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CLARETIANO – CENTRO UNIVERSITÁRIO
JULIANA DE CARVALHO ROMEIRO
R.A.: 8066118
LINGUÍSTICA: PRAGMÁTICA, ANÁLISE DO DISCURSO E FILOSOFIA DA LINGUAGEM
POLO ARAÇATUBA – SP
SETEMBRO / 2021
Atividade:	
No 1º Ciclo de Aprendizagem, estudamos a relevância da Pragmática para o campo dos estudos linguísticos. Naquele contexto, analisamos a noção de implicatura, que você pode rever consultando o CRC no Material na Sala de Aula Virtual. Vamos refletir um pouco mais sobre o assunto?
Reveja o conteúdo e construa um texto no qual contraponha as noções de implicatura convencional e implicatura conversacional. Reflita, na explanação teórica, sobre a relevância do contexto para a construção dos sentidos do/no texto. Você deve trazer exemplos do cotidiano para ilustrar sua resposta: pesquise em jornais e revistas, bem como em outros materiais disponíveis, lembrando-se de explicitar sua fonte de pesquisa.
Resposta da atividade:
Acredito que, o estudo da linguística nos dá base para a melhor compreensão e ensino de nossos alunos. A classe das implicaturas integra duas subclasses: as implicaturas convencionais e as implicaturas não convencionais. As implicaturas convencionais são as inferíveis através de palavras ou de sequências de palavras. Este termo convencional refere, especificamente, aquilo que tem realização linguística.
Exemplo: Surpreende-me que a Florinda seja advogada.
Implicatura convencional: Florinda é advogada. 
Do lado das implicaturas não convencionais consideram-se duas grandes categorias: as implicaturas conversacionais e as implicaturas não conversacionais.
O princípio da cooperação estipula que o interlocutor é cooperativo na troca verbal no sentido em que a sua contribuição na conversação deve corresponder àquilo que dele se exige em função da direção que a conversação tomar e em função da finalidade comunicativa tacitamente assumida entre os dois interlocutores.
No decurso o locutor pode observar as seguintes máximas conversacionais: a máxima de quantidade (requer que o interlocutor não diga nem mais nem menos informação do' 'que a necessária para uma dada finalidade comunicativa); a máxima da qualidade (requer do locutor que nunca afirme aquilo que crê que é falso e para o qual lhe faltam provas); a máxima da relação (requer do locutor que a sua participação seja pertinente) e a máxima da maneira/modo (requer do locutor que participe na conversação com uma elocução ordenada, evitando ser ambíguo, prolixo ou obscuro).
Ex.: Tenho dois sobrinhos.
Implicatura conversacional: «Florinda é advogada e tem dois sobrinhos» (apesar de, tendo dois sobrinhos). O interlocutor de Florinda retira' 'esta implicatura (tem apenas um sobrinho) porque parte do princípio de que a Florinda respeita a máxima da quantidade. As implicaturas não conversacionais resultam da combinação do sentido das palavras com o conhecimento do contexto situacional e têm fundamento estético, social ou moral. Grice é mais conhecido por sua definição de significação do locutor, que suscitou muito interesse no âmbito da filosofia da linguagem. Portanto, as implicaturas conversacionais são uma análise do que Grice chama de significação de ocasião dá como exemplo de máxima não conversacional a máxima de cortesia. Acredito que a leitura sobre o assunto será de grande valia para os estudos futuros.
Referência bibliográfica:
GRICE, H. Paul, Lógica e conversação. Editora: fundamentos metodológicos da linguística – volume IV, Campinas, 1982.

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