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para cada doença (cria-se um parâmetro testando-se soro de indivíduos 
com a doença, normais, normais em área endêmica, com outras doenças, 
etc.). 
 
WESTERN BLOT – Detecta proteínas que são separadas de acordo com 
a carga. Utiliza-se o detergente SDS, que faz com que a proteína perca as 
estruturas quaternária, terciária e secundária, ficando apenas a primária e 
a carga negativa dada pelo SDS. Mercaptoetanol quebra as pontes 
dissulfeto. Aquece-se para facilitar a desnaturação. Coloca-se gel de 
poliacrilamida entre duas placas de vidro. Faz-se com um pente, “dentes” 
na parte superior do gel, para se colocar soluções de diferentes proteínas 
em cada um. Coloca-se numa placa de eletroforese, onde as proteínas 
migram do catodo para o anodo (pois o SDS é negativo) de acordo com o 
tamanho molecular, de forma que as maiores migram menos, pois têm que 
passar pelos poros da acrilamida. Essa técnica é chamada SDS-PAGE 
(eletroforese em gel de poliacrilamida). Coloca-se o gel com as proteínas 
em contato com um papel filtro e aplica-se uma diferença de potencial para 
que as proteínas migrem para o filtro de nitrocelulose com a mesma 
disposição do gel. Esse papel pode ser incubado com anticorpos, que 
reagem com as proteínas de uma banda (anticorpos secundários 
radioativos, com enzimas, etc.). Os anticorpos que se ligam a epítopos 
conformacionais não se ligam.  
FACS ou citometria de fluxo: 
 
 Há uma fonte de raio laser e um recipiente onde é colocada a solução de 
células, que “pinga” através do raio laser. Esse, ao passar pela célula, sofre um 
“espalhamento” (refração), que serve para determinar o tamanho, granulosidade e 
fluorescência (se tiver marcador) da célula. 
 A suspensão deve ser de células isoladas, com uma diluição que tenha uma 
maior probabilidade de que cada gota contenha apenas uma célula. O aparelho faz 
vibração e pressão para que o líquido passe como gotículas. 
 Pode-se quantificar as células e separá-las em sub-populações, sem precisar 
fixá-las, por meio de placas de diferença de potencial, que desviam as células para 
compartimentos diferentes. A desvantagem principal é o pequeno número de células 
separado, embora a amostra seja bem purificada. 
 Nem sempre granulosidade e tamanho são suficientes para fazer um 
diagnóstico, sendo necessário fazer marcações (ex: de κ, de λ, CD19, etc). Os 
aparelhos de hoje podem detectar até cinco marcadores fluorescentes na mesma 
célula através de um sistema de filtros. 
 Esse mesmo tipo de análise é usado para dosar CD4 e CD8 em pacientes 
HIV-positivos, embora essa possa ser feita em microscópio ótico de fluorescência, 
que tem a desvantagem de sofrer influência da subjetividade do contador e ser um 
método mais lento. 
 
Aplicação: 
 
a) Tipagem de leucócitos  diagnóstico de imunodeficiências congênitas, 
avaliação e prognóstico de HIV-positivos, monitoramento da reconstituição de 
transplante de medula óssea, monitoramento de imunoterapia ou quimioterapia 
em imunodeficiências. 
b) Fenotipagem de tumores  diagnóstico e classificação de linfomas e leucemias, 
diferenciação de células tumorais hematopoiéticas e não hematopoiéticas, 
avaliação de prognóstico de cancêr, determinação da clonalidade de linfomas e 
leucemias B. 
c) Análise de DNA  determinação da fase do ciclo celular.  
ED – FACS ou Citometria de fluxo 
 
 Há uma fonte de raio laser e um recipiente em que é colocada a 
solução de células, que “pinga” através do raio laser. Esse, ao passar pela 
célula, sofre um espalhamento, que serve para determinar o tamanho, 
granulosidade e fluorescência (se estiver marcada) da célula. 
 A suspensão deve ser de células isoladas; com uma diluição tal que 
haja uma maior probabilidade de cada gota conter apenas uma célula. O 
aparelho faz vibração e pressão para que o líquido passe como gotículas. 
 Pode-se quantificar as células, separá-las em subpopulações, sem 
precisar fixá-las, por meio de placas de diferença de potencial, que desviam 
as células para compartimentos diferentes. A desvantagem principal é o 
pequeno número de células separado, embora a amostra seja bem 
purificada. Os aparelhos de hoje podem detectar vários marcadores 
fluorescentes na mesma célula, através de um sistema de vários filtros. 
 
 
 
 Nem sempre granulosidade e tamanho são suficientes para fazer um 
diagnóstico, sendo necessário fazer marcação (ex.: de kappa, de lambda, 
CD5, CD19). 
 Esse mesmo tipo de análise é usado para dosar CD4 e CD8 em 
pacientes HIV-positivos, embora essa possa ser feita em MO de 
fluorescência, que tem a desvantagem de sofrer influência da subjetividade 
do computador e ser mais lento. 
 
Aplicação: 
I) Tipagem de leucócitos: Diagnóstico de imunodeficiências 
congênitas; avaliação e prognóstico de HIV+; monitoramento de 
reconstituição de transplante de medula óssea; monitoramento de 
imunoterapia ou quimioterapia em imunodeficientes. 
II) Fenotipagem de tumores: Diagnóstico e classificação de linfomas e 
leucemias; diferenciação de células tumorais hematopoiéticas e 
não hematopoiéticas; avaliação do prognóstico do câncer; 
determinação de clonalidade de linfomas e leucemias B. 
III) Análise de DNA: Determinação do ciclo celular. 
 
  
 Rejeição de Transplantes  A  rejeição  pode  ser  aguda  ou  crônica.  A  rejeição  aguda  é mais  intensa  e mais violenta,  e  termina  com a  rejeição do órgão.  Já  a  rejeição  crônica dura um período de tempo maior. A rejeição não está ligada à quantidade de alelos de HLA diferentes entre doador e receptor.  
Papel da imunossupressão:  
   Diminuir  a  resposta  imune  a  uma  rejeição  crônica.  Antigamente  a imunossupressão  só  era  conseguida  com  altas  doses  de  drogas  e  efeitos  colaterais. Atualmente,  as  doses  são  bem mais  baixas  e  os  efeitos  colaterais  são menores.  Essas drogas  (exemplos:  ciclosporina  A,  FK506,  e  rapamicina)  atuam  principalmente  em linfócitos T. Em princípio, este é um tratamento crônico e que deve ser constantemente acompanhado.  
Tipagem HLA:    Antes do transplante, procura‐se tipar o HLA de órgãos do doador e do receptor, para evitar‐se a rejeição aguda ou pelo menos minimizar a rejeição crônica. O objetivo desta  tipagem é,  portanto,  obter  a melhor  compatibilidade de MHC  classe  I  e  classe  II entre doador e receptor.   São  as  células  do  transplante  que  apresentam MHC  classe  II  na  sua  superfície dão  início  a  rejeição. Porém,  tanto  classe  I  quanto  classe  II  dão  contribuições,  embora diferentes, a rejeição.   A tipagem de HLA é feita por centros especializados, através de uma combinação de técnicas, tais como: sorológicas, imunoquímicas, e de biologia celular e genética.  
 Reação leucocitária mista  quando o soro de dois indivíduos, ao serem 
colocados juntos, desencadeam uma reação violenta. A ausência desta 
reação indica que há compatibilidade de classe II. 
 
No transplante de medula óssea, o hospedeiro pode rejeitar a medula ou a 
medula pode rejeitar o hospedeiro. É a chamada reação do enxerto contra o 
hospedeiro. 
 
 Reação do enxerto contra o hospedeiro  é quando células contidas no 
transplante (30% das células da medula são células T) rejeitam o hospedeiro, 
pois as moléculas de HLA são diferentes. Estas células T agridem o 
hospedeiro, principalmente pele, sistema imune, retina, e cordas vocais. 
 
Para evitar a reação do enxerto contra o hospedeiro, se utiliza anticorpos 
contra proteínas de linfócitos T (ex: anti CD4 e CD8), para matar as células T do 
enxerto. O problema é que os linfócitos T produzem citocinas que fazem a medula 
funcionar, e sem eles a medula não funciona. 
 
 Enxerto contra leucemia  o transplante teria um efeito anti-cancêr, se as 
células T não fossem completamente eliminadas.   
APLICAÇÃO DE CONCEITOS IMUNOLÓGICOS À MEDICINA 
(GRUPOS SANGUÍNEOS)  
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