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Digest4_motil-intestinal

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de 1 cm por segundo e propulsionam o conteúdo do intestino grosso por um segmento significativo do cólon.
	A contrações do ceco e de partes proximais do intestino grosso são segmentares na maioria, e são mais efetivas na mistura e circulação do conteúdo do que na propulsão. Este tipo de motilidade facilita a mistura do quimo e a absorçao de sais e água pelo epitélio colônico.
	Contrações segmentares dividem o cólon em segmentos ovóides chamados haustras. Por isso a segmentação no cólon é chamada haustração. A principal diferença entre a haustração e a segmentação do intestino delgado é a regularidade dos segmentos produzidos pela haustração ao longo do segmento intestinal envolvido neste movimento.
	O padrão da haustração varia numa sequência de contrações e relaxamentos dos segmentos o que resulta num movimento para frente e para traz, misturando o conteúdo luminal. Quando algumas haustras são esvaziadas na direçao próximo-distal ocorre propulsão; isto é chamado de propulsão segmentar.
	No cólon proximal padrões antipropulsivos predominam. Peristalse reversa e propulsão segmentar para o ceco pode ocorrer. Estes movimentos retrógrados retem o quimo no cólon proximal e assim facilitam a absorçao de sais e água do cólon proximal.
	A velocidade de fluxo do quimo no cólon proximal é cêrca de 5 cm por hora, em indivíduos em jejum. A motilidade aumenta para 10 cm por hora após uma refeiçao.
	Cêrca de 3 vezes por dia ocorre um movimento de massa que esvazia o cólon proximal em direçao caudal. Um pouco antes do movimento de massa ter lugar, as contrações haustrais relaxam. Então o anel de contração da musculatura circular começa e se prolonga até que um segmento inteiro esteja contraído. Depois a área de contração relaxa, a haustra reaparece, e o padrão dominante de motilidade retorna.
	Já a passagem do quimo do cólon ascendente para o transverso é muito lenta, com exceçao dos movimentos de massa no cólon proximal que rapidamente enche o cólon transverso.
	No cólon transverso e descendente os movimentos não são antipropulsivos. Há predomínio de haustração e peristalse curta. Estes movimentos resultam na mistura do conteudo e o lento transporte das fezes, que vão se tornando mais sólidas a medida que se deslocam pelo cólon. Apenas durante os movimentos de massa há um deslocamento rápido das fezes ao longo de segmentos consideráveis.
	O cólon apresenta reflexos como o intestino delgado. Distensão de uma parte produz relaxamento reflexo de outras partes. Este reflexo é mediado pelo sistema nervoso simpático.
	A motilidade do cólon proximal e distal, bem como a frequência dos movimentos de massa, aumentam reflexamente após a chegada do alimento no estômago. Este reflexo é denominado de relfexo gastrocólico. O reflexo gastrocólico possui um rápido componente neural, o qual é desencadeado pela o estiramento do estômago. Provavelmente a eferência é levada pelo parassimpático para o cólon poximal (via vago) e distal (via nervos pélvicos). O reflexo gastrocólico pode também ter um componente hormonal, colecistocinina e gastrina são possíveis candidatos a mediadores. Estes hormônios atingem níveis sanguineos após refeições suficientemente altos para estimular a motilidade colônica "in vitro".
O Reto e o Ânus
	O reto normalmente está vazio ou quase vazio. O reto é mais ativo em contrações segmentares que o cólon sigmóide. Assim o conteúdo retal tende a se mover retrogradamente para o cólon sigmóide. O canal anal é firmemente fechado por dois esfíncteres. anal interno e o anal externo. Antes da defecação o reto é preenchido como resultado de um movimento de massa no cólon sigmóide. O enchimento do reto provoca o relaxamento reflexo do esfíncter anal interno, e a constricção reflexa do anal externo, e causa também a necessidade de defecar.
	A falta da funcionalidade dos nervos motores do esfíncter anal externo leva a defecação involuntária quando o reto é preenchido (distendido). As reações reflexas dos esfíncteres à distensão retal é transiente. Se a defecação for adiada, os esfíncteres recuperam o tônus normal e a necessidade de defecação é temporariamente suspensa.
	A decisão de defecar, do ponto de vista fisiológico, significa que se relaxam o esfíncter anal externo e o músculo puboretal e ao mesmo tempo se contraem os fascículos laterais do músculo elevador do ânus. Estes movimentos abaixam o períneo, aumentando o ângulo anoretal. A evacuação é normalmente precedida por uma inspiração profunda, com abaixamento do diafragma. Há, então o fechamento da glote e a contração dos músculos respiratórios com os pulmões cheios elevam a pressão intratorácica e intraabdominal. Contrações do músculos da parede abdominal aumentam a pressão intraabdominal, e ajuda a forçar as fezes pelos esfíncteres relaxados.
	A defecação ocorre por ação reflexa integrada nos ramos espinhais sacrais, porém com modulação de centros superiores. As vias eferentes são parassimpáticas dos nervos pélvicos. O simpático não desempenha papel significativo na defecação.