Resumo completo (Aula Irineu Zibordi)
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DisciplinaDireito do Trabalho II6.889 materiais24.503 seguidores
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exercida pelo defensor público. Caso não haja este, o juiz de paz exercerá essa função. Quem homologa é o Poder Judiciário. Esse documento não tem distinção de direito. O acordo homologado em juízo é o do CLT, art. 831, parágrafo único e faz coisa julgada. Mas, a assistência do sindicato ou do Ministério do Trabalho não faz coisa julgada. Qualquer que seja a causa e a forma de solução do contrato, deve ser especificada a natureza da parcela paga ao empregado, sendo válidas apenas as quitações equivalentes e essas parcelas. A obrigação de alegar a compensação e a retenção é do empregador na defesa (CLT, art. 767). Se ele não alegar na defesa, haverá preclusão. Existe prazo para o pagamento das verbas resilitórias, que, se não cumprido, o empregador constitui-se em mora (CLT, art. 477, § 6º). O pedido de demissão do estável só será válido se tiver assistência do sindicato ou do Ministério do Trabalho (nesse caso há a preferência pelo sindicato). O menor de 18 anos, não importando o tempo de serviço, só tem seu recibo com valor jurídico se quitado perante os pais ou responsável. Embora ele possa contratar sendo relativamente incapaz (tornando-se emancipado), ele não pode distratar, pois a emancipação civil não tem efeitos no campo trabalhista. O trabalhador menor de 18 anos não pode trabalhar em local perigoso, insalubre e em trabalho noturno, mesmo que seja emancipado civilmente.
2.4. Aposentadoria: não extingue o contrato de trabalho. É uma forma de atingir certas verbas. Para o homem, a idade mínima é de 65 anos de idade e de 35 anos de trabalho. Para a mulher, a idade mínima é de 60 anos de idade e 30 anos de trabalho. Tanto a aposentadoria por idade quanto a aposentadoria por tempo de serviço não geram a extinção do contrato de trabalho. Se o empregador quiser dispensá-lo deve ser por resilição motivada, e o empregador receberá todos os direitos trabalhistas. Para os efeitos resilitórios, o que vale é o que deveria estar depositado. A aposentadoria continua com o contrato.
Estabilidade
1. Conceito
É a perda pelo empregador do direito potestativo de praticar a denúncia vazia do contrato de trabalho. É o inverso do ato resilitório, que é o direito potestativo de qualquer das partes de por fim ao contrato. o empregador só pode dispensar o empregado estável mediante ritual estabelecido pela lei.
2. Garantia
2.1. De emprego: ele adquire uma garantia de emprego quando a lei coloca uma obrigação no empregado de oferecer empregos a determinados trabalhadores do país (exs.: CLT, art. 429 \u2013 aprendiz - ; L 8213/91, art. 93 \u2013 portador de necessidade especial). Garantia de emprego é diferente de garantia no emprego. A estabilidade diz respeito à garantia no emprego.
Aula 6- 27/03
Estabilidade
Conceito: estabilidade eh a perda pelo empregador do direito potestativo de praticar a denuncia vazia no contrato de trabalho, ou seja, eh o inverso do que estamos de ato resilitório, pois este eh o direito potestativo de qualquer uma das partes de por fim ao contrato. Nesse caso, eh a perda pelo empregador do direito potestativo de praticar a denuncia vazia, no ato resilitório ele pode praticar isso.
Garantia: eh um gênero.
- de emprego: pode ser garantia de emprego ou no emprego. Na pratica todo mundo chama de garantia de emprego, mas eh diferente. O trabalhador na condição de aprendiz tem garantia de emprego, além do trabalhador em condições especiais (artigo 429, 59, 189, 93 da lei 8213/91); o portador de necessidade especial, aquele que não eh invalido, tem garantia de que ha reserva de trabalho no mercado. Garantia no emprego eh o que se estuda como estabilidade, não eh só no emprego mas eh do tempo de serviço.
	- de tempo de serviço: lei 8036/90.
Classificação 
Tipo/forma: 
Absoluta:
Relativa:
Duração:
Definitiva:
Provisória:
Origem:
Constitutiva:
Legal
Convencional
Contratual
Aula 7- 27/03
Prezados alunos. Considerando os dois textos doutrinários apresentados sobre a aplicação da Lei 12506/11 (Lei do aviso prévio), seguem as indagações que serão objeto de debates na aula do dia 27.03.2012.
\u20281) A nova lei deve aproveitar o tempo contratual do trabalhador e anterior a publicação da Lei 12.506/11?\u2028
2) A nova lei amplia os prazos de que trata o art. 488 da CLT?\u2028
3) Aplica-se a reciprocidade quanto às iniciativas de rompimento do contrato pelo empregado/empregador?\u2028
4) O prazo de 3 dias admite-se proporcionalmente para contratos de menos de um ano?\u2028
5) Incide o FGTS sobre o aviso prévio indenizado nos termos da nova lei?\u2028
6) A nova lei aplica-se ao empregado doméstico?\u2028 
	AVISO PRÉVIO
		
Fundamentação legal: CF, Art. 7º, XXI = todos os empregados 
- urbanos
- rurais
- domésticos
CLT, Arts. 481 a 487
TST 14, 44, 73, 163, 182, 230, 253, 276, 305, 348, 371 e 380. 
		
Os trabalhadores temporários estão de fora (Lei 6.019/73), assim como os trabalhadores avulsos, pois não não empregados. 
		
O que é o aviso prévio? Espécie de notificação, que apareceu pela primeira vez no Código Comercial de 1850, nascendo como uma obrigação de qualquer dos envolvidos no rompimento de um tipo de contrato. Era uma obrigação do prestador de serviços. 
Foi repetido no CC de 1916, como um obrigação recíproca de quem quer romper um contrato. Em 43, vem a compor o ordenamento trabalhista e passa a ser uma notificação de ambas as partes.
	Não cabe aviso prévio no contrato determinado, exceto na hipótese do artigo 481 (cláusula dizendo que qualquer das partes pode romper o contrato antes do prazo, a parte deve notificar a outra com no mínimo 30 dias - cláusula de direito recíproco de rescisão).
		
	Não importa a forma de pagamento (quinzenal, semanal, mensal), o aviso prévio é de no mínimo 30 dias.
		
	FGTS = todo mês os empregadores devem depositar 8% do que pagou ao empregado no mês anterior. Quando se trata do aviso prévio em que o empregado não trabalhou, o que o empregador está efetuando é uma indenização. Como o empregador não quer que ele trabalhe, tem que indenizar o prejuízo que ele vai ter. A indenização, apesar de não ser salário, tem a natureza jurídica de salário e todas as verbas incidirão sobre a indenização.
		
	Se o empregado pede demissão, ele deve ainda trabalhar 30 dias. Se ele não trabalhar, o empregador pode descontar 30 dias de salário dele.
		
	O aviso prévio tem que ser expresso, seja verbal ou por escrito (não é formal), mas não pode ser presumido.
		
	Uma vez concedido, o aviso prévio só pode perder seu efeito por duas formas. Presunção: ex.: avisa ao empregado que a partir do dia 01/03 o empregado não precisa mais trabalhar. 30/03 o contrato estaria extinto. Dia 01/04 ele trabalha e dia 02/04 continua trabalhando. Se o empregado continua prestando serviço (por um erro de cálculo do trabalhador,...), é presumido. Ou quando ambas as partes estão de acordo com a perda de efeito do aviso prévio.
		
	O aviso prévio, seja ele indenizado ou seja ele trabalhado, tem natureza jurídica salarial.
	Lei 4.090/92 = 13º. 
	O juiz não concede a compensação, o empregador tem que alegar na contestação (caso em que o empregado vai embora sem aviso prévio e entra com ação). Artigo 767. A lei não fala em dedução. O juiz deve determinar a dedução de officio se não haverá enriquecimento sem causa do empregado.
		
		1) A nova lei deve aproveitar o tempo contratual do trabalhador e anterior a publicação da Lei 12.506/11? Não. ex.: um empregado entra em 2000 e agora tem 12 anos de trabalho. Conta 12 anos para o aviso prévio? Não, pois a lei não retroage. A regra é a regra do contrato, o tempo anterior a 2011 não será computado para o aviso prévio proporcional. O tempo para o aviso proporcional passa a ser contado em 2011. Sindicatos querem entrar com ações de empregados demitidos até 2 anos antes de 2011 (prescrição) para que lhe sejam pagos o aviso prévio.
		
		2) A nova lei amplia os prazos de que trata o art. 488 da CLT? As duas horas a menos serão proporcionais a 30 dias ou 33 dias (ex.)? Apenas aos 30 dias, a proporção de dias e de horas não segue a ampliação do aviso prévio. A pessoa tem 30 dias para a procura de