A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
12 pág.
DJi - Liberdade Condicional - Livramento Condicional

Pré-visualização | Página 3 de 5

I, da LEP não significou retirar tal atribuição do Conselho Penitenciário,
mas evitar redundância, ante a existência de Seção específica na LEP
tratando da matéria. Ora, sendo assim, seria indiferente a expressa
menção dessa atribuição no rol do art. 70. Além disso, a enumeração
desse rol é meramente exemplificativa, não esgotando todas as
atribuições do Conselho Penitenciário, existindo outros dispositivos legais
pertinentes à matéria. Seria, portanto, redundante manter a explicitação
dessa atribuição do Conselho Penitenciário no rol do art. 70, quando já
existe tratamento penal específico na LEP.
Condições do livramento
Obrigatórias: art. 132, § 1º, da LEP:
a) proibição de se ausentar da comarca sem comunicação ao juiz;
b) comparecimento periódico a fim de justificar atividade;
c) obter ocupação lícita dentro de prazo razoável. Facultativas: art. 132,
§ 2º, da LEP:
a) não mudar de residência sem comunicação ao juiz e à autoridade
incumbida de fiscalizar;
b) recolher-se à habitação em hora fixada;
c) não freqüentar determinados lugares.
Judiciais: nada impede que o juiz fixe outras a seu critério (cf. art. 85 do
CP).
Objeto e Aplicação
da Lei de Execução
Penal - LEP
Órgãos da Execução
Penal
Patronato
Pena de Multa
Penas
Penas Privativas de
Liberdade
Penas Restritivas de
Direitos
Penitenciária
Permissão de Saída
na Pena Privativa de
Liberdade
Potencial Consciência
da Ilicitude
Prescrição
Prestação de
Serviços à
Comunidade
Princípio da
Legalidade
Prisão e Liberdade
Provisória
Procedimento
Disciplinar
Procedimento Judicial
na Execução Penal
Reabilitação Penal
Regimes de Penas
Privativas de
Liberdade
Reincidência
Remição
Requisitos do
Livramento
Condicional
Restrição da
Liberdade
Resultado
Revogação do
Livramento
Condicional
Revogação
Facultativa do
Livramento
Condicional
Condição legal indireta: são as causas de revogação do livramento.
Assim são chamadas porque indiretamente acabam por se constituir em
condições negativas (a não dar causa à revogação).
Revogação do livramento: pode ser:
a) obrigatória:
1) condenação irrecorrível a pena privativa de liberdade por crime
praticado antes do benefício;
2) condenação irrecorrível a pena privativa de liberdade por crime
praticado durante o benefício;
b) facultativa:
I) condenação irrecorrível, por crime ou contravenção, a pena não
privativa de liberdade: trata-se de condenação a pena de multa ou
restritiva de direitos. Exclui-se, portanto, o perdão judicial, pois não há
imposição de pena. Não importa se a infração foi cometida antes ou
durante a vigência do benefício;
2) descumprimento das condições impostas.
- o legislador foi omisso quanto à condenação, por contravenção, a pena
privativa de liberdade, não mencionando se a hipótese seria de revogação
obrigatória ou facultativa.
Opções do juiz na revogação facultativa: poderá escolher entre qualquer
destas:
a) revogar o benefício;
b) advertir novamente o sentenciado;
c) exacerbar as condições impostas.
Causas de revogação judiciais: advindas do descumprimento das
condições impostas pelo juiz.
Causas de revogação legais: advindas de condenação irrecorríveI (pode
ser a obrigatória ou a facultativa).
Efeitos da revogação do livramento: vale a regra: ao traidor nada. Se o
liberado pratica crime após a obtenção do benefício ou descumpre
alguma condição imposta, considera-se que traiu a confiança do juízo,
pois não cumpriu a promessa de comportar-se adequadamente. Nesse
caso, não merece nada, desconsiderando-se totalmente o tempo em que
esteve solto (ficará preso todo esse tempo). Mais que isso: no caso de
cometimento de crime, não poderá somar o tempo que terá de cumprir
preso com a nova pena, resultante do outro delito. Por outro lado, se o
benefício é revogado em razão de crime praticado já antes do benefício,
o liberado não é traidor; logo, computar-se-á o tempo em que esteve
solto como tempo de cumprimento de pena, permitindo-se a soma do
tempo restante com a nova pena, para cálculo de novo livramento.
a) Por crime praticado durante o benefício: não se desconta o tempo em
que o sentenciado esteve solto e deve cumprir integralmente a sua pena,
só podendo obter novo livramento com relação à nova condenação.
Atenção: antes de iniciar o período de prova, o sentenciado foi advertido
pelo juiz de que deveria comportar-se, ficando ciente de suas obrigações
(cf. art. 137 da LEP). Ora, se, após ter sido advertido, praticou crime,
isso significa que traiu a confiança do juízo, não sendo merecedor de
nenhuma benesse. Dessa forma, vai cumprir preso todo o tempo
correspondente ao período de prova, sendo irrelevante o período que
Saída Temporária na
Pena Privativa de
Liberdade
Sanção Penal
Sanções e
Recompensas
Disciplinares
Soma de Penas
Sursis
Suspensão
Condicional da Pena
Taxa Penitenciária
Tempo do Crime e
Conflito Aparente de
Normas
Tentativa
Teoria do Crime
Territorialidade da
Lei Penal Brasileira
Tipicidade
Tipo Penal nos
Crimes Culposos
Tipo Penal nos
Crimes Dolosos
Trabalho do
Condenado ou
Internado
cumpriu em liberdade. Além disso, sobre esse mesmo período não
poderá obter novo livramento. Exemplo: réu é condenado a 6 anos;
cumpridos 2 anos (1/3 da pena), obtém livramento condicional; vai
cumprir, assim, os 4 anos restantes em liberdade condicional; após
cumprir 3 anos desses 4, pratica crime e é condenado definitivamente;
tendo traído a confiança do juízo, não importa que só faltava um ano para
completar os 6 a que foi condenado (os 2 anos cumpridos + os 3 em
liberdade condicional); vai cumprir preso todos os 4 anos faltantes. Não
é só: suponhamos que, por esse novo crime praticado, ele tenha sido
condenado a 5 anos; não se poderá somar esses 5 com os 4 que vai
cumprir preso e, sobre o total, calcular novo benefício; terá de cumprir
preso todos os 4 e, só então, obter livramento sobre os 5 da nova
condenação.
Veja como há diferença:
4 + 5 = 9; 1/3 de 9 = 3. Se pudesse somar o período de prova revogado
com a nova condenação e, sobre o total, calcular novo livramento, só
teria de cumprir preso mais 3 anos.
Ele terá, porém, de cumprir preso todos os 4 anos e obter o benefício
sobre os 5. Acompanhe:
4 anos preso + 1 ano e 8 meses (1/3 de 5 anos) = 5 anos e 8 meses.
b) Por crime anterior ao benefício: é descontado o tempo em que o
sentenciado esteve solto, devendo cumprir preso apenas o tempo que
falta para completar o período de prova. Além disso, terá direito a somar
o que resta da pena com a nova condenação, calculando o livramento
sobre esse total (CP, art. 84, e LEP, art. 141).
Atenção: no caso, não houve quebra do compromisso assumido ao
ingressar no benefício, uma vez que se trata de crime praticado antes
desse momento. Assim, a lei dá um tratamento diferenciado ao
sentenciado, permitindo que conte como tempo de cumprimento de pena
o período que cumpriu em liberdade e, ainda, que some o restante que
vai cumprir preso com a pena imposta na nova condenação, para, sobre
esse total, calcular novo livramento.
c) Por descumprimento das condições impostas: não é descontado o
tempo em que esteve solto e não pode obter novo livramento em relação
a essa pena, uma vez que traiu a confiança do juízo.
Suspensão do livramento
Na hipótese de crime cometido durante a vigência do benefício (art. 86,
I): praticada pelo liberado outra infração penal, o juiz poderá ordenar a
sua prisão, ouvidos o Conselho Penitenciário e o Ministério Público,
suspendendo o curso do livramento condicional, cuja revogação,
entretanto, ficará dependendo da decisão final (LEP, art. 145) (Nesse
sentido: STJ, RT, 668/332-3.). O STF já se pronunciou no sentido da
dispensabilidade da oitiva do Conselho Penitenciário: "é indispensável que
o juiz ouça o Conselho Penitenciário, embora lícito que mande recolher
desde logo o condenado à prisão, quando o imponham as circunstâncias"
(RT, 584/450.). Pela necessidade de defesa do condenado para a
suspensão do benefício (STJ, RSTI, 65/122.).
Na hipótese