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Caderno_alvaro-(Aula Batista)

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as normas regulamentadoras sobre o assunto de qual se trata.
Vejamos agora o que a CLT fala sobre o tema :
Art.7º, XXII c / c Art. 155 da CRFB
Art. 157 – o dispositivo fala em precaução, dever de cumprir e de fazer cumprir.
Art. 158 – dever dos empregados. Todos tem deveres, do empregador ao empregado.
Cabendo lembrar que os acidentes decorrentes da inobservância dos dispostos nesses artigos onera a sociedade (SUS por exemplo)
Art. 160 - Inspeção Prévia – poder de polícia preventivo – fiscalização para previnir.
Art. 161 – Poder de Polícia repressivo – fiscalização para reprimir. Vemos nesse artigo uma típica atividade de auto – executoriedade (poderes auto executórios), onde a administrações pode impor suas próprias conclusões. Este dispositivo está muito ligado ao direito administrativo.
Lei 7802 – Lei dos agrotóxicos. Estipula que qualquer agrotóxico novo a ser registrado somente poderá sê-lo se tal agrotóxico for tão ou menos agressivo que os que já existem.
Rio, 17/10/2011
Continuação sobre direito ambiental do trabalho:
Art. 189 da CLT – 
Art. 7, XXII da CRFB redução da insalubridade. A idéia é que se reduza o tanto quanto possível os riscos inerentes a determinado trabalho. Entretanto sabemos que existem limites a tal redução, haja visto que alguns serviços são essenciais a sociedade, e que portanto, não podem ser suprimidos.
Art. 7, XXIII da CRFB adicional por trabalho insalubre
A primeira vista tais dispositivos podem parecer contraditórios, mas é necessário a análise dos dois dispositivos conjuntamente.
Alguns doutos defendem que a insalubridade deve ser erradicada, entretanto
OBS: Muitas vezes tecnologicamente a redução da insalubridade é possível, entretanto não é interessante socialmente. EX: Mergulhadores x Robôs
Art. 190 - O Ministério do Trabalho e Emprego edita as chamadas a Normas Regulamentadoras. São justamente essas normas que mais especificamente regulam o direito ambiental do trabalho.
No caso do frio e calor excessivo temos a NR 15.
 A despeito de insalubridade excessiva, muitas vezes o patrão por medidas gerais consegue reduzir a insalubridade para um nível tolerado adequando o ambiente de trabalho (ex: melhor circulação do ar). Se esta adequação não for suficiente o empregador pode ser obrigado a fornecer EPI (Equipamento de Proteção Individual)(ex: protetor auricular). Se ainda assim tal medida para reduzir o agente agressivo ao limite tolerável não for suficiente paga-se o adicional por insalubridade. Este é o caminho a ser feito. Art. 191
E se por ventura um trabalhador ajuizar ação pleiteando adicional por insalubridade tendo em vista um caráter insalubre que nem mesmo é previsto pela respectiva norma regulamentadora? Súmula 460 STF. A rigor o que essa súmula diz é que o empregado nesse caso não receberá o adicional. 
O professor discorda do disposto na súmula e acredita que o adicional seria devido da sentença em diante.
Vale lembrar, mais uma vez, que o não pagamento do adicional de insalubridade acarreta gastos ao estado (ao SUS por exemplo).
Por outro lado temos a Súmula 293 do TST. O disposto nessa súmula é bastante razoável haja visto que não há como exigir de um ex-empregado por exemplo defina tecnicamente quais eram suas condições de trabalho no emprego em questão. Vemos na verdade uma clara supremacia do princípio da Primazia da realidade em detrimento da teoria puramente processual.
Art. 192 – a despeito do disposto nesse artigo o professor defende que o adicional deveria ser calculado tendo como base não o salário mínimo simplesmente, mas sim o salário em sua integralidade. Inclusive em respeito ao art. 7, XXIII da CRFB que considera o adicional parte integrante do salário.
O TST quando analisou a questão (Súmula 228) entendeu de forma diversa prevendo que o art, 192 foi totalmente recepcionado pela CRFB de 88.
 Um problema surge quando analisamos o art. 7, IV da CRFB. Tal dispositivo veda a utilização do salário mínimo como parâmetro para calculo. Sendo assim o STF produziu a Súmula vinculante Nº 4.
Com essa súmula o TST percebeu que não poderia aplicar seu entendimento. Dessa forma deu nova redação a súmula 228. O parâmetro passou a ser o salário base. Lembrando que essa mudança pode ser boa ou ruim, a depender do salário base de cada empregador.
OBS: Lembrando que o salário base pode ser superior (o que é mais comum) ou inferior ao salário mínimo. Desde que o salário como um todo não seja inferior não o seja.
Tal redação de um modo geral onerou os empregadores, obviamente. Assim a Confederação Nacional das Indústrias ajuizou reclamação com base na súmula 4, afirmando que ela também veda a utilização de substitutivos com base em precedentes jurisprudenciais. O STF reconheceu tal tese.
Mas então, o que fazer? O TST para não ficar sem poder decidir tais questões utilizou a tese;………Declaração de inconstitucionalidade sem pronuncia de nulidade
Rio, 19/10/2011
Jornada Mista:
Parte dar jornada em ambiente insalubre e outro parte não.
Súmula 41 TST
Não há que se falar em adicional quando o contato do empregado com o ambiente for meramente eventual.
Quando cessa a insalubridade o adicional não é mais devido. Não há que se falar em Irredutibilidade do salário, haja visto que o adicional é uma parcela condicional do salário. Isto é condicionada a existência da insaluridade.
Periculosidade:
Art. 7, XXIII da CF e Art. 193 da CLT
Na periculosidade a ocorrência de acidente, a materialização do risco é o que gera a necessidade de adicional, haja visto que tal fato, muito provavelmente ocasionará conseqüências graves.
Lei 7369 e art. 193 – casos em que deverá haver adicional por periculosidade.
Aqui não há que se falar em limites de tolerância, como na insalubridade. Ou seja, há periculosidade ou não. E justamente por isso que o adicional é um só.
Analisando o parágrafo primeiro percebemos que em geral o adicional por periculosidade deve ser maior que o de insalubridade. O professor critica tal fato uma vez que o empregado que trabalha em ambiente insalubre em média é quem de fato sofrerá danos.
A base de cálculo será o salário base. Enquanto na insalubridade será o salário mínimo.
Atenção – a lei 7369 fala que no caso de eletricidade o adicional será calculado tendo como base o salário todo.
Uma outra observação a ser feita é que o art. 193 fala em contato PERMANENTE. Justificativa que muitos empregadores utilizaram para não pagar o adicional. O TST com a súmula 361 resolveu a questão, afastando a interpretação literal do art. 193. O professor discorda dom com a súmula 361, haja visto que o menor tempo de contato do empregado com o “perigo”, reduz a possibilidade que um acidente venha a ocorrer (e este é um cálculo estatítico), mas concordava com a antiga redação da súmula 364 (cuidado, redação alterada). Com a redação atual, esta súmula segue o que diz a 361. Fecham-se as portas para a negociação coletiva. Agora pouco importa se o contato é intermitente ou permanente seja no caso de periculosidade, seja no caso de insalubridade.
OBS: Os adicionais (perigo e insalubre) são CUMULÁVEIS do ponto de vista da lógica formal. Entretanto ao art. 192 vemos que há uma ressalva, pois veda tal acúmulo. Como o adicional por periculosidade será maior, muito provavelmente o magistrado, já de pronto condenará o empregador ao pagamento deste que é o maior.
Rio, 24/10/2011
Direito Coletivo do Trabalho:
Redução da proteção.
Ex: a redução do salário dos trabalhadores é permitida quando proveniente de negociação coletiva.
Retrospectiva histórica:
Lei Adolfo Gordo – proibição do anarco-sindicalismo.
Estado Novo – Organização Sindical Corporativista
O estado teria um papel de garantidor da relação entre capital e trabalho. Esse modelo triangular, em que o estado está no topo é um modelo facista italiano.
 Á época a autorização do Min. Do Trabalho para a atuação de uma organização como sindicato,se chamava ato discricionário.
A ideologia era o facismo, e a relação entre capital, trabalho e estado é o Corporativismo.
O controle dos sindicatos pelo estado, é bastante problemática.