Apostila Teoria e Pratica da Redacao Juridica 2012 (2)
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Apostila Teoria e Pratica da Redacao Juridica 2012 (2)


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Considerando que o agente, autoridade policial armada, cujo principal dever de ofício é dar proteção e amparo aos cidadãos em tempo integral, encontrava-se à paisana, em estado de embriaguez, e iniciou, violentamente, constrangimento à vítima para conjunção carnal ou ato libidinoso em veículo de transporte de passageiros, demonstrando não possuir o equilíbrio necessário esperado de um homem da lei;
 Considerando a impertinência ostensiva do agente, que ignorou as constantes represálias da vítima, e o modo frio e covarde com que executou os disparos, sem permitir qualquer reação; 
 Considerando serem necessárias todas as medidas que impeçam o processo de banalização da vida (ou da morte) humana que todos vivenciamos em nossos dias, especialmente por parte daqueles que a deveriam proteger;
 Opina-se pela sumária expulsão do agressor do efetivo da Polícia Militar, sem prejuízo das sanções militares legais, e que seja acatada denúncia pelo Ministério Público requerendo sua condenação, em rito sumário (prisão em flagrante), às penas previstas no art. 121, §2o, II, do Código Penal, homicídio doloso qualificado (motivo fútil).
Caso 3)
RIO O GLOBO 3a. edição, Sábado, 8 de maio de 1999.
Mãe diz que não abandonou o menino que caiu.
Moradora do Barramares, onde filho morreu em queda do 26º andar, achou que ele seria vigiado pelo irmão mais velho.
 O sono pesado de Fernando Moraes Júnior, de 3 anos, deu à mãe dele, Rosana Rosa Cavalcanti da Silva, a certeza de que poderia ir sem problemas até a farmácia de propriedade da família num pequeno shopping embaixo do apartamento onde mora, no 26º. andar de um dos prédios do Condomínio Barramares, na Barra da Tijuca. Segundo Rosana contou a parentes, mesmo assim pediu para o filho mais velho, de 8 anos, ficar em casa até que ela voltasse. Mas o menino recebeu um telefonema de um vizinho e saiu para jogar bola. Fernando acordou sozinho. Abriu a porta do quarto e levou uma cadeira até a varanda \u2013 que estava com a porta de correr aberta. Fernando subiu na cadeira, apoiou-se no parapeito sem grade, desequilibrou-se e caiu de uma altura de pouco mais de 80 metros às 20h40m de anteontem. Ele morreu no local e foi enterrado ontem à tarde no Cemitério São João Batista, em Botafogo. 
 À mãe foi avisada e foi para o local.Em estado de choque, sentou e chorou ao lado do corpo do filho por mais de duas horas. Segundo testemunhas, antes de cair no chão o corpo ainda bateu num coqueiro na frente do edifício, o que amorteceu a queda e evitou que ele tivesse muitas escoriações. O menino ainda teria respirado por alguns instantes, mas não resistiu. Policiais militares cobriram o corpo com um plástico preto. Na mesma noite, em São Conrado, Rodrigo Martins Lopes, de 6 anos, morador da Favela da Rocinha, escapou de ser atropelado na auto-estrada Lagoa-Barra, após ter caído de uma caminhonete. Ele havia se pendurado na carroceria do veículo. Foi socorrido por motoristas e internado, em estado grave, no Hospital Miguel Couto.
 Parentes negam hipótese de negligência da mãe. 
 Cerca de 30 pessoas acompanharam o enterro de Fernando ontem à tarde. Os pais, que haviam tomado tranqüilizantes para conseguir ir ao velório, ficaram por um tempo sentados na capela chorando muito. Amigos e parentes falavam com incredulidade e dor sobre a tragédia. 
 - Não há dúvidas de que foi uma fatalidade. Ela sempre foi uma excelente mãe, cuidadosa, carinhosa com os filhos. Não foi negligência \u2013 afirmou Gisela Moraes Zepeta, irmã de Fernando Moraes, pai do menino.
 À morte foi registrada na 16ª. DP (Barra) como fato a ser investigado. O perito Antônio Carlos Alcoforado disse que encontrou uma cadeira na sacada do apartamento no 26º andar. Segundo ele, o parapeito tinha 1.20 metros e só com a cadeira o menino poderia ter ultrapassado. O delegado titular Heitor Gonçalves disse que vai esperar alguns dias até que a família esteja mais tranqüila para tomar os depoimentos. Segundo ele, caso seja apurada negligência na atenção ao menor, o responsável poderá ser indiciado por homicídio culposo. 
 - Não podemos, porém falar de um caso assim porque a família já está sofrendo muito. Temos que esperar pelas provas técnicas \u2013 disse o delegado. 
 Ontem a farmácia estava fechada com um bilhete na porta: \u201cPor motivo de falecimento não abriremos hoje. Agradecemos à compreensão\u201d. A família foi para a casa de parentes. Segundo Gisela, Rosana contou que foi até a Farmácia Barramares 2000, que é administrada pelo marido Fernando, pegar remédios e um panfleto para fazer no computador de casa. Gisela afirmou que Rosana não trabalha na farmácia.
 A mãe teria demorado menos de cinco minutos fora de casa. 
 A mãe contou ainda que o menino estava cansado depois de brincar na creche que freqüentava desde o início do ano, dentro do condomínio. Depois de tomar banho e jantar, ele dormia profundamente, segundo a mãe que aproveitou para descer. Segundo Gisela, Rosana teria demorado fora de casa cerca de cinco minutos até o momento do acidente.
 - Ele tinha o sono muito tranqüilo, mas ela nunca o deixava sozinho. Ninguém imaginaria que isso ia acontecer, foi uma coincidência rara. Parece que era o destino dele não ter ninguém em casa naquele momento, porque havia chegado a sua hora \u2013 disse. 
 No Condomínio Barramares, um dos mais antigos e tradicionais da Barra, poucas pessoas quiseram falar sobre o assunto ontem. Alguns vizinhos lamentavam que o apartamento não tivesse grades ou telas para proteger as crianças deste tipo de acidente doméstico. 
Caso 4)
Sexta-feira, 10 de novembro de 2000 JORNAL DO BRASIL cidade@jb.com.br
Maitê ganha indenização da Shering 
A indústria química Schering do Brasil foi condenada pela 18ª. Vara Civil, a indenizar a atriz Maitê Proença, no valor de dois mil salários mínimos (R$ 320 mil), por danos morais. De acordo com a ação movida por Maitê, ao promover o anticoncepcional Microvlar, ela teve sua imagem profissional arranhada, porque algumas cartelas do produto não continham o número de pílulas discriminadas pela embalagem, o que gerou diversas reclamações;
 Na sentença o juiz Werson Franco Pereira Rêgo determinou ainda que o laboratório faça uma retratação pública, de âmbito nacional, desvinculando a imagem da atriz de seus produtos. O advogado de Maitê, Paulo César Pinheiro Carneiro, vai recorrer do valor a ser pago. Segundo ele, o montante teria que ser proporcional ao poder econômico do ofensor. \u201cO laboratório faturava mensalmente R$ 1,6 milhões com a venda dos anticoncepcionais. Acho que a metade disso seria um valor razoável a ser pago\u201d.
 Já o advogado da Schering, Cid Scartezzine Filho, qualificou como absurdo o valor estipulado na sentença e também recorrerá. Para ele, não houve qualquer tipo de abalo à imagem de Maitê. \u201cEla apenas aparecia anunciando a nova embalagem do produto, e o fato de ter havido problemas com algumas cartelas do Microvlar, não justificaria uma ação judicial por parte da atriz\u201d, disse.. 
Atriz, que poderá receber R$ 302 mil, alegou prejuízo à imagem em propaganda de pílula.
 A Schering do Brasil foi condenada pelo juiz Werson Franco Pereira Rêgo, da 18a. Vara Cível do Rio de Janeiro, a pagar para a atriz Maitê Proença uma indenização de dois mil salários mínimos, o que corresponde hoje a R$ 302 mil. O pagamento é uma reparação por danos morais e à imagem da atriz, que participou de uma campanha publicitária, em 1998, para resgatar o confiança das mulheres no anticoncepcional Microvlar, cujas vendas despencaram depois da denúncia de que muitos comprimidos colocados à venda no mercado eram feitos de farinha de trigo. 
 A campanha publicitária deveria ser veiculada por três meses, mas acabou sendo retirada do ar porque novas irregularidades foram descobertas.
 Além da indenização, o juiz determinou
Espi
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adilson
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muito obrigado atodos !
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