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Revisão de Teoria Geral do Processo

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processuais que são a existência, a validade e o negativo. A existência e a validade são aqueles que devem ser preenchidos para que o processo se desenvolva até o mérito. Os negativos são aqueles que não podem existir para que haja esse desenvolvimento. Estes são a perempção, litispendência e coisa julgada. A primeira ocorre quando uma mesma ação é juizada por três vezes e é abandonada pelo autor. Abandonado pela terceira vez, fica vedado o ajuizamento dessa mesma ação. A litispendência é o ajuizamento de uma ação idêntica a outra que já está ocorrendo. A coisa julgada, a grosso modo, é o ajuizamento de uma ação que já teve seu mérito julgado anteriormente.
As nulidades processuais são a ocorrência de problemas no transcurso do processo. Não devemos confundir as nulidades processuais com as nulidades do direito material. Estas nulidades são três: inexistência, nulidade absoluta e nulidade relativa. O vício de existência pode ser alegado em qualquer momento do processo. Não há, portanto, preclusão. Ocorre quanto o ato processual não preenche todos os elementos constitutivos no plano processual. A nulidade absoluta ocorre quanto o ato processual tem seus elementos constitutivos, mas viola uma norma processual que foi estabelecido em prol do interesse público. Os vícios relativos ocorrem quando um ato processual viola uma norma de interesse privado.
A nulidade absoluta, assim como a inexistência, não sofre preclusão. A nulidade relativa, porém, pode ser suportada pelo direito processual, então sofre preclusão. A diferença entre inexistência e nulidade absoluta é que a primeira pode ser alegada após o fim do processo. Já o direito de alegar nulidade absoluta é extinto com o fim do processo. As irregularidades não chegam a ser vícios e, portanto, podem ser corrigidas a qualquer momento e não acarretam a nulidade do processo.
O processo também é regido por princípios. Estes são o princípio da liberdade das formas e da instrumentalidade das formas e estão previstos nos arts. 154, 244 e 249, §2º, CPC. O primeiro prevê que, não havendo forma prevista em lei, o ato processual pode ser praticado de qualquer modo desde que atinja a sua finalidade. A instrumentalidade das formas, por sua vez, determina que, mesmo que um ato processual tenha forma prevista em lei, esta pode ser infringida desde que não haja prejuízo da defesa.