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VISITA DOMICILIAR

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da equipe de saúde pública pertinente ao Programa Saúde da Família vem surtindo, nos casos acompanhados, os resultados desejados e esperados. Nas duas últimas residências visitadas, nada intrinsecamente ligado aos lares observados contribuiria para um possível adoecimento de algum de seus moradores ou comprometeria o bem estar de qualquer um dos moradores. 
Com relação a primeira residência, a questão da limpeza foi mais chamativa, mas com a afirmação da moradora que não se tratava de evento frequente e inclusive ela mesma estava se preparando para limpar o local, espera-se que ao menos o asseio do apartamento seja mantido por aqueles moradores. 
Todos os visitados fazem acompanhamento médico contínuo e mantém hábitos de vida saudáveis e regulares, como refeições frequentes, atividade física e exames periódicos. Há exceção dos maridos de Dona Francisca, senhor Francisco, e do genro de Dona Deusa, que não são adeptos convictos da prevenção da doença frente a seu posterior tratamento. Fator cultural que pode levar a sérios danos a esses indivíduos já que não dispõem de atenção constante às suas condições de saúde.
O que mais nos preocupou nesse condomínio visitado, assim como aos moradores acompanhados e que pôde ser observado e notificado pela equipe foi o constante foco de dengue que existe nas proximidades. É cabível ressaltar a quantidade de idosos que habitam a região e também crianças, ambos muito mais frágeis ao adoecimento por dengue. 
É também importante relembrar a recorrente queixa dos moradores mais próximos que convivem e podem observar diretamente o problema em choque com o descaso do proprietário do local fonte de criadouros, da administração do condomínio, que faz vista grossa, e das autoridades responsáveis notificadas que não tomam as devidas ações.
Especificamente relacionado a dengue, todos os entrevistados se dizem conscientes do perigo dessa doença, principalmente para idosos e crianças, e também se dizem cientes do novo tipo de vírus que vem sendo encontrado na região, o DEN-4. Mesmo sem muita informação, todos entendem a gravidade de mais um tipo de microorganismo patogênico e dos perigos que ele pode vir a causa para um área densamente povoada como é o Rio de Janeiro.
No demais, as visitas foram satisfatórias. A própria agente de saúde afirmou ter poucos casos sérios em sua área de atuação, nenhum tendo correspondido aos lares por nós visitados, e essas pessoas que pudemos acompanhar realmente se empenham para que ao invés do tratamento pós adoecimento, possam promover a saúde e conscientização evitando danos maiores futuros, consciência essa que é justamente o objetivo do PSF.