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Bruno Coquillard guerrieri rezende – ra 00093445 – pontifícia universidade católica
TEMA III 
ICMS
 
QUESTÕES DE SEMINÁRIO 
 
01. Construir a(s) regra(s)-matriz(es) do ICMS-Mercadorias, ICMS – Comunicação, ICMS – Transporte e ICMS - Importação. 
ICMS-Mercadoria
Critério material: realizar operações relativas à circulação de mercadorias 
Critério espacial: qualquer lugar do território estadual 
Critério temporal: saída da mercadoria do estabelecimento comercial. 
Critério pessoa l: Estado (sujeito ativo) e vendedor (sujeito passivo) 
Critério quantitativo: valor da operação (base de cálculo), alíquota variável conforme a legislação. 
 
ICMS-Comunicação: 
Critério material: prestar serviço de comunicação 
Critério espacial: qualquer lugar desde que concluído dentro do limite do Estado. 
Critério Temporal: momento da efetiva prestação 
Critério pessoal: Estado (sujeito ativo), prestador do serviço (sujeito passivo) 
Critério quantitativo: valor do serviço (base de cálculo), alíquota variável de acordo com a legislação. 
 
ICMS-Transporte: 
Critério material: prestar serviço de transporte interestadual ou intermunicipal 
Critério espacial: lugar onde o serviço é prestado 
Critério temporal: instante da execução do ser viço 
Critério pessoal: Estado (sujeito ativo), Transportador (sujeito passivo) 
Critério quantitativo: valor do serviço (base de cálculo), alíquota variável conforme legislação 
 
ICMS - Importação: 
Critério material: realizar operação de importação de mercadorias 
Critério espacial: local onde está o importador 
Critério temporal: Entrada no Brasil 
Critério pessoal: Estado (sujeito ativo), importador (sujeito passivo) 
Critério quantitativo: valor da operação (base de cálculo), alíquota fixada por lei. 
02. Qual o sentido do termo “cobrado” no inciso I do §2º do art. 155? “Cobrado” e “pago” significam a mesma coisa? Quais os requisitos para que um montante de imposto seja considerado “cobrado na operação anterior”? O valor dos descontos incondicionais e das bonificações integram a base de cálculo do ICMS? Considerar o REsp 1027786 do STJ. 
A diferença entre o termo cobrado e pago se refere justamente aos termos incidência e recolhimento. O primeiro está conectado a ideia de a materialidade realizada pelo contribuinte sofrer a incidência do ICMS, enquanto que o segundo se refere a necessidade de recolhimento do tributo. 
Para ser considerado cobrado na operação anterior, o tributo terá que ser presumidamente exigido pela norma, não podendo a operação estar albergada por isenção ou qualquer instituto similar. 
Pensar ao contrário levaria os contribuintes a serem fiscais dos Entes Federativos, além de causar grande insegurança jurídica ao sistema. 
Em relação aos descontos incondicionais e bonificações, considerando o REsp 1027786, do STJ, não deverão integrar a base de cálculo, visto que não se pode presumir que a vantagem (desconto) será repassada. 
03. Ao definir a competência tributária dos Estados-membros para instituição do ICMS, a Constituição de 1988 cristalizou o conceito de mercadoria? A empresa “Serviços de Informática Ltda.” comercializa softwares padronizados de controle de pessoal para empresas, as quais, após comprá-los, fazem seu download pela Internet. Levando em consideração as teorias que defendem as interpretações estática e dinâmica da Constituição, justifique a incidência ou não incidência do ICMS na presente operação. Considere a liminar proferida pelo STF na ADI 4413-MC. 
A Constituição Federal ao definir a saída física da mercadoria cristalizou o seu conceito, justamente pela existência de produtos eletrônicos que são mercadorias. 
Neste sentido, tornou-se necessária a jurisprudência realizar a interpretação dinâmica das normas constitucionais para poder concluir-se pela possibilidade de tributação de softwares de prateleira pelo ICMS. 
A intepretação dinâmica da Constituição Federal torna-se mais coerente pela desnecessidade de se alterar o texto constantemente. Leva-se em consideração que a interpretação do texto constitucional possui uma evolução histórica e cultural de forma que o interprete realizará a melhor análise durante o tempo. 
A ADI 4413 trata justamente da discussão acerca da incidência de ISS ou ICMS sobre produtos que fazem parte do processo industrial, os quais possuem características pré-definidas pelo Comprador.
O STF encerrando uma celeuma existente, concluiu pela não incidência de ISS justamente porque o produto é integrante do processo industrial. 
Neste sentido, esse E. STJ no AResp n. 124.916/SP, mudando seu entendimento anterior, sob a relatoria da i. Min. Eliana Calmom, reconheceu que: “(...) as embalagens que vão acondicionar produtos comercializados ... não podem ser consideradas "impressos personalizados". Tal expressão, à evidência, refere-se apenas aos impressos de uso exclusivo do encomendante, tais como cartões de visitas, notas fiscais, papéis timbrados etc. A utilização de materiais de embalagem não se restringe ao encomendante, ainda que contenham seu nome, integrando-se ao produto a ser comercializado posteriormente. Assim, as embalagens, ainda que fabricadas atendendo a requisitos especificados pelo cliente, são resultantes de produção industrial, não se enquadrando no conceito de personalização característico da prestação de serviços.
Neste diapasão, os entendimentos manifestados pelo STF e STJ levam a conclusão que os softwares são passíveis de incidência do ICMS. 
04. Que é “prestação de serviços de comunicação”? O que pode ser tributado pelo ICMS: (i) a comunicação (onerosa) efetivamente realizada; ou (ii) a mera disponibilidade (onerosa) de meios físicos/canais aptos que possibilitem que a comunicação aconteça? 
De acordo com o conceito definido pela jurisprudência e doutrina a prestação de serviços de comunicação se dão feita a título oneroso e, ao menos no que concerne aos serviços de radiodifusão sonora (popularmente chamada de rádio) e de radiodifusão de sons e imagens (popularmente chamada de televisão), sendo a recepção livre e gratuita (rádio e TV abertas), existe expressa regra imunizante na Constituição Federal de 1988 (alínea d do inciso X do § 2.º do art. 155, introduzida pela EC 42/2003)[footnoteRef:1]. [1: Direito tributário esquematizado / Ricardo Alexandre. – 10. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2016] 
Para o STJ, vide súmula 334, a prestação de serviços conexos ao de comunicação por meio da telefonia móvel (que são preparatórios, acessórios ou intermediários da comunicação) não se confunde com a prestação da atividade-fim “processo de transmissão” (emissão ou recepção) de informações de qualquer natureza, esta, sim, passível de incidência pelo ICMS. 
05. Quais as principais alterações no ICMS introduzidas pela Emenda Constitucional nº 87/15? E do Convênio ICMS 93/15, 152/15 e 153/15? São constitucionais as disposições veiculadas por tais convênios? 
A Emenda Constitucional nº 87/15 alterou o critério espacial do ICMS no caso de operações interestaduais para não contribuintes de ICMS, revertendo o recolhimento ao Estado de destino do bem.
O Convênio 93/2015, foi editado principalmente para acomodar os interesses dos contribuintes do Simples Nacional. 
O Convênio ICMS 152/2015 alterou o Convênio 93/15 para constar de forma mandatória, até 30/06/2016, a todos os Estados, a adoção do procedimento de inscrição simplificada no Cadastro de Contribuintes do ICMS, ficando dispensada a apresentação de documentos.
O Convênio ICMS nº 153/2015, determina que: “os benefícios fiscais da redução da base de cálculo ou de isenção do ICMS, autorizados por meio de convênios ICMS com base na Lei Complementar nº 24, de 7 de janeiro de 1975, implementados nas respectivas unidades federadas de origem ou de destino serão considerados no cálculo do valor do ICMS devido, correspondente à diferença entre a alíquota interestadual e a alíquota interna da unidade federada de destino da localização do consumidor final não contribuintedo ICMS”.
06. Como compatibilizar a sistemática de substituição tributária do ICMS (ICMS-ST) com a sistemática introduzida pela EC 87/15, quanto às operações interestaduais?  
Com relação ao Substituto Tributário estes deverá declarar a apuração do ICMS pela Guia Nacional de Informação e Apuração do ICMS Substituição Tributária - GIA-ST.
Caso a mercadoria comercializada a outro estado esteja submetida à sistemática da substituição tributária, tendo sido o ICMS retido a favor do estado de origem, o imposto relativo às operações subsequentes presumidas ensejará, ao contribuinte remetente, o direito ao ressarcimento da substituição tributária indevidamente retida ao seu estado de origem.

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