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(qualificação), residente e domiciliado na Rua .... nº ...., com 
base nas razões de fato e de direito adiante invocadas: 
 
 
DOS FATOS: 
 
O requerente é credor do requerido da importância de R$ ...., representada pela nota 
promissória inclusa, revestida de todas as formalidades legais e cujo vencimento se dará no dia 
..... 
 
O mencionado devedor, segundo é público e notório na cidade, está para transferir residência 
para a cidade de ...., onde, ao que consta, irá trabalhar na Empresa de ônibus .... 
 
Está, por isso, dispondo de todos os seus bens, já tendo alienado uma casa residencial de sua 
propriedade (doc. em anexo), só dispondo, agora, de um caminhão marca .... que, conforme 
declaração inclusa firmada pelo Sr. ...., já foi oferecido à venda. 
 
Efetivada que seja a venda deste veículo, o devedor não ficará com quaisquer outros bens 
livres e desembaraçados que possam garantir o crédito do requerente. 
 
 
DO "FUMUS BONI JURIS" 
 
A razão do pedido encontra-se devidamente justificada através da documentação inclusa 
(Nota promissória nº ...., série ....), a qual é proveniente da venda de um veículo da marca ...., 
APOSTILA DA OAB 2ª FASE- PARTE I 
Profª SABRINA DOURADO 
Coord. CRISTIANO SOBRAL 
 
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modelo ...., ano .... 
 
 
DO "PERICULUM IN MORA" 
 
Como não pode o requerente, ainda, ajuizar o competente processo de execução, uma vez que 
a dívida, apesar de líquida e certa, ainda não é exigível, e com o objetivo de resguardar os seus 
interesses, uma vez que demonstrado acima que o requerido pretende frustrar a futura 
execução, vem requerer a Vossa Excelência o arresto do caminhão acima descrito, nos termos 
do art. 813, II, a e b do Código de Processo Civil, medida que requer em caráter preparatório à 
propositura do respectivo processo de execução, caso o devedor não venha a efetuar o 
pagamento do título no vencimento, nos termos do art. 806 da Lei Processual Civil. 
 
 
DO PEDIDO: 
 
Diante do exposto, requer: 
 
1.Seja-lhe deferida a medida liminarmente, para que o requerido seja citado após a efetivação 
da medida. 
 
2. Caso Vossa Excelência entenda necessário, prontifica-se o requerente a prestar caução real 
ou fidejussória, ex vi do disposto nos artigos 804 e 816, tão logo a garantia seja determinada. 
 
3. A condenação do requerido ao pagamento das custas e honorários advocatícios. 
 
4. A produção de todas as provas em direito admitidas. 
 
 
Dá-se á causa o valor de R$ .... 
 
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Nestes termos, 
 
Pede deferimento. 
 
...., .... de .... de .... 
 
.................. 
Advogado OAB/... 
 
 
 
 
A medida cautelar de seqüestro. 
 
DEFINIÇÃO 
 
É a medida cautelar prevista para preservar os bens que estão sendo disputados ou que serão 
disputados em processo de cognição. 
 
Seria, noutros termos, a apreensão judicial de bem(s) determinado(s), com vistas a assegurar 
uma futura execução para entrega de coisa. 
 
Obs: O seqüestro distingue-se do arresto, embora ambos visem à constrição de bens para 
assegurar sua conservação até que possam prestar serviço à solução definitiva da causa. 
Assim: 1) o seqüestro atua na tutela da execução para a entrega de coisa certa e o arresto 
garante a execução por quantia certa; 2) o seqüestro visa um bem específico (dito “litigioso”) e 
o arresto tem o escopo de preservar um “valor patrimonial”, podendo assim, qualquer bem 
patrimonial disponível ser objeto de tal medida. 
 
 
PRESSUPOSTO DO SEQÜESTRO 
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O primeiro requisito genérico é o interesse na preservação da situação de fato, enquanto não 
julgado o mérito. 
 
O segundo requisito indispensável é o temor ou perigo de dano irreparável ou de difícil 
reparação ao bem que está sendo ou que será disputado no processo principal, ou mesmo às 
pessoas as quais o bem liga. A medida cautelar sempre pressupõe, portanto, um perigo a ser 
afastado. 
 
A regra do art. 822 fala da decretação do sequestro nos seguintes casos: 
 
 de bens móveis, semoventes ou imóveis: sempre que, dipsutada a propriedade ou posse, 
houver perigo de rixas (contenda física entre pessoas- comumente ocorre nas ações de 
inventário) ou danificações (dano que incide sobre o bem, valendo salientar que o termo tem 
ampla conotação, de modo a abranger o seu desaparecimento); 
 
 dos frutos e rendimentos do imóvel reivindicando: neste caso o réu, após condenação em 
sentença ainda sujeita a recurso, está praticando ato de dissipação; 
 
 dos bens do casal: o sequestro se dará, de forma preparatória ou incidental, nas ações de 
separação judicial, anulação de casamento ou divórcio (e, porque não, de dissolução de união 
estável), quando um dos cônjuges os estiver dilapidando. 
 
 nos demais casos expressos em lei: vê-se, portanto, que o rol acima é meramente 
exemplificativo. Outros casos de sequestro são encontrados, por exemplo, nos artigos 125, 
CPP (sequestro de bens imóveis adquiridos pelo indiciado com os proventos da infração) e 16 
da Lei 8.429 de 1992 (sequestro dos bens do agente público ou terceiro que tenha enriquecido 
ilicitamente ou causado dano ao patrimônio. Obs: como o objetivo é recompor os danos 
causados ao patrimônio público, parcela da doutrina entende que, tecnicamente, a medida em 
questão deve ser denominada de arresto). 
 
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Pondere-se que o requerente da medida terá o ônus de demonstrar a existência de quaisquer 
dos fatos que alegar como causas da pretensão cautelar. 
 
A JUSTIFICAÇÃO PRÉVIA 
 
Os fatos imputados como prejudiciais ao bem disputado devem ser provados pelo autor. Em 
direito não basta alegar. Quem alega tem o ônus da prova. É possível, porém, que o 
requerente não tenha a prova documental dos fatos que está alegando. Então, o legislador 
permite que essa prova possa ser feita por testemunhas. A prova terá lugar, destarte, numa 
audiência. A justificação prévia é a audiência para a obtenção de prova oral dos fatos 
imputados como causa de pedir do seqüestro. 
 
O SEQÜESTRO SEM A PROVA DO PERIGO 
 
A regra do art. 823 do CPC determina que se aplique ao seqüestro, no que couber, as regras 
atinentes ao arresto. Assim, é possível ao requerente da medida a sua obtenção, em caráter 
excepcional, sem a prova dos fatos que ameaçam o bem. Essa excepcionalidade beneficia a 
União, os Estados e os Municípios e as pessoas naturais e de direito privado que não 
disponham de prova, desde que, no caso dessas últimas, haja a prestação de caução - art. 816 
do CPC. 
O fundamento para tal benefício é o mesmo exposto linhas atrás para o arresto. 
 
O SEQÜESTRO E A AÇÃO PRINCIPAL 
 
A decisão da cautelar, sua procedência ou improcedência, não tem qualquer repercussão no 
processo principal – art. 810. O requerente da medida não será, necessariamente, a pessoa a 
quem o juízo reconhecerá o direito à coisa defendida. 
 
DA NOMEAÇÃO DE UM DEPOSITÁRIO 
 
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O depositário dos bens seqüestrados será uma pessoa da confiança do juiz. O depósito é 
encargo e recai sobre pessoa que o juiz entenda idônea para a atribuição. As partes, contudo, 
podem indicar ao juiz, de comum acordo, o depositário. O juiz muito dificilmente rejeitará a 
pessoa