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Trabalho
 De
 Biofísica
Radioterapia
Teleterapia e Braquiterapia
1º Período
Turma B
Professora: Carmen Adília
Alunos: Amanda Figueiredo, Artur Faro, Bernardo Escocar, Daniel Cohen, Daniel Pacheco, Frederico, Luisa Chimeli, Magda Prates, Marina Mululo, Marcio Merlo, Rodolfo Lopes, Sarah, Tessa, Úrsula, Vinícius Galvão
ÍNDICE
Introdução ................................................................................ 3
Teleterapia ................................................................................ 4
Braquiterapia ............................................................................ 6
Comparação Braquiterapia x Teleterapia .................................. 9
Considerações Finais ................................................................. 12
Bibliografia ................................................................................ 13
Introdução
	A radioterapia utiliza a radiação no tratamento de tumores, principalmente os malignos, e baseia-se na destruição de tumor pela absorção de energia da radiação. Uma dose pré-calculada de radiação é aplicada, em um determinado tempo, a um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar todas as células tumorais, com o menor dano possível às células normais circunvizinhas, à custa das quais se fará a regeneração da área irradiada. Quanto mais profundo o tumor, mais energética deverá ser a radiação utilizada. A resposta dos tecidos às radiações depende de diversos fatores, tais como a sensibilidade do tumor à radiação, sua localização e oxigenação, assim como a qualidade e a quantidade da radiação e o tempo total em que ela é administrada.
São várias as fontes de energia utilizadas na radioterapia. Há aparelhos que geram radiação a partir da energia elétrica, liberando raios X e elétrons, ou a partir de fontes de isótopo radioativo, como, por exemplo, pastilhas de cobalto, as quais geram raios gama.
	A radioterapia pode ser radical (ou curativa), quando se busca a cura total do tumor; remissiva, quando o objetivo é apenas a redução tumoral; profilática, quando se trata a doença em fase subclínica, isto é, não há volume tumoral presente, mas possíveis células neoplásicas dispersas; paliativa, quando se busca a remissão de sintomas tais como dor intensa, sangramento e compressão de órgãos; e ablativa, quando se administra a radiação para suprimir a função de um órgão. Normalmente, os efeitos das radiações são bem tolerados, desde que sejam respeitados os princípios de dose total de tratamento e a aplicação fracionada.
	Serão abordadas duas modalidades de radioterapia: a Teleterapia - ou Terapia Externa - e Braquiterapia. A Teleterapia é a modalidade mais comum de tratamento radioterápico, que emprega a utilização de uma fonte externa colocada à distância do paciente através de um aparelho emissor de radiação. Já a Braquiterapia é uma forma de radioterapia na qual materiais radioativos são implantados nas proximidades do tumor.
Teleterapia
 A Teleterapia emprega uma fonte externa, colocada à distância do paciente, através de um aparelho emissor de radiação. Por esta razão, também é conhecida como radioterapia externa e representa a modalidade mais comum de tratamento radioterápico. Nesse tipo de tratamento a radiação também atinge todas as estruturas (tecidos e orgãos) que estiverem no trajeto do tumor. 
 Esta forma de radioterapia faz uso de feixes de raios x, raios gama ou partículas geradas distante do paciente (tele = à distância). Os tipos de radiações mais freqüentemente utilizados são Raios-X de alta voltagem (ortovoltagem), Raios-X de baixa voltagem (aceleradores lineares de elétrons) e radiação , do cobalto 60 (60Co). 
 O tempo e duração do tratamento dependem do tipo de tumor, seu tamanho e localização. Assim, o tempo e duração do tratamento são dependentes das diferentes radiossensibilidades, específicas de cada tumor. Uma análise do custo-benefício para tecido tumoral e tecidos normais adjacentes é realizada para que se decida qual a melhor forma de realização do tratamento. Isso vai variar de acordo com o tipo e localização do tumor. 
Com relação à distância fonte-pele, esta variou bastante desde que iniciou-se o uso de radioterapia. Hoje, equipamentos de alta energia são, geralmente, projetados com uma distância fonte-pele de 80 a 100 cm.
Para proteção do paciente, é necessário proteger estruturas ou órgãos que apresentem limitações de dose e a tolerância da pele na área tumoral não deve ser excedida. Além disso, é necessário imobilizar adequadamente o paciente e muitas vezes proteger algumas regiões, como a medula espinhal com placas de chumbo. 
Com relação ao local de aplicação da teleterapia e a proteção dos funcionários a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) deve aprovar o projeto da sala, havendo uma vistoria para que se possa usá-la. As paredes são dimensionadas de tal forma que não há vazamento de radiação para além da sala, como a sala do técnico, de onde será acionado o aparelho. A disposição das paredes é em forma de labirinto, o que confere maior proteção. Além disso, existem circuitos de segurança em que todas as portas são interligadas com o circuito do aparelho. Logo quando qualquer destas portas é aberta o aparelho desliga-se rapidamente. Há também monitores de vídeo para supervisionar à distância o local da teleterapia e o paciente. 
 
Uma série de equipamentos pode ser utilizada no tratamento com teleterapia, a sua escolha se faz de acordo com o tipo de radiação emitida, as características e conseqüências biológicas da radiação, o tipo de tumor a ser tratado com suas vantagens e desvantagens, e as lesões que afetam os tecidos normais. Os equipamentos utilizados na teleterapia podem ser quilovoltagem, de megavoltagem e de teleisotopoterapia.
 Os equipamentos de quilovoltagem são tubos convencionais de raios X. A voltagem aplicada entre os eletrodos é no máximo de 250 kV. Por essa razão, esses equipamentos são usados principalmente no tratamento de câncer de pele. 
 	Os equipamentos de megavoltagem são aqueles onde se situam os aceleradores de partículas. Num caso típico em que os elétrons atingem uma energia de 22 MeV, a dose máxima devida a raios X ocorrerá entre 4 e 5 cm de profundidade, decresce para 83% a 10 cm e para 50% a 25cm. Portanto, na terapia de tumores nos órgãos mais profundos como pulmão, bexiga, próstata, útero, laringe, esôfago, etc.
 	Os equipamentos de teleisotopoterapia empregam isótopos radioativos, sendo os mais comuns de cobalto, césio, e rádio. Um tubo de raios X, para produzir radiação equivalente à emitida por cobalto, deverá operar com tensão de 3MV, e como consequência o complexo se torna volumoso. A unidade de telecobalto apresenta vantagens por ser mais compacta, além do fato de não ter um largo espectro de energia como no caso de raios X.
A Teleterapia pode ser dividida em radioterapia superficial, semi-profunda e de megavoltagem, em função da energia da radiação emitida. A radioterapia externa de megavoltagem é a forma mais empregada de teleterapia, sendo realizada através das unidades de cobalto-60 e dos aceleradores lineares.
 
Braquiterapia
	É uma forma de radioterapia em que materiais radioativos são introduzidos em regiões próximas ao tumor. É uma modalidade de tratamento em que doses de radiação são emitidas para atingir as células tumorais, sem que uma grande quantidade de células sejam efetivamente afetadas. A braquiterapia diferencia-se pela taxa de dose de radiação e pelo local de aplicação. 
No tratamento de tumores por braquiterapia utilizam-se fontes de radiação ionizantes que são introduzidas diretamente nos locais onde eles se desenvolvem. Insere-se em cavidades naturais uma espécie de agulha contendo pequenas esferas. Essas esferas contem material radioativo que podem ser provenientes de: 
Sementes de iodo 125
Tubo de césio 137
Fio de irídio 192
Não são usados