A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
12 pág.
DJi - Liberdade Condicional - Livramento Condicional

Pré-visualização | Página 1 de 5

- Índice Fundamental do Direito
Legislação - Jurisprudência - Modelos - Questionários - Grades
Liberdade Condicional - Livramento Condicional - Art. 83 a Art. 90, Livramento Condicional - Penas -
Código Penal - CP - DL-002.848-1940 - Art. 89 a Art. 97, Livramento Condicional - Penas - Código
Penal Militar - CPM - DL-001.001-1969 - Art. 131 a Art. 146, Livramento Condicional - Penas Privativas
de Liberdade - Execução das Penas em Espécie - Lei de Execução Penal - LEP - L-007.210-1984 - Art.
618 a Art. 642, Livramento Condicional - Incidentes da Execução - Execução - Código de Processo Penal
Militar - CPPM - DL-001.002-1969 - Art. 710 a Art. 733, Livramento Condicional - Incidentes da
Execução - Execução - Código de Processo Penal - CPP - L-003.689-1941 - Prisão e Liberdade
Provisória - SURSIS
Penal
- efeitos da revogação: Art. 88, CP
- especificação das condições: Art. 85, CP
- extinção da pena: Arts. 89 e 90, CP
- requisitos: Art. 83, CP
- revogação facultativa: Art. 87, CP
- revogação obrigatória: Art. 86, CP
- revogação prescrição: Art. 113, CP
- soma das penas: Art. 84, CP
Processo Penal
- advertência: Art. 137, II, LEP
- autorização para o liberado residir fora da jurisdição do juiz da
execução; efeitos: Art. 133, LEP
- serimônia solene: Art. 137, LEP
- concessão da fiança; inadmissibilidade; ressalva: Art. 324, III, CPP
- condições de admissibilidade, conveniência e oportunidade; verificação
pelo Conselho Penitenciário: Art. 131, LEP
- desconto no vencimento ou salário do liberado, para pagamento de
multa: Art. 170, §1º, LEP
- efeito suspensivo de rerurso, em caso de perda: Art. 584, CPP
- expedição de carta de guia: Art. 136, LEP
- estinção da pena privativa de liberdade: Art. 146, LEP
- modificação das condições ou normas de conduta especificadas na
sentença: Art. 144, LEP
- multa ainda não paga pelo liberado; forma de pagamento: Art. 170, §1º,
LEP
- prática de nova infração pelo liberado; prisão e suspensão no curso do:
Art. 145, LEP
- recurso cabível da decisão, despecho ou sentença que o conceder,
negar ou renovar: Art. 581, XII, CPP
- reforma da sentença denegatória: Art. 135, LEP
- revogação: Arts. 140 a 146, LEP
Referências
e/ou
Doutrinas
Relacionadas:
Ação Penal
Agravo Criminal
Analogia
Anistia e Indulto
Antijuridicidade
Antijurídico
Aplicação da Pena
Aplicação das
Sanções Disciplinares
Arrependimento
Posterior
Assistência
Assistência à Saúde
Assistência ao
Egresso
Assistência
Educacional
Assistência Jurídica
Assistência Material
Assistência Religiosa
Assistência Social
Autorizações de
Saída nas Penas
Privativas de
Liberdade
Cadeia Pública
Casa do Albergado
Causas de Extinção
da Punibilidade
Diferença entre SURSIS e Livramento Condicional:
sursis - máximo de dois anos de pena privativa de liberdade a cumprir;
LC - mínimo de dois anos de pena privativa de liberdade cumprida.
 Edgard Magalhães Noronha define este instituto como "a concessão,
pelo poder jurisdicional, da liberdade antecipada ao condenado,
mediante a existência de pressupostos, e condicionada a determinadas
exigências durante o restante da pena que deveria cumprir preso" (Direito
Penal, São Paulo, Saraiva, 1º v., 1978, p. 308).
 Como acentua Júlio Fabbrini Mirabete, o benefício pressupõe,
essencialmente, o reajustamento social do criminoso, porque seu
comportamento carcerário e suas condições revelam que os fins
reeducativos da pena foram atingidos (Manual de Direito Penal, São
Paulo, Ed. Atlas, 1º v., 1986, 2ª ed., p. 323).
 Por outro lado, na lição de Celso Delmanto, o livramento condicional é
um direito do sentenciado; preenchidos os seus pressupostos, deve ser
concedido pelo juiz ao sentenciado ("Direitos públicos subjetivos do réu
no Código Penal", in RT 554-466).
 Observemos os arts. 710 do CPP; 83, CP e 131, LEP.
 Sobre a revogação do livramento devemos ver o Art. 86, CP,
observando-se o disposto no Art. 84 do CP.
 Quanto à revogação facultativa do livramento, ocorrerá se o liberado
deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença, ou for
irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenção, à pena que não
seja privativa de liberdade. No que tange aos efeitos da revogação do
livramento, vale notar que este não poderá ser novamente concedido, e
salvo quando a revogação resulta de condenação por outro crime
anterior àquele benefício, não se desconta na pena o tempo em que
esteve solto o condenado. Se até o seu término o livramento não for
revogado, considerar-se-á extinta a pena privativa de liberdade. Quanto
à legitimidade para formular o pedido do livramento, podem fazê-lo o
próprio sentenciado, seu cônjuge ou parente em linha reta e, ainda,
mediante proposta do diretor do estabelecimento penal, ou por iniciativa
do Conselho Penitenciário (Art. 712 do CPP). Observemos, também, a
L. 7.210, de 11.7.1984, que instituiu a Lei de Execução Penal, nos arts.
70, I, e 131, que haverá, necessariamente, um parecer a respeito da
admissibilidade, conveniência e oportunidade do benefício por parte do
Conselho Penitenciário, e também um parecer prévio do órgão do
Ministério Público.
(Revista Realizada por Suelen Anderson - Acadêmica em Ciências
Jurídicas - 19 de dezembro de 2009)
Liberdade Condicional - Livramento Condicional
 É a liberdade antecipada ao condenado que cumpre uma pena
privativa de liberdade superior a dois anos, desde que atendidos os
requisitos legais e sob condições judiciais. Permissão legal concedida ao
réu que já cumpriu determinado período de pena privativa de liberdade.
"Incidente na execução da pena privativa de liberdade, consiste em uma
antecipação provisória da liberdade do condenado, satisfeitos certos
requisitos e mediante determinadas condições.
Centro de
Observação na
Execução Penal
Cessação da
Periculosidade
Circunstâncias
Classificação dos
Crimes
Colônia Agrícola,
Industrial ou Similar
Cominação das
Penas
Comunicabilidade e
Incomunicabilidade
de Elementares e
Circunstâncias
Concepção do
Direito Penal
Concurso de
Circunstâncias
Agravantes e
Atenuantes
Concurso de Crimes
Concurso de Pessoas
Condenado e
Internado
Condição
Conduta
Conselho da
Comunidade
Conselho Nacional
de Política Criminal e
Penitenciária
Conselho
Penitenciário
Contagem do Prazo
Conversões de Penas
Crime Consumado
Crime Continuado
Crime Impossível
Crime Preterdoloso
Crime Privilegiado
Culpabilidade
Departamentos
Penitenciários
Desistência
Voluntária e
Arrependimento
Eficaz
Natureza jurídica: para Damásio, trata-se de forma de execução da pena
privativa de liberdade (Direito penal, cit., 23. ed., v. 1, p. 625.); para
Celso Delmanto, trata-se de direito público subjetivo do condenado de
ter antecipada a sua liberdade provisoriamente, desde que preenchidos
os requisitos legais (Código Penal comentado, 3. ed., São Paulo, Saraiva,
p. 134.).
Distinção com "sursis": no livramento condicional, o sentenciado inicia o
cumprimento da pena privativa, obtendo, posteriormente, o direito de
cumprir o restante em liberdade, sob certas condições; no sursis, a
execução da pena é suspensa mediante a imposição de certas condições,
e o condenado não chega a iniciar o cumprimento da pena imposta. Em
outras palavras, o sursis suspende e o livramento pressupõe a execução
da pena privativa de liberdade. Além disso, no livramento o período de
prova corresponde ao restante da pena, enquanto na suspensão
condicional esse período não corresponde à pena imposta.
Requisitos
Objetivos: são eles:
a) qualidade da pena: deve ser privativa de liberdade;
b) quantidade da pena: deve ser igualou superior a 2 anos;
c) reparação do dano (salvo impossibilidade): assim, dispensa-se na
hipótese de detento pobre, em estado de insolvência. Não se presta ao
preenchimento deste requisito a simples apresentação de certidão
negativa de ação indenizatória, a denotar inexistência de ação
indenizatória proposta pela vítima ou outrem para reparação do dano.
Isto porque a iniciativa de reparação do dano é do