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CIVIL_Civil__Parte_Geral___Posse_e_Propriedade__simulado_oab_2_2011_2

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OAB 2011.2 - 2ª FASE – 
CIVIL – 
Thiago Godoy 
Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.renatosaraiva.com.br | (81) 3035 0105 
 
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1. André Mota é um humilde fazendeiro em cidade no interior do Estado de Pernambuco. 
Renato Saraiva, poderoso fazendeiro local sempre almejou suas terras, pois localizada em local 
estratégico para suas ambições. Certo dia, Renato Saraiva acompanhado de seus jagunços 
expulsa André Mota e sua família de suas terras e já inicia obras de seu interesse. Você, 
advogado e amigo de André Mota, toma conhecimento do ocorrido e resolve ajudá-lo. Elabore 
a petição inicial cabível a ser apresentada em juízo para defesa dos interesses de seu cliente e 
amigo. 
 
2. Augusto adquiriu de Aurélio, por meio de contrato particular de promessa de compra e 
venda, os direitos de posse de um lote de terreno urbano, com algumas benfeitorias, na cidade 
de Aracaju - SE. No dia 20 do mês passado, José invadiu o lote, derrubou o muro e o portão e 
danificou diversas partes da casa, em construção, afirmando ser o proprietário do imóvel, 
ocasião em que exibiu a escritura pública devidamente registrada. Considerando a situação 
hipotética apresentada, elabore um texto argumentativo acerca da proteção possessória e do 
direito de retenção por benfeitorias. 
 
RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 
 
Augusto adquiriu a posse de Aurélio, por meio de contrato. Não bastasse, praticou atos de 
exteriorização da propriedade, consistente em construir no local (art. 1.196 do Código Civil). 
Essas circunstâncias fazem nascer uma série de direitos, que estão entre os chamados efeitos 
da posse, dentre os quais o direito de ser mantido na posse, em caso de turbação, e restituído, 
no caso de esbulho (art. 1.210 do Código Civil). 
 
José, por sua vez, afirma ser proprietário do imóvel e apresenta, em seu favor, uma escritura 
pública devidamente registrada. 
 
No que diz respeito à proteção possessória, aquele que exerce a posse, mesmo não sendo o 
proprietário da coisa, tem direitos e pode defendê-los por força própria, contanto que o faça 
logo, ou mediante ação possessória promovida junto ao Poder Judiciário (art. 1.210, § 1º, do 
Código Civil). 
Nesse sentido, Augusto tem direito de defender a sua posse, extrajudicial e judicialmente, 
sendo certo que no juízo possessório José sequer tem como alegar ser proprietário da coisa 
(art. 1.210, § 2º, do CC). Deve aguardar o desfecho da ação possessória e ingressar com ação 
reivindicatória, a fim de provar ser o verdadeiro proprietário da coisa e conseguir a retomada 
do imóvel. Nesse caso, estará caracterizada a evicção e Augusto poderá acionar Aurélio nos 
termos dos arts. 447 e seguintes do Código Civil. Caso José seja realmente o proprietário da 
coisa e vença a demanda reivindicatória, Augusto, por ser possuidor de boa-fé, terá direito a 
indenização pelas benfeitorias úteis e necessárias que fizer, bem como, quanto às 
voluptuárias, se não lhe forem pagas, a levantá-las, quando o puder sem detrimento da coisa, 
e poderá exercer o direito de retenção pelo valor das benfeitorias necessárias e úteis (art. 
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1.219 do Código Civil). O direito de retenção por benfeitorias deve ser alegado por Augusto na 
própria contestação da ação reivindicatória que sofrer. 
Por fim, vale lembrar que, se, por algum motivo, as benfeitorias não forem abonadas pelo 
evictor (José), Augusto poderá acionar o alientante (Aurélio), nos termos do art. 453 do Código 
Civil, a fim de que este arque com os prejuízos respectivos.