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044_Apostila_2__fase_CERS___Sabrina_Dourado_2011_2

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conversão desta em divórcio, alimentos e guarda de menores. Tais 
processos podem livremente ser consultados e deles serem pedidas certidões, quando se 
tratar das próprias partes ou de seus advogados. As demais pessoas que demonstrarem 
interesse jurídico em consultá-los ou deles obter certidões devem requere ao juiz; 2) de 
requerer, como procurador, vista dos autos de qualquer processo pelo prazo de cinco dias; 3) 
de retirar os autos do cartório ou secretaria pelo prazo legal, sempre que lhe competir falar 
neles por determinação judicial ou nos casos previstos em lei. 
 
Quando o advogado retirar autos do cartório, deve firmar recibo no livro próprio, que se 
denomina “livro de carga”, no qual o escrivão dará a respectiva baixa, por ocasião da 
devolução. 
Se o prazo da consulta ao processo for comum às partes, somente em conjunto ou mediante 
prévio ajuste por petição nos autos poderão os procuradores retirar os autos do cartório. 
 
CAPACIDADE PROCESSUAL; DIFRENÇA DA CAPACIDADE CIVIL E DA CAPACIDADE 
POSTULATÓRIA OU TÉCNICA 
 
Capacidade processual é a aptidão para ser sujeito, ativo ou passivo, da relação jurídica 
processual. Embora toda pessoa possa estar em juízo, não importando a sua idade ou estado 
civil, somente têm capacidade processual aquelas que possuem a chamada capacidade de 
exercício ou de fato . Em outras palavras, capacidade processual é a capacidade para exercitar 
os direitos atuando processualmente, e não apenas figurar como parte no processo. 
 
Capacidade civil é a aptidão da pessoa para exercer direitos e assumir obrigações. Em outras 
palavras, trata-se de capacidade jurídica, ou capacidade de gozo, regulada pelo direito civil. 
Assim, todo homem é capaz de direitos e deveres processuais, isto é, de ser sujeito da relação 
processual, e, pois, tem capacidade de ser parte. (v.g. arts. 1º ao 5º do CC/02 e 8º do CPC). 
 
Capacidade postulatória ou técnica é a aptidão para promover ações judiciais, elaborar defesas 
e praticar outros atos processuais. Não deve ser confundida com a capacidade processual, que, 
como já se disse, é aptidão para estar em juízo. Só têm capacidade postulatória, segundo o art. 
36 do CPC e o art. 8 da Lei nº 8.906/94 (EA), o bacharel em Direito regularmente inscrito no 
quadro de advogados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público, nos 
casos expressamente autorizados pela lei (art. 81, CPC). 
 
Como visto, diferencia-se capacidade civil da capacidade postulatória, uma vez que esta é a 
capacidade de pleitear em juízo os seus direitos, através de seu representante legal. Enquanto 
aquela é a aptidão que a pessoa tem de gozar de seus direitos civis, a partir do nascimento 
com vida, vez que já podem figurar como sujeito ativo e passivo de obrigações. 
APOSTILA DA OAB 2ª FASE- PARTE I 
Profª SABRINA DOURADO 
Coord. CRISTIANO SOBRAL 
 
Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.renatosaraiva.com.br | (81) 3035 0105 
 
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PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS 
 
Pressupostos processuais são todos os elementos de existência, os requisitos de validade e as 
condições de eficácia do procedimento, aspecto formal do processo, que é ato de formação 
sucessiva, ou seja, são os requisitos necessários para a constituição e o desenvolvimento 
regular do processo. Subdividem-se em: 
 
Pressupostos de existência do processo: subjetivos: Para o juiz: Investidura e para as partes : 
capacidade de ser parte; objetivo – existência de demanda. 
 
Pressupostos antecedentes, ou de existência do processo, são aqueles que deverão preexistir à 
relação processual. São os requisitos necessários para a instauração do processo. 
 
Requisitos de validade: subjetivos: Para o juiz: capacidade e imparcialidade e para as partes 
(capacidade processual e capacidade postulatória); objetivos: extrínsecos(ou negativos) – 
perempção, litispendência, coisa julgada, convenção de arbitragem e intrínsecos ( ou 
positivos)- demanda apta e citação válida. 
 
Destarte, os pressupostos processuais responsáveis pela validade da relação processual podem 
ser classificados sob dois aspectos distintos: os pressupostos positivos, que devem estar 
presentes no processo, e os pressupostos negativos, cuja ausência é necessária para a validade 
da relação processual. 
 
PETIÇÃO INICIAL 
 
 
 
Como o juiz não age de ofício, a petição inicial "é universalmente a peça preambular ou 
inaugural do processo civil, independentemente do rito sobre o qual incidirá, tornando-se 
responsável, por conseguinte, pela instauração da demanda e da tutela jurisdicional -pública 
ou privada –“ 
É o instrumento, escrito, que contém o pedido do autor, assim como os demais requisitos 
pertinentes à individualização subjetiva e objetiva da ação. 
 
 
Requisitos da Petição Inicial 
 
O artigo 282 do CPC indica os requisitos da petição inicial. 
 
 Indicação do juiz ou tribunal a que é dirigida a petição (art. 282, I) 
 
Com o inciso I, aponta-se o órgão competente para conhecer da ação, em primeiro grau de 
jurisdição, primeira dificuldade com que se defronta o advogado, pois nem sempre de fácil 
determinação. 
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 Nomes, prenomes, estado civil, profissão, domicílio e residência do autor e do réu (art. 
282, II) 
 
 Os incisos II, III e IV dizem respeito aos elementos da ação: partes, causa de pedir e 
pedido. 
 
O inciso II exige a indicação do nome e da qualificação das partes. Contudo, em ações contra 
muitos réus, o nome e qualificação de cada um deles pode constar de documento anexo . 
 
ATENÇÂO! Em ações de reintegração de posse, em casos como o de invasões de terras por 
integrantes do “Movimento dos Sem Terra”, tem-se com razão dispensado a indicação do 
nome de cada um dos invasores, sendo a ação movida contra os invasores ou ocupantes, 
citando-se os líderes do movimento, ou todos, com o uso de megafone. É possível, ainda em 
outros casos, que o juiz haja de se contentar com a descrição física do réu e indicação do lugar 
em que se encontre. 
 
O fato e os fundamentos jurídicos do pedido 
 
Determina-se a causa de pedir não apenas com a indicação da relação jurídica de que se trata 
(propriedade, por exemplo), mas também com a indicação do respectivo fato gerador 
(aquisição da propriedade por compra e venda, por doação, por sucessão mortis causa, etc.). 
Adotou, assim, o Código, não a teoria da individualização (bastaria a indicação da relação 
jurídica correspondente, especialmente nas ações reais – causa de pedir imediata), mas a da 
substanciação (os fatos integram a causa de pedir – causa de pedir mediata, fática ou remota). 
 
Exige-se a indicação do fundamento jurídico do pedido (propriedade, por exemplo), não a 
indicação do dispositivo legal correspondente. 
 
 O pedido, com as suas especificações 
 
 
Distingue-se o pedido imediato do mediato. O pedido imediato indica a natureza da 
providência solicitada: declaração, condenação, constituição, mandamento, execução. Pedido 
mediato é o bem da vida pretendido (quantia em dinheiro, bem que se encontra em poder do 
réu, etc.). 
 
O artigo 286 estabelece: 
 
Art. 286. O pedido deve ser certo ou determinado. É lícito, porém, formular pedido genérico: 
I -nas ações universais, se não puder o autor individuar na petição os bens demandados; 
II -quando não for possível determinar, de modo definitivo, as conseqüências do ato ou do fato 
ilícito; 
III -quando a determinação do valor da condenação depender de ato que deva ser praticado 
pelo 
réu. 
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O artigo 286 admite pedido mediato genérico nos casos que indica, provocando a prolação de 
sentença ilíquida, com remessa do autor ao procedimento de liquidação de sentença. 
 
É facultado ainda ao autor, formular