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DIREITO PENAL - PARTE GERAL

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em um único ato. 
 
 
7.17. Crime plurissubsistente: admitem o fracionamento da conduta em 
diversos atos. 
 
 
 
 Roteiro 11: 
 
Teoria da Conduta 
 
1. Funções 
2. Teorias da Conduta 
3. Modalidades 
4. Ausência de Conduta 
5. Resultado 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
1. Funções 
 
 
1.1. A análise dogmática do crime deve necessariamente começar pelo 
enfrentamento do conceito de conduta. 
 
 
1.2. Constatada a existência de uma conduta penalmente relevante, passar-
se-á a análise das demais categorias do conceito de crime. 
 
 
1.3. A noção de conduta penalmente relevante cumpre três funções básicas: 
classificação dos delitos, definição dos delitos e exclusão de indiferentes penais. 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
2. Teorias da Conduta 
 
 
2.1. Não há uma noção unívoca acerca do conceito de conduta. Cada sistema 
penal define e analisa a conduta de um modo particular. 
 
 
2.2. Teoria causalista: 
 
 2.2.1. Ação é comportamento humano que causa um resultado; 
 
 2.2.2. Os elementos psicológicos (dolo e culpa) não integram a conduta 
 e devem ser analisados dentro da culpabilidade; 
 
 2.2.3. Foi objeto de críticas por motivos como não admitir a 
 punibilidade da tentativa e dos comportamentos omissivos. 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
2. Teorias da Conduta 
 
 
2.3. Teoria neokantista: foi responsável por apontar os defeitos da teoria 
anterior. 
 
 
2.4. Teoria finalista: 
 
 2.4.1. Conduta é uma ação ou omissão humana, consciente e 
 voluntariamente dirigida a um fim; 
 
 2.4.2. Até hoje é a teoria mais adotada no Brasil; 
 
 2.4.3. O elemento psicológico deixou de integrar a culpabilidade e 
 passou a fazer parte da tipicidade, a qual passou a constituir-se de tipo 
 objetivo (o que se exterioriza da conduta) e tipo subjetivo (a finalidade). 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
2. Teorias da Conduta 
 
 
2.5. Teoria social da ação: ação é o comportamento socialmente relevante 
(crítica: a falta de clareza do conceito de relevância social). 
 
 
2.6. Funcionalismo: 
 
 2.6.1. Roxin (funcionalismo penal racional-teleológico) ação é toda 
 conduta positiva ou negativa que expresse a personalidade do sujeito. 
 
 2.6.2. Jakobs (funcionalismo penal sistêmico) ação é a produção 
 individual do resultado evitável. A pessoa é aquela que cumpre seu papel 
 social de respeitador das normas. 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
2. Teorias da Conduta 
 
 
2.7. Teoria significativa da conduta: 
 
 2.7.1. Sugere-se um novo modelo de análise e solução dos problemas 
 da teoria do delito, partindo da premissa normativa de que ação não é 
 algo que os homens fazem, mas sim o significado do que fazem. 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
3. Modalidades 
 
 
3.1. Existem duas modalidades de conduta penalmente relevantes: a 
conduta comissiva e a conduta omissiva. 
 
 3.1.1. Ação: conduta comissiva, aquela que exige um fazer. 
 
 3.1.2. Omissão: trata-se de não realizar um comportamento 
 esperado, quando no caso concreto havia a possibilidade e o dever de 
 fazê-lo. A omissão será própria ou imprópria. 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
3. Modalidades 
 
 
3.2. Omissão própria (ou pura): a conduta se perfaz com a simples não 
realização da atividade determinada pelo tipo penal incriminador. Os crimes 
omissivos puros são classificados como crimes de mera conduta. 
 
 
3.3. Omissão imprópria: corresponde às hipóteses em que o agente 
(omitente) se coloca em uma posição especial de proteção para com o bem 
jurídico (ele será o agente garantidor da não ocorrência do resultado criminoso). 
Trata-se dos crimes chamados de comissivos por omissão. 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
4. Ausência de Conduta 
 
 
4.1. Inexiste conduta quando o agente atua sem voluntariedade. 
 
 
4.2. A consequência da ausência de conduta é a desnecessidade dogmática de 
se perquirir acerca dos demais pressupostos do crime (tipicidade, antijuridicidade 
e culpabilidade). 
 
 
4.3. São três as hipóteses de excludentes de ação: 
 
4.3.1. Coação física irresistível: trata-se da força física superior que retira a 
voluntariedade do agir humano. O hipotético “autor do fato” (o coato) torna-se 
mero instrumento do verdadeiro autor (o coator). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
4. Ausência de Conduta 
 
 
4.3.2. Atos reflexos: aqueles em que a inervação muscular ou sua ausência é 
acarretada por estímulos dirigidos diretamente ao sistema nervoso autônomo. 
 
4.3.3. Estados de inconsciência: estado do organismo humano que igualmente 
anula a voluntariedade da conduta, como o que ocorre com o sonambulismo ou a 
hipnose. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria da Conduta 
5. Resultado 
 
 
5.1. A dogmática penal compreende a ideia de resultado sob dois enfoques: o 
resultado jurídico e o resultado material. 
 
 
5.2. Resultado jurídico: do ponto de vista jurídico ou normativo, resultado 
compreende a lesão ou perigo de lesão do bem jurídico. 
 
 
5.3. Resultado material: é a consequência da conduta realizada, a alteração 
do mundo exterior. 
 
 
5.4. Sob o enfoque material, a doutrina sustenta que há delitos sem 
resultado, como ocorre com os chamados delitos formais ou de mera conduta. 
Nestes casos, o tipo somente descreve a conduta ou, descrevendo conduta e 
resultado, prescinde deste último. 
 
 
 
 
 Roteiro 12: 
 
Causalidade e 
Imputação Objetiva 
 
1. Noções Introdutórias 
2. Teoria da Equivalência 
dos Antecedentes 
3. Teoria da Causalidade Adequada 
4. Superveniência Causal 
5. Teoria da Imputação Objetiva 
 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
1. Noções Introdutórias 
 
 
1.1. Nos crimes materiais, deve ser estabelecida a relação de causalidade 
entre ação e resultado. Para determinar quando o autor deu causa ao resultado, 
existem diversas teorias. 
 
 
1.2. A relevância da matéria reside no fato de a causalidade constituir 
limitação à responsabilidade penal: o crime não pode ser atribuido a quem não 
deu causa a ele. 
 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
2. Teoria da Equivalência dos Antecedentes 
 
 
2.1. Também denominada teoria da conditio sine qua non. 
 
 
2.2. Sustenta que são causas de um resultado todas as condições que 
colaboram para a sua produção, independentemente de sua maior ou menor 
proximidade ou do grau de importância. 
 
 
2.3. O método da eliminação hipotética resolve a questão de saber quando 
uma conduta funciona como causa de um resultado. 
 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
2. Teoria da Equivalência dos Antecedentes 
 
 
2.4. Eliminação hipotética: 
 
 2.4.1. Uma conduta causou o resultado quando, eliminada 
 mentalmente, faz desaparecer também o resultado; 
 
 2.4.2. Criticada essencialmente em razão do regresso ao infinito, por 
 não se ter como limitar a extensão desta eliminação. 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
3. Teoria da Causalidade Adequada 
 
 
3.1. Procurou corrigir as limitações da equivalência das condições, 
sobrepondo-lhe um juízo de valor para além da constatada causalidade natural. 
 
 
3.2. Considera-se causa a condição que for mais adequada à produção do 
resultado. 
 
 
3.3. Para tanto, utiliza-se do chamado juízo de prognose objetivo-posterior, ou 
seja, o juiz deve se colocar, objetivamente, na posição de alguém que estivesse de 
posse das informações disponíveis sobre determinado episódio. 
 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
3. Teoria da Causalidade Adequada 
 
 
3.4. Entende que não é razoável retroceder para além do fator adequado à 
produção do resultado, na busca pela sua causa. 
 
 
3.5. Esta teoria introduz o critério da previsibilidade, antecipando a questão 
da responsabilidade. 
 
 
 
 
Causalidade e Imputação Objetiva 
4. Superveniência Causal 
 
 
4.1. Diante das limitações da teoria da equivalência dos antecedentes – 
prevista no caput do artigo 13 CP – o legislador tratou de prever a teoria da 
causalidade adequada nos termos do § 1º deste mesmo artigo. 
 
 
4.2. Quanto ao processo físico de sucessão