A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
7 pág.
O cerebelo os gänglios da base

Pré-visualização | Página 2 de 3

o cerebelo é responsável pelos sinais de cronometragem e dos sinais de desliga dos agonistas e liga dos antagonistas. 
	O padrão liga e desliga da contração dos agonistas e antagonistas no início do movimento começa a partir de sinais a partir do córtex cerebral. Estes sinais passam pelas vias não cerebelares do tronco cerebral e da medula diretamente para o músculo agonista iniciar a contração. Ao mesmo tempo, sinais paralelos são enviados por meio das fibras musgosas pontinas, para dentro do cerebelo. Um ramo de cada fibra musgosa vai diretamente para a camada de células nucleares profundas no núcleo denteado ou em outro núcleo cerebelar; isto instantaneamente manda um sinal excitatório de volta ao sistema motor cortiço espinhal, que por meio dos circuitos neuronais do tronco cerebral, para sustentar a contração já iniciada pelo córtex cerebral. Em conseqüência, depois de alguns milissegundos, o sinal liga torna-se ainda mais poderoso do que era no inicio porque agora os sinais cortical e cerebelar são somados. O cerebelo tem um efeito de sinal secundário de reforço.
	Já o sinal de desliga se dá por meio dos colaterais das fibras musgosas, que transmitem por meio das células granulares para o córtex cerebelar, dele para as células de Purkinje e estas, inibem as células nucleares profundas. Esta via também passa pelas fibras paralelas da camada molecular cortical, mas precisa de um tempo para acumular a excitação. Tudo isso desliga a excitação cerebelar dos músculos agonistas.
	Na medula espinhal, há circuitos recíprocos agonista/antagonista, para cada movimento que a medula pode iniciar. Portanto, eles são a base para o desligamento dos antagonistas no início do movimento e o ligamento deles para o término.
As células de Purkinje Aprendem a corrigir os erros motores
	Quando o movimento é feito pela primeira vez, sinais de feedback dos proprioceptores do músculo e da articulação denotam que o movimento realizado é diferente do desejado, o que leva a uma alteração de disparos da fibra trepadeira (sinais de erro), o que altera a sensibilidade da célula de Purkinje aos sinais subseqüentes a partir das células musgosas. Quanto maior ou menor a entrada de fibras trepadeiras, maior se torna a alteração acumulada a longo prazo à entrada das fibras musgosas. Quando o movimento se aproxima do desejado, não são mais enviados sinais de erro pelas fibras trepadeiras.
	O complexo olivar inferior recebe informações dos feixes corticoespinhais bem como de outros centros motores do tronco cerebral, detalhando a intenção de cada movimento moto, e também recebe informações das terminações nervosas sensoriais detalhando o movimento que ocorre na realidade. Portanto, acredita-se que o complexo olivar inferior funcione como um comparador entre o desempenho real e o pretendido, promovendo as alterações de disparos das fibras trepadeiras.
FUNÇÃO DO CEREBELO NO CONTROLE MOTOR GLOBAL
	O cerebelo possui 3 divisões funcionais: vestíbulo-cerebelo, espino-cerebelo e cérebro-cerebelo.
Vestíbulo-Cerebelo
	Constituído pelos lobos floculonodulares e porções adjacentes do vermis. Está relacionado ao equilíbrio e movimentos posturais. Ele permite a realização de movimentos rápidos, sobretudo quando estes movimentos envolvem alterações rápidas na direção do movimento que estimulam os canais semicirculares. Isto sugere que o cerebelo seja extremamente importante no controle entre as contrações dos músculos agonistas e antagonistas da coluna vertebral, dos quadris e dos ombros durante alterações rápidas das posições corporais conforme solicitadas pelo aparelho vestibular.
	Ele tem a função de calcular, a partir das velocidades e direções dos movimentos, onde estarão as partes do corpo durante os próximos milissegundos. 
	Assim, durante o controle do equilíbrio, presume-se que as informações do aparelho vestibular sejam usadas como circuito típico de feedback para fornecer correções quase instantâneas dos sinais motores posturais à medida que fornecem as correções necessárias para a manutenção do equilíbrio. 
Os sinais de feedback a partir das áreas periféricas do corpo ajudam nesse processo, através do vermis cerebelar que funciona em associação com os músculos axiais das cinturas do corpo; o papel do vestíbulo-cerebelo é ajudar os núcleos vestibulares e reticulares do tronco cerebral a computarem as posições necessárias das respectivas partes do corpo a qualquer momento.
Espino-Cerebelo
É constituído pela maior parte do vermis do cerebelo-posterior e anterior mais os lobos intermediários a cada lado do vermis. Fornece circuitos para coordenar, sobretudo movimentos das porções distais dos membros, especialmente mãos e dedos.
A Z.I. de cada hemisfério recebe dois tipos de informações:
(1) Informações diretas do córtex motor e núcleo rubro - dizendo a intenção do movimento seqüencial 
(2) Informações de feedback a partir das porções periféricas do corpo, principalmente dos segmentos distais dos membros, dizendo ao cerebelo quais os movimentos reais resultantes.
	A Z.I. compara os movimentos e as células nucleares profundas do núcleo interposto enviam sinais de saída conectivos
(a) de volta para o córtex motor a partir dos núcleos de retransmissão do tálamo
(b) Para a porção magnocelular do núcleo rubro que origina o feixe rubro espinhal: 
Feixe Rubroespinhal+Feixe Corticoespinhal ( Vão para neurônios motores em posição mais lateral nas pontas anteriores da substância cinzenta da medula espinhal.
	Essa parte do sistema de controle motor cerebelar permite movimentos suaves e coordenados dos músculos agonistas e antagonistas das partes distais dos membros para o desempenho de movimentos padronizados firmemente propositados. O cerebelo compara as intenções dos níveis superiores do sistema motor tais como são transmitidas para a Z.I. do cerebelo pelo feixe corticopontocerebelar, com o desempenho pelas respectivas partes do corpo tais como são transmitidas de volta da periferia.
	Uma vez que o cerebelo tenha aprendido o seu papel em cada padrão de movimento, ele fornece rápida ligação da atividade muscular agonista no início de cada movimento enquanto inibe os músculos antagonistas. E, próximo ao termino do movimento, ele desliga os agonistas e liga os antagonistas. O ponto no qual há essa reversão depende da velocidade do movimento e do conhecimento prévio aprendido.
Função na ultrapassagem do movimento e no amortecimento de movimentos
	Em um movimento pendular, desenvolve-se um momento, que tem que ser vencido antes do movimento ser parado. O cerebelo faz com que o movimento pendular dure o tempo pretendido e pare no ponto pretendido. Se isso não ocorrer (devido à lesão no cerebelo), o cérebro tem que aprender a fazer isso, o que demora um tempo. Enquanto isso, o movimento ultrapassa diversas vezes o ponto onde deveria parar: Tremor de Ação ou Tremor de Intenção.
Controle cerebelar de movimentos balísticos
	Os movimentos balísticos são movimentos tão rápidos que não é possível receber informações de feedback da periferia para o cerebelo ou do cerebelo para o córtex. Conclui-se então, que todo o movimento é pré-planejado e seu término também.
	Sem o cerebelo, nos movimentos balísticos:
Os movimentos se desenvolvem lentamente e na apresentam a força extra inicial.
O desenvolvimento da força é fraco
Demoram a parar.
cérebro-cerebelo
	Consiste nas Z.L.s. Recebe estímulos do córtex motor, pré-motor e somatossensorial. Transmite estímulos em direção ascendente de volta ao cérebro, funcionando como feedback no planejamento dos movimentos voluntários seqüenciais do corpo e dos membros (Imagens motoras dos Movimentos
Planejamento dos movimentos Seqüenciais: O plano do movimento se inicia nas áreas pré-motoras e sensorial do córtex e a partir destas áreas, são transmitidos para as Z.L.. O tráfego em mão dupla de sinais dessas áreas proporciona a transição de um movimento para o outro. 
Neurônios apresentam o padrão do movimento que ainda está por vir, por isso, as Z.L. estão implicadas no que estará acontecendo durante o