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SOBRE A CONTRADIÇÃO, MAO TSETUNG

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL - DESES/CCSO
DISCIPLINA: Fundamentos Historicos e Teoricos Metodologicos do Servico Social II
ALUNA: Sarah Taynah da Conceição Ferreira
SEMINÁRIO DE FUNDAMENTOS II (12/08/2021):
RESUMO SOBRE A CONTRADIÇÃO POR MAO TSETUNG, 1937
1. INTRODUÇÃO:
TÓPICOS: As duas concepções do mundo, a universalidade da contradição, a particularidade
da contradição, a contradição principal e o aspecto principal da contradição, a identidade e a
luta dos aspectos da contradição, o lugar do antagonismo na contradição.
A lei da contradição ou lei da unidade dos contrários está presente em todos os aspectos da
vida, ela é uma lei fundamental da dialética materialista, pois a dialética é a formação da tese,
antítese e a síntese, o conflito originado pela contradição, essa síntese leva ao movimento da
vida e desses novos debates filosóficos, porque as ideias, mesmo que predominantes, na
atualidade sempre estão sendo contestadas para um novo patamar.
2. AS DUAS CONCEPÇÕES DE MUNDO:
TÓPICOS: O modo de pensar metafísico e dialético.
Na história da humanidade sempre houve como predominante as duas concepções acerca das
leis do desenvolvimento do mundo: a metafísica e a dialética. Há várias formas de interpretar
o que seria a metafísica e a dialética, em relação a metafísica, existe: a perspectiva aristotélica
e a chinesa, conhecida como Suansiue.
2. 1. A METAFÍSICA:
Esse modo de pensar dominou por séculos pelo mundo, as reflexões e os debates eram as
principais formas de interpretar a vida, como por exemplo: em Atenas, os próprios filósofos
famosos como Aristóteles, Platão e Sócrates viviam debatendo e idealizando formas de
governo, sociedades, etc.
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Na visão aristotélica, a metafísica seria o estudo do ser em geral, uma espécie de ciência que
não se limita a estudar uma área, como uma subdivisão fundamental da filosofia, semelhante à
ciência, mãe de todas as outras que se originariam depois.
A metafísica é caracterizada pela investigação das realidades que transcendem a experiência
sensível, capaz de fornecer um fundamento a todas as ciências particulares, por meio da
reflexão a respeito da natureza, sem qualquer atividade empírica ou sensorial.
No modo geral, a metafísica é uma ciência geral que se fundamenta no estudo por meio de
reflexões, sem experimentos.
Seguindo em frente em relação ao contexto histórico, é falado no texto algo semelhante a
frase de Lenin: ‘’há décadas em que nada acontece e há semanas em que décadas acontecem’’,
pois desde que a burguesia tomou conta da maior parte do poder na sociedade, a revolução
industrial se tornou um motor da história, a revolução científica ficou mais acelerada,
desencadeando em um grande progresso de desenvolvimento econômico-social em uma
grande parcela do mundo, visto que o capitalismo não se limitou apenas no continente
europeu, ele ultrapassou todas as fronteiras que existiam:
[...] Na Europa, o próprio materialismo foi metafísico nos primeiros tempos
da existência da burguesia. Em resultado de toda uma série de Estados
europeus, ao longo do seu desenvolvimento económico-social, terem entrado
na fase do capitalismo altamente desenvolvido, e de as forças produtivas, a
luta de classes e a ciência, terem atingido um nível de desenvolvimento sem
precedente na História, e ainda em resultado de o proletariado industrial se
ter transformado na maior força motriz da História, nasceu a concepção
materialista-dialéctica, marxista, do mundo. A partir de então, ao lado dum
idealismo reacionário patente e de nenhum modo camuflado, viu-se aparecer,
no seio da burguesia, um evolucionismo vulgar, oposto à dialéctica
materialista. (p. 2)
A problemática começa a surgir em relação a metafísica, pois ela traz uma visão unilateral
sobre o mundo, como por exemplo: no livro ‘’A República'', muitas suposições de Platão são
feitas sobre formas de governo, a política, modelos de sociedade, mas apenas é considerado a
opinião no debate de 2 debatedores, no campo do debate, sem enxergar que a sociedade é
dinâmica e composta por uma variedade de indivíduos: ‘’E se se reconhecem as mudanças, é
apenas como aumento ou diminuição quantitativos, como simples deslocação, residindo as
causas dum tal aumento, diminuição e deslocação, não nos próprios fenômenos, mas sim fora
deles [...]’’.
Os metafísicos não reconhecem que um fenômeno pode se reproduzir para um fenômeno
diferente, como por exemplo: para eles, tudo de problemático que caracteriza a sociedade
capitalista já encontrava-se igualmente na sociedade escravista da antiguidade e na sociedade
primitiva, essas questões para eles sempre irão existir, fazendo com que eles permaneçam
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estáticos nos problemas sociais existentes, além disso, eles acreditam que as causas do
desenvolvimento da sociedade se explicam por outras condições, fora do modelo do sistema
do Estado, como o meio geográfico, o clima, assim podem acabar tentando classificar como
sociedades menos evoluídas as indígenas, e mais evoluídas as europeias industriais.
Em resumo, seguidores da metafísica negam a dialética materialista, negam os problemas
sociais provocados pelo capitalismo, de enxergar o sistema como um problema e negam tentar
provocar uma mudança nessa injustiça, por isso são incapazes de explicar a diversidade
qualitativa dos fenômenos, bem como a transformação de uma qualidade em uma outra.
2. 2. A DIALÉTICA:
A dialética materialista explica que o desenvolvimento dos fenômenos é determinado pelas
respectivas contradições internas (política e economia) e não externas (meio ambiente, clima,
etnia), deve-se estudar as relações entre os fenômenos considerando as mudanças no seu
desenvolvimento, as causas que devem ser buscadas são internas, não externas. É admitido
sim que as causas puramente externas são capazes de provocar o movimento mecânico dos
fenômenos na sociedade, porém em modificação de volume e de quantidade, não em
diversidade dos fenômenos.
CONTRADIÇÃO INTERNA CONTRADIÇÃO EXTERNA
Base da Sociedade: Movimento, Política,
Economia, Relações de Produção
Topo da Sociedade: Natureza, Geografia,
Clima
Muitos países de condições externas semelhantes se desenvolvem de formas diferentes por
mais que apresentem as mesmas condições de meio ambiente, como por exemplo: costuma-se
ver que povos indígenas são todos iguais, mas não são, cada povo tem sua própria cultura,
política, religião e linguagem, por mais que estejam em territórios semelhantes, eles mesmos
acabaram se adaptando para viver em diferentes regiões do Brasil e caçar diferentes animais,
alguns povos são especialistas na agricultura, outros na pesca, na caça, em viver em condições
de seca, construir casas no subsolo ou acima do chão, em viver nos rios, no mar, e etc.
Ou seja, por mais que essas condições do espaço físico tenham contribuído no molde da
sobrevivência, a forma de agir, as causas interiores também devem ser consideradas,
demonstrando que alguns desses variados povos não permaneceram permanentemente nesse
modo de vida primitivo, desde a colonização portuguesa no Brasil, eles permaneceram
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interagindo com diferentes outros povos, alemães, espanhóis, franceses, portugueses, e essas
inovações, a escravidao, a república, as capitanias hereditárias moldaram sua forma de viver,
atualmente muitos indígenas participam da política, da vida acadêmica, no trabalho, etc.
As mudanças na história são variadas e é um erro dizer que existe só um ponto de partida da
evolução e um ponto final, a vida é dinâmica, sendo assim, é impossível de prever esses
fenômenos pelo grau de contradição, de diversidade.
Hegel trouxe uma contribuição na visão sobre a dialética, porém, era idealista, em seguida,
Marx e Engels criaram o materialismo histórico dialético, para que depois, a teoria fosse mais
desenvolvida por Stalin e Lenin.
3. A UNIVERSALIDADE DA CONTRADIÇÃO:
TÓPICOS: Significado de Universalidade da contradição; duplo significado da contradição e
o universal existe

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