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MATERIAL DE APOIO - DIREITO CIVIL  - PARTE GERAL - Apostila 6

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por si, só, represente ofensa ao princípio da menor onerosidade ao devedor indicado 
no CPC. 
Processos: Resp 1035510 
STJ - O Tribunal da Cidadania 
Procon possui atribuição para aplicar sanções a seguradoras privadas 
12/09/2008 
O Procon pode aplicar sanções em seguradoras privadas se elas descumprirem 
qualquer direito básico do consumidor. Essa é a decisão unânime da Segunda Turma 
do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, sob a relatoria do ministro Humberto 
Martins, negou provimento a um recurso ordinário proposto pela Sul América 
Capitalização S/A. A empresa alegava que o Procon não teria atribuição para aplicar a 
multa, o que caberia somente à Superintendência de Seguros Privados (Susep). 
 
Segundo os autos, a Sul América Capitalização S/A teria descumprido um direito 
básico do consumidor devido a uma publicidade enganosa. Com isso, o órgão de 
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proteção e defesa do consumidor – Procon da Bahia – aplicou-lhe uma sanção. No 
STJ, a seguradora impetrou um recurso ordinário em mandado de segurança contra o 
acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) que havia negado o pedido 
lá formulado. 
 
A defesa da empresa sustentou que o Procon não tem atribuição para a aplicação de 
sanções administrativas às seguradoras privadas. Afirmou que, com base no Decreto 
nº 73/66, caberia somente à Susep a normatização e fiscalização das operações de 
capitalização. Sob essa alegação, afirmou, ainda, que a multa discutida no caso 
incidiria duas vezes sobre a mesma coisa (bis in idem) e geraria enriquecimento sem 
causa dos estados, pois a Susep é autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, 
enquanto o Procon, às Secretarias de Justiça estaduais. 
 
No seu voto, o ministro Humberto Martins afirma que não há que se falar em bis in 
idem ou enriquecimento sem causa do estado porque à Susep cabe apenas a 
fiscalização e normatização das operações de capitalização pura e simples, nos termos 
do Decreto nº 73/66. Quando qualquer prestação de serviço ou colocação de produto 
no mercado envolver relação de consumo, se insere no Sistema Nacional de Defesa do 
Consumidor (SNDC), é integrado por órgãos federais, estaduais, municipais e do 
Distrito Federal, além das entidades privadas que têm por objeto a defesa do 
consumidor. 
 
O ministro afirma, ainda, que o Decreto n. 2.181/97, combinado com o Código de 
Defesa do Consumidor, confere aos órgãos de proteção e defesa do consumidor 
estaduais, como é o caso do Procon da Bahia, a atribuição para fiscalizar as relações 
de consumo, podendo aplicar sanções. Ele ressalta que a legitimidade do Procon da 
Bahia para a aplicação da multa também se valida em razão do atributo da 
imperatividade inerente a todo ato administrativo. 
Processos: RMS 23798 
 
Fonte das notícias: www.stj.gov.br 
Plantão de Dúvidas: www.lfg.com.br 
Consulte outros textos interessantes no site: www.novodireitocivil.com.br 
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 Bibliografia: Novo Curso de Direito Civil – Parte Geral - Pablo Stolze 
Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho, Ed. Saraiva, (www.editorajuspodivm.com.br ou 
www.saraivajur.com.br) 
 
 
5. MENSAGEM 
 
 
“Não devemos pedir ao Pai fardos mais leves, mas sim, ombros mais 
fortes” 
Santo Agostinho. 
Um grande abraço! 
Fiquem com Deus! 
O amigo, 
Pablo. 
 
C.D.S. 2008.2.Revisado.

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