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DJi - Penas Privativas de Liberdade

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à pena de prisão simples, só ocorre do aberto para o
semi-aberto.
Sentença omissa quanto ao regime inicial: se não houver expressa menção
quanto ao regime inicial, a dúvida deve ser resolvida em prol do regime
mais benéfico, desde que juridicamente cabível. Por exemplo: réu
primário condenado a 6 anos de reclusão, sem que a sentença faça
referência alguma quanto ao regime inicial. Sendo possíveis, na hipótese,
tanto o fechado quanto o semi-aberto, a pena deverá ser cumprida neste
último, por ser mais brando.
Comissão Técnica de Classificação: de acordo com o art. 5º da Lei de
Execuções Penais: "Os condenados serão classificados, segundo os seus
antecedentes e personalidade, para orientar a individualização da
execução penal". "A classificação será feita por Comissão Técnica de
Classificação (CTC) que elaborará o programa individualizador da pena
privativa de liberdade adequada ao condenado ou preso provisório" (art.
6º, de acordo com a redação determinada pela Lei n. 10.792, de 1º-l2-
2003). A Constituição Federal estabelece em seu art. 5º, XLVI, que a lei
regulará a individualização da pena. Individualizar a pena é também
adaptar a sua execução às características pessoais do condenado, com o
objetivo de proporcionar a sua reintegração social. Buscando sempre
readaptar o condenado ao convívio social, a individualização da pena, em
matéria de execução, pressupõe que "a cada sentenciado, conhecida a
sua personalidade e analisado o fato cometido, corresponda tratamento
Penal
Direitos do
Condenado ou
Internado
Direitos do Preso
Disciplina
Efeitos da
Condenação
Eficácia de Sentença
Estrangeira
Erro de Tipo
Erro Judiciário
Espécies de Pena
Estabelecimentos
Penais
Exame Criminológico
Excesso ou Desvio
Execução das
Medidas de
Segurança
Execução das Penas
em Espécie
Execução Penal
Extraterritorialidade
da Lei Penal
Brasileira
Falta Grave
Faltas Disciplinares
Fato Típico
Fontes do Direito
Penal
Função Ético-Social
do Direito Penal
Hospital de Custódia
e Tratamento
Psiquiátrico
Ilicitude
Imputabilidade
Incidentes de
Execução Penal
Individualização da
Pena
Interdição
Temporária de
Direitos
Interpretação da Lei
Penal
Irretroatividade da
Lei Penal
penitenciário adequado" (cf. Exposição de Motivos da Lei de Execução
Penal). Instrumento importante para buscar a individualização da
execução da pena é a prévia classificação dos criminosos de acordo com
seus antecedentes e personalidade. Ela será feita pela Comissão Técnica
de Classificação, órgão colegiado presidido pelo diretor do
estabelecimento carcerário e composto por um psicólogo, um psiquiatra e
um assistente social, além de dois chefes de serviço, desde que se trate
de pena privativa de liberdade, ou composto apenas por fiscais do
Serviço Social, nos demais casos. A Lei n. 10.792, de 1º de dezembro
de 2003, ao modificar a redação do art. 6º da LEP, restringiu as funções
da Comissão Técnica de Classificação, a qual não terá mais a missão de
acompanhar a execução das penas privativas de liberdade, nem poderá
mais propor progressões ou regressões de regime. Isso porque a parte
final do mencionado art. 6º da LEP (" ... devendo propor, à autoridade
competente, as progressões e regressões dos regimes, bem como as
conversões") foi suprimida pela nova legislação. Assim, atualmente, o art.
6º da LEP diz apenas que caberá à CTC elaborar o programa
individualizador da pena privativa de liberdade adequada ao condenado
ou ao preso provisório, sem fazer referência ao acompanhamento do
cumprimento da pena privativa de liberdade. Com isso, caberá, agora, à
Comissão Técnica de Classificação, apenas no início da pena, submeter o
condenado a exame criminológico, estabelecer seu perfil psicológico e
classificá-lo de acordo com a sua personalidade, bem como com seus
antecedentes. A partir daí, elaborará todo o programa individualizador da
pena privativa de liberdade, nos termos dos arts. 5º e 6º da LEP,
modificados pela Lei n. 10.792/2003, bem como do art. 34, caput, do
CP, o qual dispõe: "O condenado será submetido, no início do
cumprimento da pena, a exame criminológico de classificação para
individualização da execução". Além de suprimir a atividade fiscalizatória
da CTC durante a execução da pena, a Lei n. 10.792/2003 promoveu
outra alteração no art. 6º da LEP, incluindo o preso provisório no rol
daqueles que estarão sujeitos ao programa individualizador elaborado
pela Comissão Técnica de Classificação, suscitando críticas na doutrina:
"Não se encontra justificativa para inclusão do preso provisório, mesmo
porque, de regra recolhidos em cadeias públicas (LEP, art. 102), e estas
não dispõem de condições para formar a CTC (Comissão Técnica de
Classificação), conforme prevê o art. 7º. Demais disso, não se
compactua com a idéia de realização de exame criminológico em relação
ao preso provisório, ainda que já sentenciado, mas sem que tenha
ocorrido o trânsito em julgado da condenação, devido ao Princípio
constitucional da Presunção de Inocência" (Maurício Kuehne, Direito
penal e processual penal, Revista Magister, ano I, n. 2, out./nov. 2004,
Porto Alegre, Ed. Magister, p. 7.).
Para classificar os delinqüentes de acordo com sua personalidade, é
necessário recorrer à biotipologia, que é o estudo da personalidade do
criminoso. O exame criminológico é uma das espécies de biotipologia. É
obrigatório para os condenados à pena privativa de liberdade em regime
fechado (LEP, art. 8º, caput) e facultativo para os condenados a cumprir
pena em regime semi-aberto (art. 8º, parágrafo único). Surge aqui uma
Juízo da Execução
Penal
Legislação Especial
Leis de Vigência
Temporária
Liberdade
Limitação de Fim de
Semana
Limites de Penas
Livramento
Condicional
Lugar do Crime
Medida de Segurança
Ministério Público
Multa (s)
Nexo Causal
Objeto do Direito
Penal
Objeto e Aplicação
da Lei de Execução
Penal - LEP
Órgãos da Execução
Penal
Patronato
Pena Cumprida no
Estrangeiro
Pena de Multa
Penas
Penas Restritivas de
Direitos
Penitenciária
Permissão de Saída
Potencial Consciência
da Ilicitude
Prescrição
Prescrição no Caso
de Evasão do
Condenado ou de
Revogação do
Livramento
Condicional
Prestação de
Serviços à
Comunidade ou à
Entidades Públicas
Princípio da
Legalidade
Prisão
Prisão-Albergue
contradição: o art. 35, caput, do CP, contrariamente ao que dispõe o
parágrafo único do art. 8º, determina a obrigatoriedade do exame
criminológico também para os condenados em regime semi-aberto.
Embora a questão não seja pacífica, predomina o entendimento
jurisprudencial de que a Lei de Execução Penal, lei especial, deve
prevalecer, sendo, portanto, facultativo o exame nesse caso.
Progressão de regime: a sentença penal condenatória, ao transitar em
julgado, o faz com a cláusula rebus sic stantibus, ou seja, será imutável
apenas enquanto os fatos permanecerem como se encontram. A
alteração da situação fática existente ao tempo da condenação faz com
que o Juízo da execução promova as necessárias adaptações a fim de
adequar a decisão à nova realidade. Assim, o fato de alguém ter recebido
um determinado regime de cumprimento da pena não significa, salvo
algumas exceções, que tenha de permanecer todo o tempo nesse mesmo
regime. O processo de execução é dinâmico e, como tal, está sujeito a
modificações. Todavia, o legislador previu a possibilidade de alguém, que
inicia o cumprimento de sua pena em um regime mais gravoso (fechado
ou semi-aberto), obter o direito de passar a uma forma mais branda e
menos expiativa de execução. A isso denomina-se progressão de regime.
Trata-se da passagem do condenado de um regime mais rigoroso para
outro mais suave, de cumpri" mento da pena privativa de liberdade,
desde que satisfeitas as exigências legais. Os requisitos para a progressão
são:
(1) Objetivo: consiste no tempo de cumprimento de pena no regime
anterior (1/6 da pena). A cada nova progressão exige-se o requisito
temporal. O novo cumprimento de 1/6 da pena, porém, refere-se ao
restante da pena e