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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ DICIPLINA: ECOLOGIA GERAL PROFESSORA ANA LÚCIA FONSECA ALUNA FABIANE DE CÁSSIA DOS SANTOS- 2019011245 ESTUDO DIRIGIDO: História de vida Resposta: A estratégia R dos organismos, constitui uma reprodução com muitas proles e pouco investimento parental. Já a estratégia K é uma reprodução com poucas proles muito investimento parental. Em vista desses conceitos e analisando as informações apresentadas no estudo dirigido, pode-se afirmar que a espécie Crescirapidus displicens é R estrategista, pois a fêmea deposita 500 ovos e não possui cuidado com a prole (pouco investimento parental), ou seja, essas espécies, desde muito prematuros, são responsáveis pela própria sobrevivência, o que inclui abrigo, alimentação e proteção. Além disso, a espécie possui um ciclo de vida curto, o que nos remete a um desenvolvimento rápido, pois para viver um período de dois meses, esse organismo tem seu ciclo agilizado para passar por todos os estágios e no final da vida gerar descendentes férteis. Somado a isso, esse organismo tem alta capacidade de dispersão nos ambientes, e alta variabilidade alimentícia, favorecendo a uma fácil adaptação em diversas condições e uma baixa capacidade competitiva. Pelo fato dessa espécie ocupar hábitats com poucas espécies, ela é bastante predada e pouco resistente, o que justifica sua reprodução com muitas proles. Já a espécie Crescilentus cuidadosus, tem estratégia oposta, ou seja, é K estrategista. Esse tipo de estratégia é muito comum nas espécies de sangue quente, onde a fêmea gera uma prole com menos indivíduos e investe mais com cuidado parental, fornecendo abrigo, alimentação e segurança, até os indivíduos serem capazes de seguir sozinhos. Indivíduos desse tipo costumam ter um ciclo de vida mais longo, no caso da Crescilentus cuidadosus, dois anos. Por isso a fêmea possuis várias reproduções na vida, além de um desenvolvimento lento dos indivíduos dessa espécie. Somado a isso, visto que essa espécie tem alta capacidade competitiva, baixa capacidade de dispersão e tamanho corporal grande, pode-se dizer que essa espécie tem uma alimentação específica, ficando restrito á uma alimentação única, sendo este alimento um limitante para sua existência. A espécie Peessedebeia indecisus, por sua vez, reuni características de ambas as estratégias R e K, visto que a dada fêmea põe, em média, 300 ovos, tendo um cuidado parental à prole. Além disso ela consegue se adaptar em habitats com muitas e poucas espécies, denotando alta capacidade de interação entre as espécies, aliada a baixa capacidade de dispersão. A alimentação da Peessedebeia é muito variada, visto que comem os mesmos itens alimentares que constam da dieta das duas espécies anteriores. Aliado a isso, ela possui baixa capacidade competitiva, haja vista sua versatilidade alimentícia. Além disso, essa espécie possui três reproduções durante a vida, o que é um valor médio entre ter uma única reprodução na vida (r) e muitas reproduções (K) e longevidade média. Em que ambiente as espécies descritas anteriormente terão melhor desempenho? Por quê? A espécie Crescilentus cuidadosus terá o melhor desempenho em uma monocultura de soja. Isso se deve, pois, essa espécie são insetos especialistas (comem quase exclusivamente um único item alimentar), e a monocultura só existe uma espécie de planta. Consequentemente essa espécie terá que ter uma alta capacidade competitiva para conseguir alimento, e acabará por não conseguir se dispersar para outros habitats devido a alimentação. Além disso ocupará hábitats com muitas espécies. Já as espécies Crescirapidus displicens e Peessedebeia indecisus cuidadosus terão melhor desempenho em uma floresta, pois essa área fornecerá maior variabilidade de alimentos, propiciando essas espécies, visto que são insetos generalistas (comem vários itens alimentares) e comem os mesmos itens alimentares que constam da dieta das duas espécies anteriores, respectivamente. Além disso, devido a uma maior disponibilidade de alimentos essas espécies possuem baixa capacidade competitiva. Somado a isso, elas terão a característica de ocupar hábitats com poucas espécies ou com muitas e poucas espécies.