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Greves-(Aula Batista)

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é o próprio empregador. 
Lei 7783/89:
Art. 1º - os nossos legisladores criaram um conceito de greve sem nem mencionar o termo ‘protesto’. Conceito que fala em parar de trabalhar coletivamente e pacificamente, sem importar em manifestação. Na argentina, uruguai e europa continental, as greves não tem esse formato de paralisação, mas na instauração de uma anormalidade que produza efeito oneroso ao governante ou ao empregador. 
Na aula passada, quando falamos das negociações, dissemos que um sindicato precisa antes instalar uma assembléia para deliberar sobre a aprovação ou não de um acordo. Quando a constituição de 88 entrou em vigor, algumas pessoas defenderam que o art. 612 não teria sido recepcionada, porque a constituição prevê maior liberdade sindical – o estatuto de cada sindicato que deveria estipular o quórum de instauração e aprovação. Isso nunca pareceu correto ao Berthier, porque enquanto pessoa jurídica de pessoa privada seu funcionamento é regrado por lei – o que se veda é a intervenção do Estado administração pública. Legislar sobre o sindicato ela continua a poder. O art. 4º, §1º da lei 7783 fala que o quórum para deliberação seria estabelecido pelo estatuto, e, consequentemente, também o quórum para aprovação – Berthier pensa ter havido a revogação daquele por esse. O art. 612 da CLT e art. 4º tratam sobre uma mesma assembléia por dois ângulos diferentes – ou seja, na verdade, trata-se de uma só assembléia em que ou se dá rumo a greve, ou se assina o acordo/convenção coletiva. Não dá para estabelecer essa convivência dos dois artigos, porque eles são dois lados de uma mesma moeda – não se tem duas assembléias, até por uma questão de economia processual. A assembléia que assina a convenção/acordo, rejeitou a greve. E o contrário também. Ou seja, não dá para haver a dissosiação entre acordo/negoaciação e greve. Resumo da história: com este art. 4º, o art. 612 teria sido revogado. Esse é um tema ainda não pacificado. 
Já que essa é uma questão tão sensível, por que não houve até agora jurisprudência que firmasse posição num ou noutro sentido? Assembleia sindicais não são verdadeiramente formais. Diretoria faz o que chamam de ‘dar orientação’. É tudo feito por aclamação, e isso pouco se quesitona. Esse conflito fica sendo discutido em laborátio – gera poucas consequencias na vida prática. 
Art. 3º, § único – se frustrou-se a tentativa de negociação coletiva, comunica-se com pelo menos 48 horas de antecedência o empregador ou o sindicato dos empregadores a decisão da paralisação. Se for serviço essencial, a antecedência aumenta para 72 horas, e passa a ser necessário avisar ao sindicato, ao empregador envolvivido e também aos usuários (art. 13).