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Sujeitos de direito internacional público(Aula Otavio)

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Em regra, não têm personalidade de direito internacional, mas é possível que exerça competências internacionais em razão dos antidos Estados. Há, contudo, quem diga que o CEI tinha personalidade.
Quanto às coletividades não-estatais
Insurgentes e beligerantes – têm como objetivo mudar a forma de governo ou forma de Estado dentro de um Estado soberano. Os insurgentes têm uma estrutura mais precária, ou seja, não detém o controle de nenhuma parte do território aonde atuam. Os beligerantes detém o controle. O grupo dos Tigres Tâmeis, no Sri Lanka, tinha controle sobre uma parte do território, tinha boas relações diplomáticas com outros Estados e tinham pleno controle sobre a força policial. Assim, considera-se que eles tinham personalidade de direito internacional. As FARC, entretanto, são consideradas por unanimidade um grupo terrorista. Assim, não podem ser considerados entes com personalidade. São casos transitórios porque das duas, uma: ou o grupo beligerante se torna governo oficial, ou será vencido.
Movimentos de libertação nacional – eram bem vistos por serem grupos de libertação das colônias. Hoje, geralmente, são grupos que buscam fracionar um Estado, tornando independente parte do território. Em muitos casos, eles passaram a ter personalidade de direito internacional, já que estavam subordinados às regras de direito internacional humanitário, exerciam relações diplomáticas, tinham assentos em organizações internacionais, etc.
Organização para a Libertação da Palestina – é um caso exepcional por ser até hoje um ente com personalidade de direito internacional. Não há discordância sobre isso.
Soberana Ordem de Malta – é uma comunidade monástica formada por uma igreja, um hospital e um convento. Mudou-se para Roma aonde exerce sua ajuda humanitária. Funciona em dois prédios regidos por um grão-mestre, mas possui soberania em âmbito de direito internacional. Têm passaportes diplomáticos e imunidade diplomática para algumas pessoas. A Itália, por muito tempo, reconheceu a personalidade da Soberana Ordem de Malta, assim como o governo brasileiro. Porém, a doutrina brasileira majoritária defende que não.
Comitê Internacional da Cruz Vermelha – é uma organização não-governamental então, em tese, não é um sujeito com personalidade de direito internacional. A organização, com sede em Genebra, presta assistência humanitária a vítimas (civis e militares) de crimes de guerra. Tem uma postura totalmente apolítica, sendo aceita a a sua manifestação em crises humanitárias. Além disso, ela possui assento no CSNU. Por isso, é considerada internacionalmente como uma ONG com características de um ente com personalidade de direito internacional.