abusos e de que maneira os profissionais de saúde têm responsabilidades na notificação destes casos.
Para finalizar esta nossa última aula, faremos uma análise do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e veremos como ele tipifica e qualifica os diferentes tipos de violência contra a infância.
Humanização do ambiente hospitalar
A valorização da ciência, a partir essencialmente do século XVIII, produziu muitas mudanças na vida e na rotina das pessoas,
independente destas serem ou não diretamente interessadas em ciência. 
Antes do apogeu positivista da ciência, os hospitais eram locais de exclusão social onde apenas os pobres recorriam (uma vez que os mais abastados traziam os médicos e demais cuidados de saúde para o interior de suas residências) e, na maioria das vezes, a atenção assistencialista do hospital se direcionava para os cuidados materiais e espirituais, uma vez que a cura das doenças não aparecia como alternativa prioritária aos ali internados.
A partir do desenvolvimento da ciência, esta situação se altera em função do grande interesse experimental na análise de patologias e medicamentos. O hospital passa a ser um local de estudo, de aprimoramento de meios de diagnóstico e tratamento. Assim, o foco passa a ser a abordagem técnica e científica das doenças.
Se por um lado esta nova perspectiva faz com que o hospital deixe de ser um local de morte e passe a ser visto como uma instituição de recuperação…
Por outro, condutas associadas ao conforto espiritual ou ao assistencialismo ficaram esquecidas em detrimento da nova abordagem científica.
Nomes passam a ser substituídos por diagnósticos e a maioria dos profissionais de saúde passa a ignorar cuidados básicos de atenção à pessoa do paciente, em detrimento de um profundo rigor na percepção do traçado eletrocardiográfico e da pressão venosa. Assim, houve aparentemente uma inversão de valores associados aos cuidados em saúde. 
Como em uma gangorra, se até o século XVIII a atenção pessoal parecia compensar a carência de possibilidades que a ciência tinha a oferecer, a partir daquele momento os conhecimentos técnicos referentes aos problemas de saúde pareciam tornar desnecessários qualquer atenção pessoal mais cuidadosa com a pessoa do doente.
A abordagem contemporânea de saúde, impregnada de uma perspectiva mais holística, entende que as patologias não podem ser interpretadas exclusivamente através dos órgãos nos quais os distúrbios se exibem, mas precisam ser analisadas sob uma concepção mais global do ser humano, deixando de lado a percepção dualista e compreendendo a pessoa como uma unidade. 
Assim, por definição, esta nova abordagem assume um caráter mais humanístico e a atenção aos componentes subjetivos da doença, seus aspectos emocionais, componentes mórbidos, além da fisiopatologia e demais aspectos das dimensões sociais e psíquicas passam a ser valorizados. Busca-se hoje dosar novas tecnologias e medicamentos de última geração com o relacionamento entre as pessoas, procurando equilibrar ciência e ética através da noção de valores humanos.
A dificuldade na instalação desta humanização do ambiente hospitalar, no entanto, começa pela própria incongruência das circunstâncias. Como em qualquer outra instituição, o hospital convive com objetivos financeiros, políticos, pessoais e uma série de situações de vida que frequentemente se conflitam e transformam ações em instrumentos de anseios nem sempre éticos ou coletivos.
Assim, a humanização do atendimento de saúde passa, primordialmente, pela humanização das próprias relações institucionais.
Os profissionais de saúde submetem-se em sua atividade a tensões psicológicas provenientes do contato permanente com a dor alheia, tensões relativas ao seu desempenho que pode representar a diferença entre a vida e a morte de pessoas, além das pressões que muitos trabalhadores vivenciam, independente de suas áreas de atuação, como as condições salariais e de trabalho. 
Cuidar destes profissionais e humanizar suas relações de trabalho é o passo inicial de qualquer processo de atenção.
Outro importante aspecto diz respeito à consciência de que um trabalho bem sucedido depende:
Tanto da qualidade técnica do profissional.
Quanto da qualidade interacional entre profissional e paciente.
Há uma profunda melhora no desempenho dos profissionais de saúde quando estes são capazes de interpretar aspectos emocionais de seus pacientes.
Com isso, conseguem também  minimizar resistências, otimizar relatos e adesões aos tratamentos.
É fundamental que o profissional de saúde aprimore seus conhecimentos dos aspectos interpessoais da tarefa assistencial e conheça estratégias profissionais de lidar com estas situações.
Leia agora o texto A Humanização Hospitalar.
A Humanização hospitalar
A medicina brasileira já incorporou estes preceitos em seu Código de Ética Médica desde 1988 e o Ministério da Saúde, através das Portarias nº 1286 de 26/10/93- art.8º e nº 74 de 04/05/94, estabelece uma listagem com 35 Direitos dos Pacientes. Estes procuram estabelecer os parâmetros mínimos de uma relação ética entre médicos, paciente e instituições de saúde, assegurando aos pacientes direitos que vão desde o acesso ao seu prontuário até receitas com letras legíveis, dentre muitos outros aspectos. Em 2000, o Ministério da Saúde criou ainda o Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH), constituído por uma comissão voltada para a elaboração de um conjunto de ações integradas que objetivam a transformação da cultura de atendimento de saúde no Brasil. Independente do maior ou menor sucesso destas legislações e iniciativas, o que fica evidente é que não se conseguirá um processo de humanização através de procedimentos burocráticos ou leis que o imponham. Se naturalmente este aspecto legal é importante, muito mais eficazes são as novas abordagens na formação de profissionais de saúde, contemplando esta visão antropológica e humana de suas atividades, além da consciência destes profissionais da necessidade de ações voltadas para o respeito e a dignidade no trato com o outro ser humano. Assim, aprimorar constantemente seus conhecimentos, buscar uma atenção emocional que contemple as queixas subjetivas do doente, oferecer informações claras, precisas e em linguagem acessível ao nível educacional do paciente, respeitar o modo, as ideologias e a qualidade de vida do paciente, respeitar a privacidade e a dignidade alheia, fornecer suporte psicológico adequado e entender que suas condições de trabalho irão se refletir no resultado de suas ações são sensibilidades que não são obtidas por decreto ou imposição, mas sim pela formação humanística e ética dos profissionais de saúde.
Violência
Uma das características mais marcantes das sociedades é a violência. 
Em todas as camadas sociais das mais diversas culturas, vemos historicamente este grave problema social atingindo indiscriminadamente a todos. 
Reconhecer e repudiar um comportamento violento está diretamente associado à existência de valores éticos.
Apenas o cultivo destes valores nos indivíduos é capaz de fazer frente a este tipo de prática que se dissemina como um vírus nas sociedades.
Os profissionais de saúde, no exercício de suas funções, também estão expostosa presenciar situações de violência e precisam pautar suas condutas e respostas a estas situações em padrões éticos que os impeçam de compactuar com qualquer espécie de covardia ou injustiça contra o outro.
Se o profissional estiver atento a estas situações e imbuído da convicção de não compactuação, certamente também estará isento da prática de negligência, abusos e desrespeitos que, infelizmente, ainda estão presentes no exercício profissional de alguns.
OMS ( Organização Mundial de Saúde)
Em seu Relatório Mundial sobre Violência e Saúde, um extenso documento publicado em Outubro de 2002, define violência como sendo “o uso intencional de força física ou poder, real ou em forma de ameaça, contra si próprio, contra o outro, ou contra um grupo ou comunidade, que resulte ou tenha probabilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação”.
Assim, um ato violento é um comportamento que se opõe à ética, na medida em que nega os valores e direitos básicos da pessoa, a “coisifica” e a suprime de sua dignidade e condição de igualdade. Desta forma, tendo o profissional de saúde o reconhecimento da dignidade das pessoas, o respeito pelo outro e a consciência dos valores e direitos humanos, estará moralmente preparado para o enfrentamento destas situações.
Em 1982, a ONU (Organização das Nações Unidas) em assembleia geral instituiu a Resolução 37/194 que trata de princípios de ética médica aplicáveis à função do pessoal de saúde, especialmente aos médicos, na proteção de prisioneiros ou detidos, contra tortura e outros tratamentos cruéis. 
Nesta Resolução, composta por uma série de princípios que não se limitam às pessoas em condição de presos formais, mas se estendem a qualquer indivíduo em condição de privação de sua autonomia de liberdade consta, dentre outros de: 
“uma grave violação da ética médica, bem como uma ofensa aos instrumentos internacionais aplicáveis na área da saúde, participar ativa ou passivamente nos atos que constituem participação, , cumplicidade, incitamento ou tentativa para cometer tortura ou outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes”. 
Deixa claro, assim, a concepção de que presenciar maus-tratos, abusos ou comportamentos degradantes, não os denunciar ou evitar, transforma o profissional de saúde em cúmplice de crime contra o outro.
General AssemblyAssembleia Geral 
Resolução 37/194 111th plenary meeting Reunião plenária 111 18 December 1982 18 de dezembro de 1982 
 37/194. 37/194. Principles of Medical Ethics Princípios de Ética Médica 
 The General Assembly, A Assembleia Geral, 
 Recalling its resolution 31/85 of 13 December 1976, in which it Recordando sua resolução 31/85, de 13 de dezembro de 1976, em que invited the World Health Organization to prepare a draft Code of Medical convidou a Organização Mundial de Saúde a preparar um projeto de Código de Medicina Ethics relevant to the protection of persons subjected to any form of Ética relevantes para a proteção de pessoas sujeitas a qualquer forma de detention or imprisonment against torture and other cruel, inhuman or detenção ou prisão contra a tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos oudegrading treatment or punishment, Official Records of the Economic degradantes, Registros Oficiais da Económicaand Social Council, 1982, Supplement No. 2 (E/1982/12 and Corr.1), chap. Conselho Social e de 1982, Suplemento No. 2 (E/1982/12 e Corr.1), cap.XXVI, sect. XXVI, seita. A, resolution 1982/44. A resolução, 1982/44. 
 Expressing once again its appreciation to the Executive Board of the Manifestando novamente a sua apreciação ao Conselho Executivo do World Health Organization which, as its sixty-third session in January Organização Mundial da Saúde que, como sua sexagésima terceira em janeiro1979, decided to endorse the principles set forth in a report entitled 1979, decidiu endossar os princípios estabelecidos em um relatório intitulado "Development of codes of medical ethics" containing, in an annex, a draft "Desenvolvimento de códigos de ética médica", contendo, em anexo, um projeto body of principles prepared by the Council for International corpo de princípios elaborados pelo Conselho Internacional de Organizations of Medical Sciences and entitled "Principles of medical Organizações de Ciências Médicas e intitulada "Princípios de médicoethics relevant to the role of health personnel in the protection of ética relevantes para o papel do pessoal de saúde na proteção de persons against torture and other cruel, inhuman or degrading treatment pessoas contra a tortura e tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes or punishment", ou castigo ", 
 Bearing in mind Economic and Social Council resolution 1981/27 of 6 Tendo em mente Conselho Económico e Social resolução 1981/27, de 6 de May 1981, in which the Council recommended that the General Assembly Maio de 1981, em que o Conselho recomendou que a Assembleia Geralshould take measures to finalize the draft Principles of Medical Ethics devem tomar medidas para ultimar os projetos de Princípios de Ética Médica at its thirty-sixth session, na sua sessão trigésimo sexto, 
 Recalling its resolution 36/61 of 25 November 1981, in which it Recordando sua resolução 36/61, de 25 de novembro de 1981, em que decided to consider the draft Principles of Medical Ethics at its decidiu considerar os Princípios projeto de Ética Médica em seuthirty-seventh session with a view to adopting them, trigésimo sétimo da sessão, com vista à sua adopção, 
 Alarmed that not infrequently members of the medical profession or Alarmados que não raro os membros da profissão médica ou other health personnel are engaged in activities which are difficult to outro pessoal de saúde estão envolvidos em atividades que são difíceis de reconcile with medical ethics, conciliar com a ética médica, 
 Recognizing that throughout the world significant medical activities Reconhecendo que em todo o mundo importantes atividades médicasare increasingly being performed by health personnel not licensed or são cada vez mais realizada por pessoal de saúde não licenciados ou trained as physicians, such as physician-assistants, paramedics, physical treinados como médicos, tais como médicos-assistentes, paramédicos, físicostherapists and nurse practitioners, terapeutas e profissionais de enfermagem,
 Taking note with appreciation of the "Guidelines for Medical Doctors Tomando nota com satisfação das diretrizes "para Médicosconcerning Torture and other Cruel, Inhuman or Degrading Treatment or sobre a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou DegradantesPunishment in relation to Detention and Imprisonment", as adopted by the Punição em relação à detenção e prisão ", aprovado pelotwenty-ninth World Medical Assembly, held in Tokyo in October 1975, vigésimo nono Assembleia Médica Mundial, realizada em Tóquio, em outubro de 1975,
 
 Noting that in accordance with the Declaration of Tokyo measures Observando que, em conformidade com a Declaração de Tóquio medidas should be taken by States and by professional associations and other devem ser tomadas pelos Estados e pelas associações profissionais e outrasbodies, as appropriate, against any attempt to subject health personnel corpos, conforme o caso, contra qualquer tentativa de pessoal de saúde sujeitasor members of their families to threats or reprisals resulting from a ou membros da sua família de ameaças ou represálias resultante de umarefusal by such personnel to condone the use of torture or other forms of recusa por esse pessoal para tolerar o uso de tortura ou outras formas decruel, inhuman or degrading treatment, tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes, 
 Reaffirming the Declaration on the Protection of all Persons from Reafirmando a Declaração sobre a Proteção de Todas as Pessoas contraBeing Subjected to Torture and other Cruel, Inhuman or Degrading A Tortura e outrasPenas ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes Treatment or Punishment as unanimously adopted in its resolution 3452 Desumanos ou Degradantes como aprovou por unanimidade na sua resolução 3452 (XXX) of 9 December 1975, in which it declared any act of torture or (XXX) de 9 de Dezembro de 1975, na qual declarou qualquer ato de tortura ou other cruel, inhuman or degrading treatment or punishment an offence to tratamento cruel, desumano ou degradante ou punição uma ofensa àhuman dignity, a denial of the purposes of the Charter of the United dignidade humana, uma negação dos propósitos da Carta das Nações UnidasNations and a violation of the Universal Declaration of Human Rights, Nações e uma violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 
 Recalling that, in accordance with article 7 of the Declaration Recordando que, em conformidade com o artigo 7 º da Declaraçãoadopted under resolution 3452 (XXX), each State shall ensure that the adotada nos termos da Resolução 3452 (XXX), cada Estado deve assegurar que ocommission of all acts of torture, as defined in article 1 of that comissão de todos os atos de tortura, tal como definido no artigo 1 º queDeclaration, or participation in, complicity in, incitement to and Declaração, ou participação, cumplicidade, incitamento eattempt to commit torture, are offences under its criminal law, tentativa de cometer tortura, sejam considerados delitos em seu direito penal,
 Convinced that under no circumstances a person shall be punished for Convencidos de que sob nenhuma circunstância uma pessoa deve ser punido por carrying out medical activities compatible with medical ethics regardless realização de atividades médicas compatíveis com a ética médica, independentemente of the person benefiting therefrom, or shall be compelled to perform acts de os beneficiários dessa, ou pode ser obrigado a realizar atosor to carry out work in contravention of medical ethics, but that at the ou para realizar trabalhos em violação da ética médica, mas que nosame time, contravention of medical ethics for which health personnel, mesmo tempo, a violação da ética médica para que o pessoal de saúde,particularly physicians, can be held responsible should entail especialmente médicos, pode ser responsabilizado deve implicar accountability, prestação de contas,
 Desirous to set further standards in this field which ought to be Desejosos de estabelecer normas mais neste campo que deveria ser implemented by health personnel, particularly physicians, and by implementados por pessoal de saúde, especialmente médicos, e porGovernment officials: Funcionários do governo: 
 1. 1. Adopts the "Principles of Medical Ethics relevant to the role Adota os princípios "de Ética Médica relevantes para o papelof health personnel, particularly physicians, in the protection of do pessoal de saúde, especialmente médicos, na proteção deprisoners and detainees against torture and other cruel, inhuman or prisioneiros e detidos contra a tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos oudegrading treatment or punishment" annexed to the present resolution; desumanos ou degradantes ", anexo à presente resolução;
 2. 2. Calls upon all Governments to give the Principles of Medical Convida todos os Governos a dar os Princípios da MedicinaEthics, together with the present resolution, the widest possible Ética, juntamente com a presente resolução, o mais amplo possíveldistribution, in particular among medical and paramedical associations, distribuição, em particular entre as associações médicas e paramédicas,and institutions of detention or imprisonment in an official language of e instituições de detenção ou prisão, em uma língua oficial dathe State; o Estado;
 3. 3. Invites all relevant intergovernmental organizations, in Convida todas as organizações intergovernamentais pertinentes, em particular the World Health Organization, and non-governmental nomeadamente a Organização Mundial de Saúde, e não-governamentaisorganizations concerned to bring the Principles of Medical Ethics to the organizações em causa para trazer os Princípios de Ética Médica para oattention of the widest possible group of individuals, especially those atenção do grupo maior número possível de indivíduos, especialmente aquelesactive in the medical and paramedical field. ativo na área médica e paramédica.
 ANNEX ANEXO 
 Principles of Medical Ethics relevant to the role of health Princípios de Ética Médica relevantes para o papel da saúdepersonnel, particularly physicians, in the protection of pessoal, especialmente médicos, na proteção deprisoners and detainees against torture, and other cruel, prisioneiros e detidos contra a tortura e outros tratamentos cruéis,inhuman or degrading treatment or punishment tratamento desumano ou degradante 
 Principle 1 Princípio 1 
 Health personnel, particularly physicians, charged with the O pessoal de saúde, especialmente médicos, cobrados com omedical care of prisoners and detainees, have a duty to provide them assistência médica a presos e detidos, têm o dever de proporcionar-lheswith protection of their physical and mental health and treatment of com a proteção de sua saúde física e mental e tratamento dedisease of the same quality and standard as is afforded to those who doença da mesma qualidade e padrão como é proporcionada para aqueles queare not imprisoned or detained. não estão presos ou detidos. 
 Principle 2 Princípio 2 
 It is a gross contravention of medical ethics, as well as an É uma contravenção bruto de ética médica, bem como umoffence under applicable international instruments, for health infracção nos termos instrumentos internacionais aplicáveis, para a saúdepersonnel, particularly physicians, to engage, actively or pessoal, especialmente médicos, para participar, ativa oupassively, in acts which constitute participation in, complicity in, passivamente, em atos que constituem participação, cumplicidade,incitement to or attempts to commit torture or other cruel, inhuman incitamento ou tentativa de cometer tortura ou outros tratamentos cruéis, desumanosor degrading treatment or punishment. ou desumanos ou degradantes.
 
 Principle 3 Princípio 3
 It is a contravention of medical ethics for health personnel, É uma violação da ética médica ao pessoal de saúde,particularly physicians, to be involved in any professional especialmente médicos, para ser envolvidos em qualquer profissionalrelationship with prisoners or detainees the purpose of which is not relacionamento com os presos ou detidos a fim de que não ésolely to evaluate, protect or improve their physical and mental apenas para avaliar, proteger ou melhorar sua saúde física e mentalhealth. saúde.
 Principle 4 Princípio 4 
 It is a contravention of medical ethics for health personnel, É uma violação da ética médica ao pessoal de saúde,particularly physicians: especialmente médicos: To apply their knowledge and skills in order to assist in the Para aplicar seus conhecimentos e habilidades, a fim de auxiliar nainterrogation of prisoners and detainees in a manner that may interrogatório de presos e detidos em uma maneira que podeadversely affect the physical or mental health or condition of such afetar a saúde física ou mental de tal prisoners or detainees and which is not in accordance with the presos ou detidos e que não está de acordo com orelevant international instruments; instrumentos internacionais pertinentes; 
"1. For the purpose of this Declaration, torture means any act by "1. Para efeitos da presente Declaração, a tortura designa qualquer ato pelowhich severe pain or suffering, whether physical or mental, is que dor severa ou sofrimento, físico ou mental, éintentionally inflicted by or at the instigation of a public infligidosintencionalmente por ou por instigação de um públicoofficial on a person for such purposes as obtaining from him or a oficial de uma pessoa para fins de obter, dela ou de uma third person information or confession, punishing him for an act he terceira pessoa informações ou confissão, puni-lo por um ato quehas committed or is suspected of having committed, or intimidating tenha cometido ou seja suspeita de ter cometido, ou intimidandohim or other persons. ele ou outras pessoas. It does not include pain or suffering arising Ele não compreende a dor ou os sofrimentos resultantesonly from, inherent in or incidental to, lawful sanctions to the somente a partir, inerentes ou acidentais, sanções legais para aextent consistent with the Standard Minimum Rules for the Treatment medida compatível com as Regras Mínimas para o Tratamentoof Prisoners. dos Prisioneiros.
 "2. Torture constitutes an aggravated and deliberate form of cruel, "2. Tortura constitui uma forma agravada e deliberada de cruel,inhuman or degrading treatment or punishment." tratamento desumano ou degradante. "
Article 7 of the Declaration states: Artigo 7 º da Declaração afirma:"Each State shall ensure that all acts of torture as defined in "Cada Estado deve garantir que todos os atos de tortura como definido naarticle 1 are offences under its criminal law. artigo 1 º sejam considerados delitos em seu direito penal. The same shall apply O mesmo se aplicain regard to acts which constitute participation in, complicity in, no que diz respeito a atos que constituem participação, cumplicidade, incitement to or an attempt to commit torture." incitamento ou tentativa de cometer tortura. "
(b) (B)To certify, or to participate in the certification of, the fitness Para certificar, ou para participar na certificação de, a aptidãoof prisoners or detainees for any form of treatment or punishment de presos ou detidos para qualquer forma de tratamento ou puniçãothat may adversely affect their physical or mental health and which que podem afetar negativamente a sua saúde física ou mental e queis not in accordance with the relevant international instruments, or não está em conformidade com os instrumentos internacionais pertinentes, outo participate in any way in the infliction of any such treatment or para participar de qualquer modo na imposição desse tipo de tratamento oupunishment which is not in accordance with the relevant punição que não está em conformidade com o relevante international instruments. instrumentos internacionais.
 Principle 5 Princípio 5
 It is a contravention of medical ethics for health personnel, É uma violação da ética médica ao pessoal de saúde,particularly physicians, to participate in any procedure for especialmente médicos, para participar em qualquer procedimento pararestraining a prisoner or detainee unless such a procedure is coerção de um preso ou detido, a não ser que tal procedimento édetermined in accordance with purely medical criteria as being determinada de acordo com critérios puramente médicas como sendonecessary for the protection of the physical or mental health or the necessária para a proteção da saúde física ou psíquica ou osafety of the prisoner or detainee himself, of his fellow prisoners segurança do próprio preso ou detido, de seus companheiros prisioneirosor detainees, or of his guardians, and it presents no hazard to his ou detidos, ou de seus guardiões, e não apresenta perigo para a suaphysical or mental health. saúde física ou mental. 
 Principle 6 Princípio 6 
 There may be no derogation from the foregoing principles on any Não pode haver nenhuma derrogação aos princípios precedentes em qualquerground whatsoever, including public emergency. qualquer terreno, inclusive de emergência pública. 
Vítimas frequentes de abusos e maus tratos: crianças e idosos
As vítimas mais frequentes de abusos e maus-tratos são, por sua própria natureza de fragilidade, o idoso e a criança.
Estas características promovem exclusão social e familiar, favorecendo as mais diversas formas de violência.
O estudo mais sistemático da violência contra o idoso começa a surgir em meados da década de 70 e, inicialmente, foi caracterizado apenas em situações de danos físicos intencionais (lesões corporais) produzidos por outros em pessoas com mais de 65 anos. 
Posteriormente, o tema “abuso” foi estendido também a ações que viessem a provocar danos psicológicos, sociais, financeiros ou que demonstrassem situações de negligência, omissão e abandono.
A legislação brasileira já possui uma série de dispositivos de amparo ao idoso. 
A Constituição Federal assegura o impedimento de qualquer forma de descriminação por idade e garante ao idoso o amparo obrigatório pela família e pelo Estado.
O Estatuto do Idoso, Lei nº 10.741/2003, dentre muitas garantias constitucionais, estabelece em seu artigo 19 que é obrigatória a comunicação, por parte dos profissionais de saúde, nos casos de suspeita ou confirmação de maus tratos contra o idoso à autoridade policial e ao Ministério Público, assim como aos conselhos municipal, estadual e nacional do idoso.
Condição semelhante à do idoso vivenciam as crianças, em particular as com menos de quatro anos, casos mais frequentes de abuso.
Apesar de a violência atingir de modo indiscriminado crianças de todas as idades, sexos, cor da pele ou renda familiar, as estatísticas demonstram que crianças pequenas de famílias de baixa renda, em situação de desagregação ou crise, são as mais atingidas. 
Além de episódios de agressão física, é frequente evidências de negligência e abandono. 
Dentre as crianças de rua, as estatísticas apontam adolescentes do sexo masculino como os mais atendidos por traumas e efeitos relacionados a drogas, sempre com elevados índices de evasão hospitalar.
De modo geral, há a ideia de que a violência urbana é maior do que a doméstica. Estudos recentes, no entanto, demonstram que no que se refere à violência infantil este dado não procede.
Segundo alguns autores, a violência urbana vem aumentando inclusive como consequência da violência vivenciada em casa pelas novas gerações, que incorporam procedimentos violentos à sua forma de relação social. 
Esta situação, de fato, não é nova. A criança sempre foi percebida como uma propriedade dos pais mais do que como uma pessoa de fato e de direito.
ECA
O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), Lei Federal 8.069/1990 em seus artigos 3º e 5º, define a prática de maus-tratos como sendo toda ação ou omissão que prejudique o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de dignidade e de liberdade. 
A violência doméstica, por sua vez, é concebida como aquela praticada por ato ou omissão dos pais, parentes ou responsáveis, contra a criança ou adolescente que possa vir a promover dano físico, sexual ou psicológico à vítima. 
Físico
Produzidos por uso de força física, de modo intencional ou acidental, com o objetivo de ferir independente da motivação. Este tipo de dano é configurado como delito de lesão corporal, artigo 129 do Código Penal ou homicídio, artigo 121.
Psicológicos
Produzidos por influência ou interferência negativa, capaz de formar no menor sentimentos autodestrutivos, deformações de caráter ou morais. Este tipo de dano se configura através de condutas de rejeição, hostilidade, frieza, agressões verbais, depreciação, discriminação, exigências incompatíveis com a idade ou condições da criança ou adolescente, dentre outros.
Sexuais
Produzidos por ação de cunho sexual ou erótico, utilizadas para gratificação sexual de adulto ou pessoa de mais idade que o menor. Esta prática envolve qualquer tipo de contato em área erógena, abusos verbais, indução à prostituição, exibição de material pornográfico e quaisquer outras formas de exploração sexual, independente do uso ou não de violência física ou coerção. O Código Penal tipifica esse tipo de conduta no capítulo que trata dos crimes contra a liberdade sexual(artigos 213 a 216-A) e o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 244-A, como crime de exploração sexual.
Por negligência
Produzidos por omissão do responsável que, por ato intencional ou não, deixa de prover adequadamente as necessidades da criança ou adolescente para o seu perfeito desenvolvimento. Consideram-se as necessidades referentes à alimentação, supervisão emocional e psicológica, proteção e cuidados com saúde, higiene e educação. Estes danos podem acarretar perda do pátrio poder e são definidos como abandono pelo Código Penal nos artigos 244 e 246, referentes ao abandono material e intelectual e 133, referente a abandono de incapaz.
É importante frisar que, apesar da denúncia de maus-tratos ser antes de tudo um dever cívico de qualquer cidadão na defesa dos direitos de seu semelhante, por força de lei alguns profissionais em função de sua atuação social são considerados responsáveis específicos por este tipo de notificação. 
O Artigo 56 do ECA aponta os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental como tendo o dever de informar ao Conselho Tutelar os casos de maus-tratos envolvendo seus alunos. 
O artigo 245 do ECA especifica o médico, o professor de ensino fundamental, pré-escola ou creche e o responsável por estabelecimento de atenção à saúde como responsáveis pela denúncia.
Vale ressaltar que estes profissionais, apesar da incumbência legal em notificar, não precisam investigar os responsáveis pelos maus-tratos ou descobrir qualquer motivação, cabendo a eles exclusivamente o ato de comunicar o fato à autoridade legal e desenvolver as ações de sua especialidade para o tratamento e recuperação da vítima.
Leia agora o texto A Humanização Hospitalar - atividade.
A Humanização hospitalar - atividade
A humanização do atendimento hospitalar requer mudança de valores, comportamento, conceitos e práticas, exigindo do atendente um reposicionamento no que se refere ao atendimento aos usuários. Essa postura está obrigando o Sistema Único de Saúde (SUS) a investir em treinamento de todos os seus colaboradores. É possível compreender que a humanização é uma nova visão de atendimento ao paciente/usuário/colaborador/gestor, possibilitando um trabalho de melhor qualidade, visto que “humaniza-os" porque os tornam mais ricos em humanidade, em sensibilidade e em afetividade. "Humaniza-os" porque traz à tona sua grandeza, sua força e sua sabedoria. "Humaniza-os" porque lhes permite a experiência do mistério da vida, da dor e da vitória, do risco e da alegria. "Humaniza" o médico e os demais profissionais, dando-lhe mais profundidade de compreensão do processo da doença e sua prevenção, mais segurança para lidar com ele, tornando-os pessoas mais plenas (JAKOBI, 2004, p.1). Entende-se que a humanização é uma ação complexa, visto que o indivíduo não pode ser considerado humanizado somente pelo seu conhecimento, mas sim a forma com que usa esse saber, no caso dos servidores dos hospitais, em benefício da saúde dos pacientes e da qualidade do ambiente.
Tânia Aparecida dos Reis – Rede Humaniza SUS –http://www.redehumanizasus.net/771-a-humanizacao-hospitalar
O texto se refere a um treinamento necessário para que o ambiente hospitalar se torne mais humanizado. Este treinamento, em seu entendimento, está centrado prioritariamente em qual destas concepções?
( ) Aprimoramento dos conhecimentos técnicos, pois a humanização implica em melhor qualificação tecnológica e aprimoramento científico.
( ) Aprofundamento dos aspectos interpessoais das relações, pois há uma profunda melhora no desempenho dos profissionais de saúde quando estes são capazes de interpretar aspectos emocionais de seus pacientes.
( ) Aperfeiçoamento dos procedimentos de gestão, pois a burocracia nas relações institucionais é o que mais caracteriza a desumanidade com que o usuário é tratado no SUS.
1. A história das relações institucionais de saúde demonstra que com o avanço das tecnologias de tratamentos, a partir de meados do século XVIII, os cuidados assistencialistas e a atenção pessoal com os pacientes se alteraram em que sentido?
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1) Melhoraram, já que as instituições passaram a ter uma perspectiva mais científica e menos medieval da concepção das doenças. 
2) Pioraram, pois a atenção passou a ser voltada para os conhecimentos técnicos e os novos procedimentos terapêuticos descobertos nas pesquisas. 
3) Pioraram, na medida em que as novas tecnologias dispensavam os cuidados e a atenção que eram dadas aos pacientes na ausência de tecnologias terapêuticas eficazes. 
4) Melhoraram, pois a atenção pessoal e os cuidados assistencialistas puderam ficar a cargo exclusivo de freiras e outras pessoas que tinham mais condições de se dedicar a estes procedimentos do que o pessoal de saúde. 
5) Tornaram-se cuidados mais especializados e menos direcionados para o acalanto religioso e espiritual, que caracterizava a atenção dada aos pacientes antes da existência de tratamentos eficazes de saúde. 
2. Segundo a Resolução 37/194 da ONU, fica claro que, no que se refere à relação do pessoal de saúde com situações de maus-tratos ou abusos:
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1) Presenciar maus-tratos, abusos ou comportamentos degradantes - e não os denunciar ou evitar - transforma o profissional de saúde em cúmplice de crime contra o outro. 
2) O profissional de saúde não deve, em hipótese alguma, participar de qualquer ato de violência contra o outro, mas não cabe a ele e sim à autoridade policial denunciar ou evitar estas situações. 
3) Presenciar situações de maus-tratos, abusos ou comportamentos degradantes não é crime ou ato passível de punição, desde que o profissional de saúde não esteja nele envolvido diretamente. 
4) Presenciar maus-tratos, abusos ou comportamentos degradantes - e não os denunciar ou evitar - faz com que o profissional de saúde não cumpra na plenitude sua cidadania, mas não o transforma em cúmplice de crime contra o outro. 
5) O profissional de saúde que presencia atos de maus-tratos, abuso ou comportamento degradante tem obrigação legal de investigar as causas e responsabilidades e, na evidência de culpa, dar ordem de prisão e encaminhar o agressor à instituição policial. 
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3. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) classifica as formas de violência contra a infância nos seguintes tipos:
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1) Física, psicológica, sexual e por negligência. 
2) Abandono, agressão, tortura e fome. 
3) Legal, moral, sexual e econômica. 
4) Física, sexual, educacional e por constrangimento. 
5) Moral, física, ética e psicológica. 
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