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DJi - Medidas de Segurança

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a
situação anterior se o agente, antes do decurso de um ano, pratica fato
indicativo de sua periculosidade (não necessariamente crime).
Local da internação: internado será recolhido a estabelecimento dotado
de características hospitalares (art. 99 do CP). Na falta de vaga, a
internação pode dar-se em hospital comum ou particular (RJTJSP,
91/388; Damásio E. de Jesus, Comentários, cit., v. 2, p. 230.), mas
nunca em cadeia pública (JTACrimSP, 92/132; RT, 6081325; HC
138.478, da 8" Câm. do TACrimSP.); inclusive, o Supremo Tribunal
Federal já se manifestou pela possibilidade de internação em hospital
particular (HC 64.494-5-SP, 2ª T., Rel. Min.Aldir Passarinho, j. 25-11-
1986, unânime, DJU, 27-2-1987, p. 2953.). Dessa forma, constitui
constrangimento ilegal a manutenção de réu destinatário da medida de
segurança em estabelecimento inadequado por inexistência de vaga em
hospital (JTACrimSP, 90/103 e 92/132.).
Medida de segurança restritiva: tem como características:
a) se o fato é punido com detenção, o juiz pode submeter o agente a
tratamento ambulatorial;
Extraterritorialidade
da Lei Penal
Brasileira
Fato Típico
Fontes do Direito
Penal
Fuga de Pessoa
Presa ou Submetida a
Medida de Segurança
Função Ético-Social
do Direito Penal
Ilicitude
Imposição da Medida
de Segurança para
Inimputável
Imputabilidade
Inimputáveis
Internação
Internado
Interpretação da Lei
Penal
Irretroatividade da
Lei Penal
Legítima Defesa
Leis de Vigência
Temporária
Limites de Penas
Livramento
Condicional
Lugar do Crime
Medida (s)
Medidas
Assecuratórias
Medidas Cautelares
Medidas de
Segurança a
Inimputáveis
Nexo Causal
Objeto do Direito
Penal
Outras Medidas
Cautelares
Pena de Multa
Penas Privativas de
Liberdade
Penas Restritivas de
Direitos
Perícia Médica
Potencial Consciência
b) o tratamento ambulatorial será por prazo indeterminado até a
constatação da cessação da periculosidade;
c) a constatação será feita por perícia médica após o decurso do prazo
mínimo;
d) o prazo mínimo varia entre um e 3 anos;
e) a constatação pode ocorrer a qualquer momento, até antes do prazo
mínimo, se o juiz da execução determinar (LEP, art. 176).
Critério para fixar o prazo mínimo: será fixado de acordo com o grau de
perturbação mental do sujeito, bem como segundo a gravidade do delito.
Com relação a este último ponto, deve-se ressaltar que, embora a
medida de segurança não tenha finalidade retributiva, não devendo, por
isso, estar associada à repulsa do fato delituoso, a maior gravidade do
crime recomenda cautela na liberação ou desinternação do portador de
periculosidade.
Liberação: será sempre condicional, devendo ser restabelecida a situação
anterior se, antes do decurso de um ano, o agente praticar fato indicativo
de sua periculosidade (não necessariamente crime).
Possibilidade de aplicação de medida de segurança detentiva (internação
em hospital de custódia e tratamento) em crime apenado com detenção: a
medida de segurança de tratamento ambulatorial nos crimes apenados
com detenção é facultativa, ficando condicionada ao maior, ou menor,
potencial de periculosidade do inimputável, de modo que pode o juiz
optar pela sua intemação em hospital de custódia e tratamento
psiquiátrico, mediante exame do caso concreto e da periculosidade
demonstrada. Dessa forma temos a seguinte regra:
a) crime apenado com reclusão: a intemação em hospital de custódia e
tratamento psiquiátrico é obrigatória (CP, art. 97), não podendo ser
aplicada a medida de segurança restritiva (tratamento ambulatorial);
b) crime apenado com detenção: o tratamento ambulatorial é facultativo
(CP, art. 97), podendo, conforme o caso, o juiz aplicar a medida de
segurança detentiva (intemação em hospital de custódia e tratamento
psiquiátrico).
A respeito dessa questão já decidiu o Supremo Tribunal Federal: "Tanto
a intemação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico como o
acompanhamento médico-ambulatorial pressupõem, ao lado do fato
típico, a periculosidade, ou seja, que o agente possa vir a praticar outro
crime. Tratando-se de inimputável, a definição da medida cabível ocorre,
em primeiro plano, considerando o aspecto objetivo - a natureza da pena
privativa de liberdade prevista para o tipo penal. Se é o de reclusão,
impõe-se a internação. Somente na hipótese de detenção é que fica a
critério do juiz a estipulação, ou não, da medida menos gravosa - de
tratamento ambulatorial. A razão de ser da distinção está na gravidade da
figura penal na qual o inimputável esteve envolvido, a norte ar o grau de
periculosidade - Arts. 26, 96 e 97 do CP" (RT 693/427).
Conversão do tratamento ambulatorial em internação: o § 4º do art. 97
prevê que poderá o juiz, em qualquer fase do tratamento ambulatorial,
determinar a internação do agente, se essa providência for necessária
para fins curativos. O contrário não ocorre, uma vez que não previu a lei
a possibilidade de o juiz converter a medida de internação em tratamento
da Ilicitude
Prazo para Medidas
de Segurança
Prescrição
Prescrição Antes de
Transitar em Julgado
a Sentença
Pressupostos de
Aplicação da Medida
de Segurança
Princípio da
Legalidade
Processo de
Aplicação de Medida
de Segurança por
Fato não Criminoso
Quase-Crime; Semi-
Imputável
Reabilitação
Reformatio In Pejus
Reincidência
Resultado
Sanção Penal
Segurança
Substituição da Pena
por Medida de
Segurança para o
Semi-Imputável
Suspensão
Condicional da Pena
Tempo do Crime e
Conflito Aparente de
Normas
Tentativa
Teoria do Crime
Territorialidade da
Lei Penal Brasileira
Tipicidade
Tipo Penal nos
Crimes Culposos
Tipo Penal nos
Crimes Dolosos
ambulatorial.
A Lei de Tóxicos e a inaplicabilidade do art. 97 do CP: não se aplica a
regra geral prevista no art. 97 do Código Penal, segundo a qual a
internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico será
obrigatória se o crime for punido com reclusão. Para os crimes previstos
na Lei de Tóxicos, aplica-se o art. 10 da referida lei - Atividades de
Atenção e de Reinserção Social de Usuários ou Dependentes de Drogas
- Atividades de Prevenção do Uso Indevido, Atenção e Reinserção
Social de Usuários e Dependentes de Drogas - Sistema Nacional de
Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad - Medidas para Prevenção do
Uso Indevido, Atenção e Reinserção Social de Usuários e Dependentes
de Drogas - Normas para Repressão à Produção não Autorizada e ao
Tráfico Ilícito de Drogas - Crimes - L-011.343-2006, e a intemação só
será determinada se imprescindível para a eficácia do tratamento.
Semi-imputável (CP, art. 98): aplica-se o sistema vicariante: ou o juiz
reduz a pena de 1/3 a 2/3, ou a substitui por medida de segurança. A
decisão que determina a substituição precisa ser fundamentada (RJTJSP,
101/435; Damásio E. de Jesus, Direito penal, cit., 23. ed., v. 1, p. 232.),
e só deve ser determinada se o juiz entendê-Ia cabível, inexistindo direito
subjetivo do agente. A diminuição de pena é obrigatória (Damásio E. de
Jesus, Código Penal, cit., p. 93; RT, 514/313. Contra: Superior Tribunal
de Justiça, RE 1.732, 6' T., DJU, 9-4-1990, p. 2752.).
Vale mencionar a decisão do Superior Tribunal de Justiça no sentido de
que "no sistema da nova Parte Geral do Código Penal é possível a
substituição da pena pela medida de segurança do art. 98 do CP em sede
de apelação, ainda quando esta seja apenas da defesa, não se aplicando
a súmula 525 do STF, elaborada quando vigente o sistema duplo-binário"
(RT, 6551366.).
Medida de segurança e "Reformatio In Pejus" (Súmula 525 do STF): o
Supremo Tribunal Federal pronunciou-se no sentido de que, "com a
reforma penal de 1984, a medida de segurança passou a ser aplicada
somente aos inimputáveis e aos semi-imputáveis, podendo substituir a
pena privativa de liberdade quando for o caso, conforme inteligência dos
arts. 97 e 98 do CP; assim, a Súm. 525 do STF, editada antes da citada
reforma, subsiste apenas para vedar a reformatio in pejus no caso
específico da medida de segurança" (RT, 749/590.). As medidas de