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Intimação

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Rio, 14 de setembro de 2011
Direito Processual Civil I
A contagem de prazo é regulada pelos artigos 241 e 184 do CPC. O prazo de contestação, em geral, é de 15 dias – resta saber quando esse prazo começa a ser contado. O artigo 241 fala dos termos inciais da contagem do prazo de contestação. Se a citação for pelo correio, o prazo começa a correr da juntada aos autos do aviso de recebimento. Se for por oficial de justiça, conta-se no dia em que o mandado for junto aos autos do processo. No caso de litisconsórcio passivo, o prazo só começa a contar a partir do momento em que for juntado o último mandado ou aviso de recebimento positivo. Quando a citação for feita por Carta Rogatória ou Precatória, conta-se da juntada da Carta aos autos originais. 
Já a contagem da citação por edital é muito peculiar. O edital vai ser publicado no jornal, depois tem-se o prazo de dilação e só depois o prazo de contestação. A idéia do prazo de dilação é de se dar oportunidade ao réu de tomar ciência da ação movida contra ele e que ocorreu a citação por edital. O prazo de dilação, conforme o artigo 232 inciso IV, variará entre 20 e 60 dias. O juiz vai fixar o – prazo de dilação, é uma atividade discricionária dele, sem necessidade de apontar o porque daquele prazo específico.
Deve ser lembrado que o dia do início do prazo deve ser descontado no caso do processo civil. O dia do vencimento, porém, é incluído. Se o dia seguinte ao dia do começo for sábado, domingo ou feriado, deve-se pular até chegar a um dia útil. O início da contagem do prazo se dará no primeiro dia útil após o dia em que ocorre o fato do qual decorrerá a contagem. O vencimento do prazo também deve se dar em dia útil. Essa contagem está no artigo 184 do Código Civil. Durante a contagem, porém, leva-se em conta os dias não úteis. No novo CPC, a OAB pediu que na contagem dos prazos processuais fossem computados somente dias úteis. 
Sobre a Intimação
A intimação está prevista no CPC nos artigos 234 à 242. Depois de citado o réu, as partes serão comunicadas ao longo do processo por meio de intimação. A comunicação processual é um gênero que possui como espécies a citação e a intimação. 
Existem duas modalidade de intimação: a intimação de advogado e a intimação da parte. Geralmente a intimação vai para os advogados, e geralmente ocorre por meio de publicação dos pronunciamentos judiciais no Diário de Justiça (que hoje se dá de forma eletrônica). O artigo 185 do CPC fala que quando o juiz não marca prazo, o prazo é sempre de cinco dias. Essa publicação no Diário de Justiça não é uma publicação processual – é somente uma intimação. Uma decisão publicada processualmente é uma ação que foi proferida – e, a partir do momento em que ela é proferida, torna-se pública.
Excepcionalmente o juiz ou lei pode indicar que intimação deve ser feita na pessoa da parte e não na pessoa do advogado da parte. Intimação da parte é a intimação pessoal. A solução do processo por abandono, por exemplo, só pode ocorrer depois da intimação pessoal da parte. Isso porque a lei visa proteger a parte contra o abandono que pode ter sido de responsabilidade unicamente do advogado. É o que indica o artigo 267 parágrafo 1º. Para os atos realizados dentro do processo, a regra é a intimação do advogado. Já nos atos realizados fora do processo, atos materiais – que são excepcionais - a regra é a intimação pessoal da parte. 
O artigo 238 fala que as intimações serão feitas por correio e o parágrafo único indica que presumem-se válidas as intimações pessoais enviadas aos endereços presentes na petição inicial. Deve-se avisar no caso da mudança de endereço. 
A intimação eletrônica, feita pelo sistema do processo eletrônico, é primordial hoje em dia. Ela foi introduzida pelo artigo 5º da Lei 11.419 de 2006. 
No Novo CPC, o artigo 307 indica que o julgamento liminar do pedido vai ocorrer apenas se o juiz se basear em súmula ou jurisprudência dos Tribunais Superiores. Já o artigo 323 indica que no procedimento comum irá existir uma audiência de conciliação antes do prazo de resposta do réu.