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Caderno_alvaro-(Aula Batista)

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Haja visto que eleições para suas respectivas diligências podem ser fraudadas.
Percebemos assim que com o Estado Novo, as organizações sindicais perdem claramente sua autonomia.
Nesse sistema a greve era considerada como anti-social. E é essa uma das razões por que a própria CLT não fala sobre greve.
Esse sistema perdurou até a CF de 88. 
Figura do Juíz Classista (justiça do trabalho) indicado pelos sindicato dos trabalhadores
Convenção 87 de 72 da OIT Brasil até hoje não ratificou. Tal convenção fala que qualquer org. sindical deve estar pautada na liberdade sindical, que coloca as seguintes diretrizes:
Liberdade de formação sindical por empregados e empregadores. Àquele tempo a situação no Brasil era diversa. Os trabalhadores devem ser livres para escolher o seu sindiicato.
A não intervenção na autonomia dos sindicatos. Aqui a situação também é problemática, haja visto a contribuição sindical compulsória.
Ao tempo da CF de 88, muito se discutiu o que fazer a respeito do sistema sindical. Na realidade o que percebemos é que se preservaram alguns caracteres autoritários e aplicação de alguns caracteres democráticos. A sistema se tornou mais benéfico ao trabalhador, entretanto incoerente pela dificuldade de coadunar características democráticas com autoritárias.
Art. 8, I e V da CRFB – percebemos aqui a adoção do que indica a convenção da OIT.
Entretanto a incoerência não é difícil notar:
Inciso II – percebemos que este inciso começa a restringir a liberdade. Se não houvesse esse inciso seria possível a criação de um sindicato dos trabalhadores de um bairro, de um mesmo empregador, de um mesmo estabelecimento. O que esse dispositivo define é a Unicidade Sindical. Isto é cada categoria em cada base territorial (que não pode ser inferior a um município) não pode ser representada por mais de um sindicato.
Em outros países temos, ao contrário a Pluralidade Sindical. Naturalmente poderíamos pensar que um sindicato único é bom porque é forte. Entretanto segundo princípios mais democráticos quem deve decidir isto são os próprios trabalhadores. E é dessa forma que a partir do sistema da pluralidade sindical, poderia , sem problemas se chegar a Unidade Sindical (e não unicidade, que por sua vez decorre de imposição legal).
Art. 8, V x IV – o inciso V revogou a filiação compulsória. 
Ex: incoerência – ainda que o trabalhador não seja filiado ao sindicato, o trabalhador é alcançado por acordos e convenções coletivas.
Incoerências:
Apesar do sistema Brasileiro, o país proporcionalmente a outros países, tem mais sindicatos.
Antes da CF de 88 – Comissão de Enquadramento Sindical, dizia quais categorias existem e quais não existem ou desaparecem. O inciso I extinguiu tal comissão, de modo que os próprios empregados e empregadores pudessem decidir a qual categoria pertenciam. O problema é como combinar este inciso com o II. Como permitir que empregados e empregadores podem escolher suas categorias e ao mesmo tempo respeitar a Unicidade Sindical? Súmula 677 do STF. Percebemos uma clara intervenção do estado, através do Min. Do Trabalho na organização sindical. Como o Min. Do Trabalho faz: ele publica a requisição de registro, se ninguém se opor, ele cria o novo sindicato, rompendo com a Unicidade Sindical.
Como é que o Min. Pode zelar pela unicidade nesse caso se não dispõem de poder de imposição e intervenção conforme Art. 8, II.
Se houver oposição de um sindicato antigo, o Min. Do Trabalho tenta uma conciliação entre os dois sindicatos. Se não houver conciliação o Min. Do Emprego aguarda decisão da Justiça. Como tais decisões tardam bastante, percebemos mais uma vez o desrespeito a Unicidade Sindical.
Art. 114, III – competência da justiça do Trabalho.
Cuidado - o que indica a categoria do empregado é a atividade preponderante do empregador. Algumas categorias se definem pela atividade preponderante do empregador.
Rio, 26/10/2011
AULA Katia
PEGAR O COMECO DA AULA
CONCLUSAO = art 522 teria sido recepcionado pela CF 88. Isso é o que esta na sum 369, II do TST. Não é ingerência, é uma regra para a constituição do sindicato que a lei pode prever, como faz para qq outra pessoa jurídica de direito privado. O que se quer impedir é que se impeça a criação do sindicato. 
CONCLUSAO: sindicatos tem o maximo 7 diretores e no mínimo 3, todos estaveis, (atr 8º, III). São 14 estáveis, entao.
Ideal que o sindicato tenha uma base territorial e maior numero de filiados de modo a ter maior porte e poder político. Se no Brasil a situação sindical evoluir nesse sentido, pode ser que esse numero de 7 seja pouco para uma adequada gestão. O 522 de certa forma induz sindicatos menores, fragmentados, como hoje se ve no Brasil.
só os 7 diretores são estaveis, então ainda que seja possível a figura dos delegados sindicais, essas figuras não terão a establiade que lhes permitiria independência.
pela jurisprudência do TST, o conceito de dirigente para estabilidade é restrito. Os membros do consekhi fiscal não tem estabiliade porque esses membros não lidam com empregadores, são membros de órgãos internos.
B acha que pode haver beneficio para que a estabilidade do membro do consleh fiscal.
Estabilidade está no CF art 8º, VIII reproduzindo o que estava no art 543, § 5º da CLT. Formalidades: comunica-se ao empregador quando o cara registra a candidatura ou quando é eleito. Se o sindicato não comunica, o que acontece? o empregado continua estável ou a estabilidade depende dessa comunicação? a SUM 369, I do TST dita que é indispensável a comunicação do sindicato ao empregador; é com ela que o empregado se torna estável, não basta a candidatura. 
ESSA SUMULA É MUITO QUESTIONADA.
RELER AS QUATRO CONTRIBUICOES SINDICAIS
NEGOCIACOES COLETIVAS
SINDICATO DE EMPREGADOS COM UM OU MAIS EMPREGADORES – ACORDO COLETIVO
SINDICATO DE EMPREGADOS COM SINDICATOS DE EMPREGADORES (sindicato de categoria econômica)– CONVENÇÃO COLETIVA
Na típica autonomia das vontades, se negocia quando se quer. Mas na CLT art 616 se vê que a negociação é obrigatória para os sindicatos que tem na negociação a sua razão de ser.
O prazo maximo do acordo ou da convenção é de 2 anos (na pratica se celebra por 1 ano) ; se o acordo está em vigor, o sindicato pode se recusar a negociar, ressalvada a teoria da imprevisão, situação em que deve haver a negociacao. 
Para quem vale o acordo ou a convenção coletiva? qual é seu campo de incidência e de vigência das convenções coletivas?
Sindicato dos bancos do município A, B C D celebra convenção do Sindicato dos Bancarios dos municípios C D E F. a convenção coletiva só vale para a base territorial comum (municípios C e D), e alcanca todos os empregadores e todos os empregados da categoria, FILIADOS OU NÃO.. Para os municípios A e B, o sindicato de bancos terá que procurar o sondicato dos bancários dessas localidades.
Para quem vale o acordo coletivo?
Quem assina é um ou mais empregadores. O acordo só vale para os empregadores que o assnaram. Do outro lado está o sindicato dos empregados, que representa uma categoria em certa base territorial.
ITAU E SANTANDER firmam acordo com sindicato dos bancários dos municípios A, B e C. O acordo só vale para esses bancos e para todos os trabalhadores desses bancos localizados nos municípios A, B e C FILIADOS OU NÃO.
Os acordos coletivos valem para os empregadores signatários e alcança os empregados da base territorial dos sindicatos que firmaram o documento, FILIADOS OU NÃO. 
PROVA
Se diz que “os acordos e convenções coletivas têm corpo de contrato e alma de lei “– nascem por acordo de vontade, como os contratos, mas tem alma de lei porque tem eficácia erga omnes. Alcançam quem ali é empregado ou empregador e quem vier a ser empregado ou empregador enquanto estiver em vigor o instrumento
Tal como uma lei, não se sabe quem será alcançado pelo acordo ou convenção.
Principio da condição mais benéfica – a situação do empregado só pode mudar para melhor. 
Se as convenções coletivas ou acordos que se sucedem (CLT 614), na negociação a condição nova pode ser menos benefica? 
Alteração no